28 de junho de 2015

Resenha - Banda: Primator - Álbum: Involution (2015)

Resenha por: Renato Sanson


O Heavy Metal Tradicional sempre foi uma vertente forte no Brasil, mesmo o nosso país tendo mais força no Metal Extremo. E nesse grupo da veia tradicional temos os paulistas do Primator, que lançaram neste ano seu Debut “Involution”.

A pegada do Heavy Tradcional oitentista é latente, mas a banda não se prende ao passado, pois consegue soar atual e com características próprias. A começar pelas ótimas linhas vocais de Rodrigo Sinopoli, que mesmo tendo sua escola nos agudos, não exagera e dá o clima certo para cada composição. Já as guitarras de Márcio e Diego são o carro-chefe do álbum, riffs encorpados aliado a solos bem estruturados, que finaliza com a cozinha comandada por André (Baixo) e Lucas (Bateria), soando pesada e agressiva na medida certa.


A produção de Daniel de Sá ficou bem satisfatória, já que o equilíbrio é latente e não faz a banda soar datada. Porém parece que o som ficou um pouco abafado, o que poderia ser melhorado já que as composições são de extrema competência.

Faixas como: “Primator”, “Deadland”, “Caroline” e “Face The Death” mostrarão a você um pouco dessa máquina de fazer Heavy Metal.

Com certeza uma grata surpresa do underground nacional, que se continuar nessa levada passará de promessa a realidade.


Links de acesso:



Tracklist:
01 Primator
02 Deadland
03 Flames Of Hades
04 Caroline
05 Black Tormentor
06 Let Me Live Again
07 Face The Death
08 Erase The Rainbow
09 Praying For Nothing
10 Involution

Formação:
Rodrigo Sinopoli (Vocal)
Márcio Dassié (Guitarra)
Diego Lima (Guitarra)
André dos Anjos (Baixo)
Lucas Assunção (Bateria)


24 de junho de 2015

Entrevista - Banda: Seu Juvenal (MG)

Entrevista por: Renato Sanson


“Rock Errado”. Isso mesmo, nome do 3° disco dos mineiros do Seu Juvenal. E para explicar a origem do nome do álbum e do nome da banda falamos com o guitarrista Edson Zacca, que nos fala também da repercussão do mesmo, e sua visão sobre o Rock no Brasil.

Confira agora mesmo:

Heavy And Hell: Como foi o trabalho de desenvolvimento de “Rock Errado” e porque escolheram esse título para o trabalho?

Edson Zacca - Vivemos um momento de uma caretice sem limites na música brasileira. A grande maioria dos músicos prefere montar bandas cover e os que se aventuram pelo mercado da música própria sonha em participar de reality shows tipo Super Star que só valoriza a cópia. Sem contar os que ficam sem ação apenas pagando pau para as bandas gringas sem perceber que elas também se arriscaram muito para poder ser admiradas exatamente pela sua originalidade. Referências artísticas todos temos. É claro que a originalidade se monta exatamente a partir das influências. Mas daí deixar esta sua referência dominar até o timbre de seu instrumento, logo aquilo que você pode ter de mais personalizado em seu som! É por estas e outras que percebemos que no Brasil, o rock que facilmente é enquadrado dentro de um estilo musical ou dentro de um contexto criado por alguma banda famosa, é visto como o caminho certo. Este é o motivo porque chamamos o disco de Rock Errado. Um disco de difícil qualificação. Difícil colocar etiqueta. Assumimos este erro com orgulho e sem medo.  

Leia nossa resenha AQUI
HAH: “Rock Errado” foi gravado em apenas quatro dias, como foi está experiência?

Zacca - Pela primeira vez fizemos uma pré-produção verdadeira para este trabalho. Gravamos vários ensaios, mandamos para o produtor do disco, Ronaldo Gino da banda Virna Lisi. Ele pode opinar sobre os arranjos e sobre quais músicas entrariam no disco. E tudo isto feito no mesmo estúdio que gravamos depois. Não foi difícil gravar o disco em quatro dias, pois tudo estava muito bem amarrado. E sem contar que todo mundo envolvido também já é macaco velho.

HAH: Para divulgação do novo trabalho vocês escolheram a música “Burca”, que se tornou o primeiro videoclipe. Qual o motivo da escolha da mesma? E como foram as gravações do clipe?

Zacca - Na verdade ela foi escolhida porque eu vi em Belo Horizonte a performer e atriz Nina Caetano do "Obscena Agrupamento" andando pelas ruas com uma burca escrevendo em cartazes e em alguns momentos até nas paredes e passeios algumas mensagens que alertavam sobre a situação da mulher em nossos tempos. Isto atraiu a atenção de muita gente que refletia, xingava, adorava e tudo mais que pode acontecer na rua. Achei punk pra caralho. E neste tempo, o Renato (batera do Seu Juvenal) já havia escrito a música. Colamos as duas coisas, só que pelas ruas de Ouro Preto. E a parte do HC final fizemos questão de mostrar o melhor público do mundo (risos). Foi uma homenagem aos rockers de Uberaba, nossa cidade natal. As filmagens em Ouro Preto e edições ficaram por conta de Marcello Nicolato, enquanto que as imagens do show por Eddie Shumway.


HAH: Vocês são de Minas Gerais, mais precisamente Ouro Preto, como é a cena Rock/Metal em sua região? Existe muitas rixas ou a espaço para bandas independentes?

Zacca - Rixas imagino que nada fora do normal. Aqui as pessoas tentam se ajudar. Atualmente existe um festival chamado "Rock Generator" que tem movimentado a cena. Eles levam um gerador pra cima de um morro daqui conhecido como Morro da Forca e o bicho pega com força. Gosto bastante de bandas como Final Trágico (punk rock), MIOMA (metal), Los Pollos Caipiras (surf music), Selvagens (rockers), tem uma galera fazendo rock por aqui. Já na região de Uberaba, que é onde a banda foi criada e é onde ainda mora Titão, baixista da banda, existem bandas com bastante nome como o Uganga, Acido Groove, Lava Divers, Krow, Canábicos. Além da existência de selos como a Sapólio Rádio e estúdios como o 106Studio que agitam tudo por lá.

HAH: Vocês lançaram “Rock Errado” em LP, como surgiu esta ideia? E como está sendo a receptividade do público em relação ao lançamento?

Zacca - Foi um convite do selo Sapólio Rádio. Mas também já lançamos em CD. E agora está ficando pronto nosso site "seujuvenal.com.br" com o disco inteiro para download gratuito. Nunca tivemos uma receptividade tão boa quanto para este disco. Isto tem movido a banda com força para frente.


HAH: Qual a origem do nome Seu Juvenal?

Zacca - Juvenal é o nome do avô de dois integrantes da banda. Mas veio mesmo por ser um nome bem mineiro e que não tem nada a ver com nome de banda de rock. Esta história de nome de banda com "eition" ou "eitor" ou qualquer coisa do tipo sempre nos pareceu meio piada depois que fomos ficando mais velhos.  


HAH: Para finalizar, quais são os planos futuros da banda e suas principais influências até o momento?

Zacca - Estamos voltando pra estrada neste segundo semestre. Se algum de vocês ouvirem falar que vai ter show do Seu Juvenal em sua cidade, não perca tempo, pois o rock tá garantido.
As influências do Seu Juvenal são muitas. Posso falar das minhas como guitarrista: Jimmy Page, Thurston Moore (Sonic Youth), Scandurra (Ira), Lanny Gordin, Max Cavalera e Nelson Cavaquinho. Valeu demais a oportunidade e o interesse pelo nosso Rock Errado. Abraço a todos.


Links de acesso:

22 de junho de 2015

Resenha - Banda: MotivA - Álbum:Un Motivo Ci Sara (2014 - Importado)

Nota/Note: 6,0


Resenha por: Renato Sanson

De fato, o Pop Rock nunca me atraiu, uma coisa ou outra me chamou atenção, e mesmo assim é um estilo no qual não me identifico. Porém como vida de redator não é fácil, chegou em minhas mãos o novo trabalho da banda italiana MotivA, que apresenta sim um Pop Rock bem trabalhado e um quanto tanto romântico.

A produção de “Un Motivo Ci Sara” feita pela própria banda soa grandiosa, algo bem voltado ao mainstream, com timbres dosados na medida certa, mas que não pesam aos ouvintes, podendo tocar tranquilamente em qualquer rádio. Já a parte gráfica é bem simples, e não chama muito atenção.

Musicalmente temos um som mais “enlatado”, com letras mais voltadas a frustrações amorosas, que soam bem “melosas”, se assim podemos dizer. Individualmente temos grandes músicos (destaque ao baixo e as linhas vocais), mas que como praticam um som um tanto limitado não mostram todo seu potencial.

Enfim, não é questão de ser mente aberta ou não, mas o Pop Rock nunca me atraiu, mesmo tendo excelentes músicos a musicalidade em si não libera o feeling necessário para um som mais encorpado, o que faz o som ficar vazio e por vezes quadrado.

Ainda assim soa agradável e não irritante como a maioria das bandas mainstreams do estilo, mas ainda falta algo.


Links de acesso:


Tracklist:
01Volami Dentro Al Cuore
02 Notte
03 Ossigeno
04 Un Motivo Ci Sarà
05 Fai Parte Di Me
06 Ricordi
07 Fra Cielo E Terra
08 Per Sempre (Buonanotte)
09 Dentro La Tempesta
10 Con Il Nastro Rosa

Formação:
Fabrizio Tarantino (Vocal)
Gregorio Pulpito (Teclado)
Durando Tegas (Guitarra)
Vincenzo Cannarile (Bateria)
Mimmo Masella (Baixo)

21 de junho de 2015

Resenha - Banda: Oylokon - Álbum: Life Belongs to Death (2015 - Importado)

Nota/Note: 8,0

Resenha por: Renato Sanson

A Itália sempre foi um país que revelou muitos nomes da música pesada, e segue essa escrita com os novos grupos que surgem de tempos em tempos, como é o caso do Oylokon, que chega para mostrar seu Thrash Metal insano de alto nível em seu Debut “Life Belongs to Death”.

As influencias do Thrash norte-americano são latentes, mas não só de medalhões do estilo, podemos encontrar aqui e ali certos flertes modernos, assim como a boa pitada de Death Metal que deixa o som ainda mais agressivo.

A produção do trabalho é bem caprichada, soa limpa e atual, com todos os timbres bem gordurosos, fazendo cada riff e cada batida soar como um rolo compressor. Os riffs vem violentos e variados, assim como a cozinha que mostra muita técnica (principalmente a bateria que apresenta grande precisão nos bumbos), e as vocalizações que soam em tom normal, mas agressivo, o que mostra um diferencial de um timbre mais rouco, e não gritado como o estilo sempre apresenta.

Fixas como: “Against Worms”, “Mass Perfection”, “No One Turns Back” e “Next Death” faram seu pescoço saltar fora, tamanho peso e feeling apresentados, em um Thrash Metal empolgante e visceral.

Mais uma grata revelação do underground mundial, se continuarem nessa pegada se tornarão referência do estilo em breve na Itália.


Links relacionados:



Tracklist:
01 Cenotaph
02 Against Worms
03 Perpetual Prayer
04 Mass Perfection
05 No One Turns Back
06 Dry the Sea
07 The Black at My Back
08 Pick Up Your Head
09 Next Death
10 Between My Teeth
11 Thronless
12 Godfree

Formação:
Runes (Guitarra/Baixo)
Reinblood (Vocal)
Olot (Bateria)


19 de junho de 2015

Resenha - Banda: Losna - Álbum: Another Ophidian Stravaganza (2015 - UGK Discos)

Resenha por: Renato Sanson


Chá amargo que ajuda a combater problemas estomacais, e que era usado pelos gregos para homenagear a deusa Artemis. Essa é o famoso chá de Losna, e suas propriedades fortes na ajuda aos males que o ser humano faz a si mesmo.

Sendo assim aqui no RS, mais precisamente na cidade de Porto Alegre, nascia em 2004 a Losna, banda formada por duas irmãs (Fernanda e Débora), e por Marcelo Índio na bateria. Sem a intenção de soar moderno ou seguir tendências, mas sim destilar seu Thrash Metal sem precedentes.

Eis que 2015 inicia muito bem para banda, já que marca o lançamento de seu 3° disco, sob o nome de “Another Ophidian Stravaganza”, e podemos dizer sem sombra de dúvida, que sim é o melhor disco do trio lançado até o momento.

Seu Thrash Metal old school continua solido, porém mais maduro e com boa evolução técnica. A produção feita por Fábio Lentino deixou a sonoridade nos cascos, soando “suja”, mas bem definida (poderia ser um pouco menos aguda) e com bons timbres. A parte gráfica é muito bem-feita, mérito do artista Tiago Medeiros que soube expressar a sonoridade do grupo através de seus traços.

Musicalmente espere um murro no estomago, Thrash Metal para ninguém botar defeito, riffs em profusão, melodias bem sacadas nos solos, cozinha pesada e cheia de feeling e vocais agressivos (que se destacam por não soarem convencionais ao estilo).

Enfim um grande trabalho, que merece ser ouvido de ponta a ponta e com encarte em mãos, pois a evolução não é apenas sonora, mas liricamente também, com letras ricas e que devem ser apreciadas sem moderação. Altamente indicado!

Links de acesso:



Tracklist:
01 Amaro Sapore
02 Feronia
03 Back to the Grotto
04 Immiscible Pleasures
05 Project 971
06 Serpent Egg
07 Mesmerized by Rotten Meat
08 No Time for Romance
09 Animal Instinct
10 Strut
11 Pneumonia

Formação:
Fernanda Gomes (Baixo/Vocal)
Débora Gomes (Guitarra/Vocal)
Marcelo Índio (Bateria)

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