19 de janeiro de 2017

Resenha - Banda: Insane Driver - Álbum: Insane Driver (2016)

Resenha por: Renato Sanson


Misturar estilos dentro do Heavy Metal parece ser uma nova tendência, mas convenhamos poucos conseguem fazer isso com naturalidade e precisão.

E os paulistas do Insane Driver é uma dessas exceções que trazem uma sonoridade bem peculiar e impossível de se rotular, mas com uma homogeneidade incrível!

A mistura entre Hardocore, Progressivo, Metal e Metal Alternativo engrandeceram a sonoridade do grupo, que soube construir cada composição usando os elementos certos para uma maior dinâmica e variedade, sem contar que mesmo com tais alternâncias as faixas soam pegajosas e marcantes, mostrando que mesmo tendo uma alta variedade e técnica, o feeling impera e faz o diferencial.

A produção sonora feita pela própria banda ficou excelente, ao mesmo tempo moderna, mas não artificial, primando por ótimos timbres sem esconder nada, e também com bastante peso. A arte gráfica é de altíssimo nível, um belo trabalho de Alexandre Santos e Fabíola Russo, com uma bela capa e um encarte bastante atrativo, um material que chama a atenção logo de cara.

Musicalmente complicado? Até pode ser, mas a cada ouvida o disco te ganha cada vez mais e você descobre novos elementos. Uma bela estreia e um futuro muito promissor.

Links de acesso:

Tracklist:
1. Endless Path
2. The Edge of Life
3. Firstly My Breakfast
4. Tide of Fears
5. Buried Thoughts
6. Fallen Dreams
7. Change
8. Today is Sunday
9. Faithless Breath
10. Make Decisions
11. Tears of Blood

Formação:
Marcos Bolsoni - Vocais
Danilo Bigal - Guitarras, backing vocals
Deivid Martins - Guitarras
Nei Sousa - Baixo, backing vocals
Wagner Neute - Bateria, teclados

18 de janeiro de 2017

Resenha - Banda: Pop Javali - Álbum: Live In Amsterdam (2016)

Resenha por: Renato Sanson


Um ao vivo com cara de ao vivo, o Pop Javali foi a Europa e não só deixou fãs no velho continente como nos presenteia com o seu primeiro live da carreira, o ótimo “Live In Amsterdam”.

Gravado no The Waterhole, em Amsterdã (Holanada) em 2015, temos uma banda coesa e impondo muito feeling em sua sonoridade que transita entre o Hard, Metal e Prog, dando aos gringos uma verdadeira aula, em um setlist matador e diversificado.

A captação sonora feita pelo holandês Onno Postma e a masterização e mixagem aos cuidados de Andria Busic, mostram como um ao vivo deve soar realmente, pois a impressão que temos ao dar o play é que a banda está tocando na sua frente, fazendo você sentir a vibração do show, em uma apresentação impecável, com músicos mais do que gabaritados.

“Live In Amsterdam” mostra muita naturalidade em um álbum que irá divertir todo e qualquer amante do bom e velho Rock n’ Roll. Grande lançamento desta banda que está a mais de 20 anos na estrada lançando ótimos discos.

Links:

Tracklist:
1. Intro
2. Road to Nowhere
3. Freemen
4. Lie to Me
5. A Friend that I’ve Lost
6. Wrath of the Soul
7. Time Allowed
8. I Wanna Choose

Formação:
Marcelo Frizzo - Baixo, vocais
Jaéder Menossi - Guitarras
Waldemar Rasmussen - Bateria

17 de janeiro de 2017

Resenha - Banda: Lacerated and Carbonized - Álbum: Narcohell (2016)

Resenha por: Renato Sanson


Monstruoso e completo. Assim descrevo “Narcohell” (3° da carreira) dos cariocas do Lacerated and Carbonized, que mostram estarem sempre em evolução e deixando suas peculiaridades a cada lançamento.

Se “The Core of Disruption” (13) tínhamos a brutalidade a flor da pele, em “Narcohell” essa brutalidade continua, mas ainda mais variada e técnica, trazendo uma nova dimensão sonora ao seu Death Metal que é muito bem trabalhado e composto.

Os riffs são intensos e marcantes, assim como as certas melodias que surgem, tanto nas faixas mais rápidas como nas mais moderadas, que transbordam peso com uma cozinha esmagadora, seja nos bumbos ou na ótima marcação do baixo. E com a inclusão de percussão trazendo a mistura com a música brasileira, o som em si fica ainda mais interessante e atrativo.

Desta vez a produção ficou a cargo da própria banda junto ao produtor Felipe Eregion, mas a mixagem e masterização continuaram na mão do mago Andy Classen, e novamente temos uma produção de alto nível, onde transborda timbres agressivos em uma produção cristalina e bruta. A parte gráfica (feita pelo guitarrista Caio) espelha toda a violência em que o Rio de Janeiro vive, assim como os temas líricos abordados. Em uma arte instigante e agressiva.

Posso dizer que “Narcohell” é uma evolução natural de “The Core of Disruption”, onde marca de vez o seu nome do cenário extremo nacional. Sendo para mim a segunda potência do estilo depois do Krisiun.

“Narcohell” = VICIANTE!  


Links de acesso:

Tracklist:
1. Spawned in Rage
2. NarcoHell
3. Bangu 3
4. Severed Nation
5. The Urge
6. Broken
7. Terminal Greed
8. Condition Red
9. Ruinous Breed
10. Decree of Violence
11. Parallel State
12. Hell de Janeiro
13. Mass Social Suicide

Formação:
Jonathan Cruz – Vocais
Caio Mendonça – Guitarras
Paulo Doc – Baixo, backing vocals
Victor Mendonça – Bateria

14 de janeiro de 2017

Resenha - Cantora: Tarja - Álbum: The Shadow Self (2016 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Eis então que vamos falar sobre o principal lançamento de Tarja em 2016, “The Shadow Self” (antes do mesmo a cantora tinha liberado no mercado o ao vivo “Luna Park Ride”, o disco de sobras “The Brightest Void” e o EP “Innocence”), que consolida a reaproximação da sonoridade mais Rock/Heavy Metal.

Mas não espere algo parecido com o passado, pois musicalmente falando o lado mais soft ainda domina, assim como os momentos mais comerciais e acessíveis, mas mantendo peso e com guitarras bem gordurosas, que se destacam e dão um bom equilíbrio ao trabalho.

Em termos vocais Tarja se distância ainda mais do seu lado operístico e mostra grande desenvoltura, tanto nos momentos mais amenos como nos mais pesados, não exagerando na parte lírica e mostrando todo seu potencial, que vamos concordar não é nem um pouco questionável, sendo que a finlandesa é de fato uma das melhores vocalistas do mundo.

Novamente, não há grandes novidades se comparado aos últimos lançamentos, quem sabe a diferença maior seja no peso e na maneira menos aguda do lado sinfônico, que traz boas composições em volta do Rock/Heavy Metal.

Ainda há tempo de mencionar a ótima produção do trabalho que deixou tudo ainda mais grandioso e pomposo, assim como o belíssimo Digipack que embala o disco.


Links de acesso:

Tracklist:
1. Innocence
2. Demons in You
3. No Bitter End
4. Love to Hate
5. Supremacy
6. The Living End
7. Diva
8. Eagle Eye
9. Undertaker
10. Calling from the Wild
11. Too Many
12. Hit Song (Hidden Track)

Formação:
Tarja Turunen - Vocais, Piano (faixas 4, 6), teclados (faixa 2)
Alex Scholpp - Guitarras (faixas 1, 3, 4, 6, 7, 9, 10, 12), Baixo (faixas 10, 12), violão (faixas 1, 3, 4, 6, 7, 9, 10, 12)
Doug Wimbish - Baixo (faixas 4, 7, 8, 9, 11)
Christian Kretschmar - Teclados (faixas 3, 4, 5, 8, 11), Programação (faixa 11)
Mike Terrana - Bateria (faixas 4, 6, 8, 9, 10, 11, 12)
Max Lilja - Cello (faixa 3)

13 de janeiro de 2017

Resenha - Banda: Soilwork - Álbum: Death Resonance (2016 - Shinigami Records/Nuclear Blast)

Resenha por: Renato Sanson


Mantendo sua qualidade latente em alta, o Soilwork presenteia os fãs com a coletânea “Death Resonance”, que vai na contramão das demais compilações.

Em vez de trazer os clássicos para um jogo ganho, o Soilwork fez diferente e trouxe além de duas músicas inéditas exclusivas para este álbum, traz também diversas composições lado B e diversas faixas que saíram como bônus track exclusivas no Japão, em um material diferente e atrativo para todos.

Falando das composições inéditas, os suecos seguem a qualidade apresentada em “The Ride Majestic”, onde “Helsinki” e “Death Resonance” seguem linhas brutais, mas ao mesmo tempo acessíveis, com as ótimas variações vocais de Björn, e com um instrumental intrincado e de fácil assimilação, mesmo tendo a técnica apurada ao seu favor.

As demais faixas são um deleite aos ouvintes, pois são de qualidades incontestáveis, e pensar que muitas são lado B ou apenas bônus soltas em alguns lançamentos, que poderiam facilmente entrar no track oficial de qualquer disco, como é o caso de “The End Begins Below The Surface”, “These Absent Eye”, “Sweet Demise” dentre outras.

“Death Resonance” ainda traz cinco faixas resmaterizadas de diversos materiais exclusivamente para este lançamento. Se você já era fã do Soilwork se tornará ainda mais, e se por um caso você ainda não conhece o trabalho dos caras, aí está uma ótima oportunidade.


Links de acesso:

Tracklist:
1. Helsinki (New Song)
2. Death Resonance (New Song)
3. The End Begins Below the Surface
4. My Nerves, Your Everyday Tool
5. These Absent Eyes
6. Resisting the Current
7. When Sound Collides
8. Forever Lost in Vain
9. Sweet Demise
10. Sadistic Lullabye 2010
11. Overclocked (2016 Mix)
12. Martyr (2016 Mix)
13. Sovereign (2016 Mix)
14. Wherever Thorns May Grow (2016 Mix)
15. Killed by Ignition (2016 Mix)

Formação:
Björn "Speed" Strid - Vocais
Sven Karlsson - Teclados
Dirk Verbeuren - Bateria
Ola Frenning - Guitarras (músicas 11-15)
Sylvain Coudret - Guitarras (músicas 1-10)
David Andersson - Guitarras (músicas 1-8)
Peter Wichers - Guitarras (músicas 9, 10, 14, 15)
Daniel Antonsson - Guitarras (músicas 11-13)
Ola Flink - Baixo (músicas 4-15)

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