21 de julho de 2014

Resenha - Banda: DNR - Álbum: DNR (2013)

Resenha por: Renato Sanson


Esmagador. É isso que define o disco de estreia do quarteto paulista DNR, “DNR” (o disco), soa abusivo, violento e com mensagens fortíssimas em suas letras (cantadas em português).

A mistura do Thrash com o Hardcore soa muito bem, pois não a espaço para meio termo, mas sim para tijoladas insanas e poderosas.

A produção do disco ficou a cargo da própria banda que contou com ajuda de Juliano Oliveira (mixagem) e Emiliano Brescacin (masterização). E o que temos é algo no mínimo impressionante, uma produção cristalina, pesada ao extremo e com os arranjos bem na cara, fazendo você sentir toda fúria que o DNR quer mostrar.

A parte gráfica foi feita pelos próprios músicos, soando simples, mas bem acabada, lembrando bastante os trabalhos gráficos de bandas de Hardcore Nova-iorquinas.

Dez faixas e um pouco mais de 27 minutos, é o bastante para lhe jogar contra parede e sentir o peso e raiva do DO NOT RESUSCITATE.

Ouça “Novas Grades”, “Controle Inativo” ou “Ação e Reação” e sinta seu pescoço trucidado, pois são guitarras poderosas, bateria estonteante e linhas vocais que beiram a insanidade, sem contar o baixo que soa como um martelo na cabeça, sendo preciso e bruto.

Uma verdadeira celebração ao moshpit, esse é o DNR chegando para quebrar regras e seu pescoço.



Conheça mais a banda:


Assessoria: Metal Media

Tracklist:
01 Reclame
02 Novas Grades
03 Controle Inativo
04 Atrofiando Mentes
05 Ciclo Da Imundície
06 Lei do Cão
07 Desarmônico
08 Digerindo o Nada
09 Ação e Reação
10 Parasitas

Formação:
Raphael Zavatti (Vocal/Guitarra)
André Muerto (Guitarra)
Zé Cantelli (Baixo)
Thiago "Spa" Zavatti (Bateria)


20 de julho de 2014

Resenha - Banda: Executer - Álbum: Helliday (2014)

Resenha por: Renato Sanson


Oito anos se passou desde o último lançamento do Executer, o ótimo “Welcome to Your Hell”. Porém os fãs aguardavam fervorosamente por um novo disco, mas o que poderia se esperar de um novo álbum do Executer?

O mais puro e violento Thrash Metal é isso o que salta aos tímpanos ao ouvirmos o novo petardo “Helliday”, que chega ao mercado nacional via Kill Again Records.

O quarteto paulista formado por Juca (Vocal), Elias (Guitarra), Paulo (Baixo) e Béba (Bateria) mostram uma boa evolução em relação aos últimos discos, claro que toda agressividade e peso do estilo estão ali, mas é notável que os riffs soam mais encorpados e cortantes, bons solos que dão uma ótima dinâmica, linhas vocais que transbordam raiva, e com uma cozinha técnica, pesada e variada.

A produção da bolacha também é muito boa, produzido pelo próprio Executer e gravado no Pínola Estúdios, contando com a mixagem e masterização de João Paulo Pínola. Arranjos claros e sonoridade cristalina, sem esquecer o peso, tudo em total sintonia, soando como um verdadeiro murro na cara.

A parte gráfica do trabalho é de encher os olhos, um trabalho esmerado e bem com o jeitão dos anos 80, feita pela artista Giovanna Guimarães (capa) e Alcides Burn (layout), passando claramente o que o teremos pela frente ao dar o play no disco.

E ao escutarmos “Helliday” temos aquele bom e velho Thrash Metal criado na escola brasileira, e de cara a faixa titulo e “4:00 A.M. (Insomnia)” mostram esse poder, riffs poderosos, refrão para se cantar com punho erguido e com compassos que farão seu pescoço saltar fora.

“No Sense” e “Damn Speech” dão sequencia ao baile, porem mais cadenciadas, mas não menos violentas, com vocalizações insanas e riffs cortantes.

A pancadaria volta à tona em “Brain Washing Machine” e “Hangover”, ambas exalando elementos do Crossover e com baixo-bateria bem na cara, causando torcicolo nos ouvintes.

Um dos melhores discos de Thrash de 2014, não há muito que se dizer, mas sim de se ouvir, não perca tempo e ouça sem moderação!



Conheça mais a banda:


Assessoria: Metal Media

Tracklist:
01 Helliday  
02 4:00 A.M. (Insomnia)  
03 No Sense  
04 Damn Speech  
05 Brain Washing Machine  
06 Hangover  
07 Deadly Virus  
08 The Big Pocket of the Shark

Formação:
Juca (Vocal)
Elias (Guitarra)
Paulo Castro (Baixo)
Béba (Bateria)

6 de julho de 2014

Resenha - Banda: In Soulitary - Álbum: Confinement (2014 - Shinigami Records)

Resenha: Renato Sanson


O In Soulitary vem para mostrar que o Brasil pode ser sim referencia no Death Metal Melódico, e com seu disco de estreia “Confinement” tem tudo para tornar isto uma realidade.

Com composições fortes e épicas o In Soulitary mostra muita força e vigor, com um vocalista que sabe alternar entre rasgado, gutural e lírico com muita maestria, o que diferencia o material, sem soar cansativo ou exagerado.

O trabalho das guitarras são fantásticas, riffs pulsantes e solos muito bem encaixados, assim como o do teclado que soa sombrio e climático e da cozinha que transborda técnica e precisão.

Há de se mencionar as participações especiais que o álbum apresenta como: Mario Pastore (Pastore), Verônica O. Rodriguez (Karkaos do Canadá) e Dimitri Brandi (Psychotic Eyes), engrandecendo ainda mais o disco.

A parte gráfica foi concebida pelo vocalista Marcel Briani, que fez um trabalho de alto nível, com uma capa poderosa e rica em detalhes.

Seria injusto citar destaques, mas se você ainda dúvida que podemos ser referencia neste estilo no Brasil ouça “Hollow” (com participação de Pastore), “Behind The Rowns”, “Ministry of Truth” ou “River of Souls” (essas últimas com participação de Dimitri com excelentes solos), e veja o que estes paulistas apresentam.

Um trabalho completo e homogêneo que agradará até o fã mais exigente. Único ponto negativo fica para produção de Denis Di Lallo junto com a banda, que soa um pouco abafada e aguda, mas nada que prejudique o resultado final do material.


Conheça mais a banda: 



Formação:
Marcel Briani (Vocal)
Rafael Pacheco (Guitarra)
Daniel Schneider (Guitarra)
Matthew Liles (Bateria)
Elder Oliveria (Baixo)
André Bortolai (Teclados)

Tracklist:
01 Burning Tsa
02 Hollow
03 Written to Life
04 Behind the Rows
05 Mouth of Madness
06 River of Souls
07 Devil s Playground
08 Ministry of Truth
09 Raven King
10 The Key
11 Deep Fear

12 True Religion

2 de julho de 2014

Resenha - Banda: Deguella - Álbum: Headshot

Resenha por: Wendell Carvalho
Revisão/edição: Renato Sanson


Vindo diretamente da calorosa Teresina, eis que surge um dos candidatos a principais representantes do Modern Metal do país, a banda DEGUELLA. Com um som cativante, pesado e matador, o grupo evidência elementos modernos em composições muito bem estruturadas, alicerçadas por letras muito bem redigidas, no bom e velho português.

Antes de mais nada, é bom que se diga que o conjunto já está na cena a algum tempo, sendo este “Headshot” o seu primeiro registro oficial. E que registro! A MS Metal Records acertou em cheio em fechar com esses caras, tamanha a competência dos seus compositores em entregar um produto final que beira à perfeição. A produção enaltece todos os riffs tudo muito bem polido sem deixar ao mesmo tempo a sujeira, que pedradas como “Auto Destruição”, “Headshot” e “Transtorno”, exigem.


Parabéns para a MS Metal Press pelo excelente trabalho com as bandas brasileiras e, principalmente, pelo excelente achado que esse grupo DEGUELLA representa. Que novos títulos dessa banda não tardem a serem lançados e que possam excursionar o mais rápido possível, levando seu caos em forma de música aos quatro cantos do país! 

20 de junho de 2014

Resenha - Banda: X-Empire - EP: End of Times (2014)

Resenha por: Renato Sanson


Não é de hoje que muitas bandas investem na mescla de estilos em busca de sua identidade própria, sendo que em muitos casos caiem no rótulo de Avant-Garde, pela variedade de gêneros musicais utilizados.
Com o X–Empire é um pouco diferente, apesar de o som não ser rotulável, a banda bebe na fonte do Metal moderno, mesclando outros estilos, como o Thrash e o Heavy Metal Tradicional.
O que quero dizer é que a banda não apresenta nada de novo em termos atuais de Metal, mas se propõe a um som complexo e variado, além de diversas participações especiais no seu EP de estreia “End of Times”.
Nomes do calibre de Raphael Dantas (ex-Andragonia), Cauê Leitão (Andragonia) e Raphael Dafras (Almah) figuram no trabalho, assim como vários outros excelentes músicos, porém um bom lançamento não se faz apenas de boas participações, mas sim com uma ótima sonoridade.
E neste quesito o X-Empire deixa um pouco a desejar, sua sonoridade soa agressiva, mas com uma variedade que torna a audição cansativa, mostrando uma busca por algo mais próprio, mas ainda não soando natural o bastante.
As composições são bem esmeradas e trabalhadas, porém falta um certo feeling, o que também não ajudou muito foi a produção do trabalho, que soa oca demais. Sendo que o vocal está mais alto que os demais instrumentos, e quando as participações especiais aparecem, o som fica abaixo dos demais instrumentos.
Uma atenção maior para produção nos próximos lançamentos não seria nada mal.
“End of Times” é composto por cinco faixas, que soam orgânicas, mas não na mesma linha, por exemplo, “Fallen”, que começa bem, com ótimos riffs e agressividade, porém não mantém o mesmo pique, se tornando cansativa antes de seu final.
Destaco “Warcry”, que mesmo com o excesso de modernidade soa mais pulsante e empolgante, com boas vocalizações e um andamento mais direto.
Bons músicos, dotados de muita técnica, mas para conseguir seu lugar desejado no Metal nacional ainda é preciso certos ajustes.

Conheça mais a banda:


Tracklist:
01 Principium et Finis (intro)
02 Fallen
03 WarCry
04 No Answers
05 Scars from the Past
06. End of Times
07. Reflections in the Dark (outro)


Formação:
Michel Marcos (Vocal)
Rogerio Oliveira (Guitarra)
Felipe Gabriel (Baixo)
Raphael Jorge (Bateria)

Participações especiais:
Raphael Dantas - Vocais limpos em "Warcry" e "End of Times"
Cauê Leitão - Guitarra solo em "End of Times"
Raphael Dafras - Baixo em "Scars from the Past"
Airton Araújo - Vocais limpos no piano em "Scars from the Past"
Bruno Santos - Guitarra solo em "Scars from the Past"
Leandro Tristane - Bateria em "Scars from the Past"
Willian Vankar - Orquestrações em "Scars from the Past"
Daniel Della Santina - Piano em "No Answers"
Sidnei Hares - Vocais limpos em "No Answers"


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