21 de maio de 2013

Resenha - Banda: Pandora - Álbum: Four Seasons (2013 - Ms Metal Records)

Resenha por: Renato Sanson


Diretamente da Bahia, o Pandora chega ao seu primeiro full lenght, intitulado de "'Four Seasons", que chega ao mercado via Ms Metal Records. Falar desta banda é chover no molhado, pois o que temos em mãos é uma obra prima do Thrash Metal, imagine uma mistura de Slayer com Annihilator, mas com a personalidade forte do grupo, que mescla muito bem as partes agressivas e coesas, com belas melodias, que são de cair o queixo.

A produção sonora ficou excelente, não soando datada e nem remetendo ao "Old School", tudo bem dosado e equilibrado, sem contar o peso e agressividade absurda que o álbum ficou. A parte gráfica do trabalho é belíssima, combinando perfeitamente com a parte lirica proposta.

E o que dizer do trabalho em si?!

Simplesmente avassalador! Vocais insanos e urrados, riffs cortantes e navalhados e uma cozinha técnica e brutal, que deixará qualquer thrasher impressionado. A abertura com "Liar" já mostra o que vem pela frente, riffs rápidos e consistentes, além dos vocais rasgados e com um refrão empolgante, mas seria impossível não destacar o trabalho das guitarras, que simplesmente dão um show.

"Out of Earth" mantém o alto nível, porem mais melódica, mas não menos agressiva; o cover de "Destroyer" do Twisted Sister ficou fantástico, sendo mais agressivo e rápido que a versão original; "Four Seasons" vem cheia de feeling, além de ser bem trabalhada, transbordando energia e complexidade.


Poderia ficar horas falando do material, mas acredito que seja desnecessário. Com certeza um dos melhores álbuns de 2013, soando atual, coeso, bruto e melódico. 

Se você se considera um thrasher de verdade, não pode ficar sem conhecer o Pandora e perder o pescoço com esses baianos.



Conheça mais a banda


Assessoria: Ms Metal Press

Tracklist:
01. Liar   
02. Out of Earth   
03. Death of a Friend   
04. Destroyer   
05. Pandora   
06. Prelude   
07. Four Seasons   
08. Springs of Creations   
09. Autumn of Decadence   
10. Summer of War   
11. Nuclear Winter   
12. Epitaph


Formação:
Bruno Leal (vocal/guitarra)
Rômulo Lebre (guitarra)
Marcos Cazé (baixo)
Louis (bateria)

18 de maio de 2013

Entrevista: Dynahead - Rompendo Barreiras

Entrevista por: Renato Sanson

Uma das bandas mais promissoras do Metal nacional, chega ao seu 3° trabalho de estúdio, o complexo e criativo "Chordata I". O Dynahead mostra mais do que evolução a cada trabalho, mas sim criatividade e um senso de complexidade fora do normal, sendo considerada uma das bandas mais criativas do Brasil.

Confira nossa entrevista exclusiva com a mente por trás de todo esse trabalho, o vocalista Caio Duarte:



HAH: O que chama atenção no Dynahead é variação sonora que encontramos, prendendo o ouvinte desde o primeiro momento, pois encontramos influências de varias vertentes do Metal e do Jazz. Como vocês conseguem chegar à tamanha complexidade e variedade em suas composições?

Caio Duarte: Primeiramente muito obrigado pelo interesse em nosso trabalho! Todos na banda são extremamente ecléticos, e também temos a sorte de ter músicos muito competentes. Quando você não impõe limites à criatividade, esse tipo de complexidade e variedade acaba surgindo por si só. 
  
HAH: Fale-nos um pouco sobre o conceito da capa do álbum "Youniverse", que conta com vários simbolismos astronômicos.

Caio Duarte: A capa foi feita pelo Gustavo Sazes, que também fez a capa do "Antigen". Demos bastante liberdade a ele, fornecemos apenas uma descrição do tema do disco e uma orientação estética. A escolha da simbologia foi feita por ele, com base nos conceitos-chave que passamos. Queríamos mostrar imagens que representassem a busca do ser humano, ao longo de sua história, para compreender o Universo. Então ali você encontra desde ferramentas astronômicas mais modernas, até referências ao zodíaco e à astrologia medieval.

  

HAH: Em "Antigen" (2008 – 1° álbum) temos uma banda mais direta e agressiva. Já em "Youniverse" temos uma banda com uma faceta mais melódica e progressiva, e em "Chordata I" temos uma mescla, com um equilíbrio perfeito entre agressividade e as partes mais melódicas e intrincadas. Isto foi proposital ou foi uma evolução natural?

Caio Duarte: Obrigado pelos elogios! Diria que foi um processo de evolução. No primeiro disco ainda estávamos um pouco desorientados com relação à nossa música, e ainda tínhamos uma certa preocupação em atender alguns 'lugares-comuns' do que se espera de uma banda de Metal. Já no "Youniverse" e no "Chordata", nos sentimos muito mais à vontade de explorar outras facetas, e de procurar desafiar os limites impostos por gêneros musicais. Junte-se isso à nossa evolução como músicos e pessoas, e o resultado está no som.

HAH: Como é para vocês fazer um som cheio de complexidade e sonoridades diferentes em uma cena metálica tão desigual como temos aqui no Brasil? E em termos de aceitação, como está sendo isso perante aos headbangers?

Caio Duarte: A cena metálica em todo o mundo tende a ser bastante conservadora, e aqui no Brasil a coisa se agrava. A nossa cena foi totalmente devastada por certos veículos de mídia, que monopolizaram tudo em benefício próprio por muitos anos. Os fãs de Metal se dispersaram graças à ação dessas pessoas, e por isso é muito difícil uma banda se tornar realmente conhecida em todo território nacional - a não ser que tenha "contatos" e faça um som extremamente clichê e modista. Por isso sentimos que sempre nadamos contra a maré, e nesse processo vamos conhecendo e nos juntando a curtidores e artistas que também discordam desse 'status quo'. 

A aceitação ao trabalho tem sido muito legal pelo mundo afora, mas claro que os círculos mais "conservadores" fazem todo o possível para nos rebaixar. Felizmente não damos bola para isso, tem espaço para todos e estamos muito satisfeitos com o barulho que conseguimos fazer apenas com nosso trabalho e com o apoio de quem gosta.


HAH: Qual o real significado do nome Dynahead?
Caio Duarte: É meio que um segredo de estado (risos). Quem sabe um dia revelemos... 

HAH: Falando do novo álbum "Chordata I", como foi o processo de composição do mesmo? E neste novo trabalho, quais temas são abordados nas letras?

Caio Duarte: A composição dele foi bastante tranquila e rápida. Eu particularmente tive um surto criativo, e compus muito material em bem pouco tempo. As letras falam sobre a evolução da vida sob uma perspectiva biológica e darwiniana, e se estendem desde o princípio da vida até a era atual.


HAH: O novo trabalho apresenta uma capa belíssima, rica em detalhes, e com traços fortes e marcantes. Como surgiu a ideia para este trabalho?

Caio Duarte: Buscávamos uma arte feita a mão, orgânica, pois complementaria bem a temática e a sonoridade do álbum. Conhecemos o Chris Panatier, um artista americano competentíssimo, e o demos liberdade artística total. Apenas descrevemos o conceito e ele fez aquela arte enorme... O resultado ficou fantástico.



HAH: "Chordata I" terá uma continuação, vocês já tem algum material pronto para ele? Tem alguma previsão de lançamento?

Caio Duarte: Na verdade a parte II está gravada e finalizada, apenas aguardando o lançamento! Compusemos e gravamos tudo como um disco só, mas decidimos lançar em duas partes por que a obra ficou bastante longa. A segunda parte será lançada ano que vem.

HAH: Bom, gostaria de agradece-los pelo tempo cedido e deixo o espaço final a vocês.

Caio Duarte: Muito obrigado pelo interesse no nosso trabalho! No nosso site oficial - www.dynahead.com.br - você encontra muitos vídeos, canais no Facebook, YouTube e Twitter, além da loja onde você pode comprar ou baixar gratuitamente o nosso material. Espero que todos curtam o novo trabalho, e nos vemos em breve!


13 de maio de 2013

Resenha - Banda: Dynahead - Álbum: Chordata I (2013 - Ms Metal Records)


Resenha por: Renato Sanson


A criatividade na música pesada é algo abismal, a cada ano que passa sempre temos grupos que nos surpreendem positivamente, e o que os brasilienses do Dynahead vem fazendo na cena é digno de aplausos.

A banda acabou de lançar no mercado nacional via Ms Metal Records, seu 3° trabalho de estúdio, o complexo e variado "Chordata I", que mostra mais que complexidade, mas sim um caldeirão de criatividade e bom gosto.

Impossível classificar o Dynahead em algum estilo, pois a variação rítmica, aliado a técnica apurada dos músicos não dão espaço para este sacrilégio, o que temos aqui é uma verdadeira aula musical de muita qualidade. A produção do trabalho ficou a cargo do vocalista e mentor Caio Duarte, deixando o som moderno e cristalino, combinando perfeitamente com a sonoridade apresentada.

"Chordata I" apresenta desde momentos agressivos, a partes mais ambientais, que transitam por belas melodias, a partes intrincadas e quebradas, tudo isso em um único álbum, fazendo a banda chegar ao ápice com este lançamento.

Faixas como "Abiogenesis", "Bred Patterns", "Collective Skin" e "Echoes of the Waves", mostram o poder de variação e bom gosto deste grupo, fazendo as composições transitarem por momentos calmos, agressivos e quebrados, com uma naturalidade incrível. Não teria como não falar do trabalho vocal de Caio, que é de impressionar, mostrando muita versatilidade, com passagens limpas e guturais de cair o queixo.

Seria injusto não mencionar os riffs de Diogo e Pablo, que mostram muita técnica, além da criatividade inserida, com solos e melodias brilhantes. A cozinha também não fica para trás, o baixo de Diego é marcante e pulsante, e as linhas de bateria que são feitas pelo próprio Caio Duarte são de uma técnica impressionante.

Enfim, com certeza um dos melhores álbuns de 2013 se não o melhor, pois a cada audição você descobre novos elementos, e é pego de surpresa por algum detalhe que passou despercebido. 

Vale mencionar a parte gráfica do trabalho, embalado em um belo Digipack luxuoso, com uma capa fantástica, sendo uma obra de arte, que completa esta obra chamada "Chordata I". Altamente recomendado!


Conheça mais a banda



Assessoria: Ms Metal Press


Formação:
Caio Duarte (vocal, bateria, teclado)
Diego Teixeira (baixo)
Diogo Mafra (guitarra)
Pablo Vilela (guitarra)
Jorge Macarrão (percussão) - convidado

Tracklist
01 Abiogenesis
02 Bred Patterns
03 Collective Skin
04 Dawn Mirrored in Me
05 Echoes of the Waves
06 Foster
07 Growing in Veins
08 Hallowed Engine
09 Inevitable





12 de maio de 2013

Resenha - Banda: Rhestus - EP: Heavy Metal (2013)


Resenha por: Renato Sanson


Sob o título de "Heavy Metal", a banda catarinense Rhestus, em comemoração aos seus 20 anos, libera um trabalho que ilustra bem o que o grupo vem fazendo em todo esse tempo na estrada.

O EP intitulado de "Heavy Metal" traz cinco faixas e uma seção multimídia, onde mostra o processo de gravação do EP. Dessas cinco faixas, duas são inéditas, duas ao vivo (captadas em 2010 no River Rock Festival) e uma regravação de "Insane War" (que saiu originalmente no álbum "Embryo of the Endless Sands"), porém regravada em português, e rebatizada de "Guerras Insanas".

A gravação do trabalho é muito boa, mantendo o ar oitentista, mas com todos instrumentos bem dosados, e parte gráfica apesar de simples, ilustra bem o que o Rhestus quer passar ao público headbanger.

As novas composições "Noxious Agent" e "Wolves Disguise in Sheep" são verdadeiras porradas na cara, com seu Thrash Metal calcado na escola alemã (Kreator, Sodom e Destruction), temos riffs navalhados, cozinha na velocidade da luz, e vociferações insanas (que lembram os melhores momentos de Mille Petrozza), tudo aliado ao peso e agressividade que o estilo pede.

A regravação de "Insane War", que se transformou em "Guerras Insanas" ficou soberba, mostrando o senso critico da banda, em uma letra acida e perturbadora. Já as faixas ao vivo "Scars" e "How to Explain", ficaram ótimas, apesar da qualidade de áudio estar um pouco abaixo da média, porém mostra o poder de fogo deste grupo ao vivo, que incendeia o underground a cada apresentação.

Um excelente registro, de uma das bandas mais importantes do cenário nacional, que completa 20 anos de muitas batalhas e conquistas. Agora é aguarda o novo álbum!

Conheça mais a banda


Assessoria: Metal Media

Formação: 

Alex Leber (guitarra/vocal)
Andrei Uller (guitarra)
Richard Schmidt (baixo)
Marcos Diegel (bateria)



01. Noxious Agent

02. Wolves Disguise in Sheep
03. Guerras Insanas (Regravação de "Insane War")
04. Scars (Live)
05. How to Explain (Live)
06. Bônus (seção multimídia - processo de gravação do EP "Heavy Metal")



8 de maio de 2013

Resenha - Banda: Cris Delyra - Álbum: Cris Delyra (2012)


Resenha por: Renato Sanson


Empolgante, viciante, melodioso, cheio de feeling e bom gosto, somente alguns dos adjetivos que permeiam a música do guitarrista carioca  Cris Delyra. Letras em português, instrumental técnico e enérgico, com vocais suaves e agradáveis, fazendo seu Rock 'n Roll soar ainda mais poderoso.

Em momentos que o Rock nacional não aparenta apresentar melhoras, eis que surge Cris Delyra com seu 1° full autointitulado, não estou dizendo que ele é a salvação do Rock, porém é um sopro de vida, que vem para marcar seu nome na cena nacional.

A produção do álbum ficou a cargo do próprio Cris, realizando a mesma em seu próprio studio o Balboa Studio, e tendo a masterização feita no Incrível Mundo Estúdio pelo produtor Enrico de Paoli, deixando o álbum muito bem dosado e cristalino.

O álbum em si é no minimo maravilhoso, pois o que esse power trio formado por: Cris DeLyra (vocal/guitarra/violão/teclado), Gustavo Cebrian (baixo) e Alex Curi (bateria) apresentam, são músicas cheias de energia, marcantes e com letras inteligentes, que com certeza irão martelar em sua cabeça.

A trinca inicial com "Qual é o seu Nome?", "Máquina do Tempo" (a melhor do álbum em minha opinião) e "Fotocópia" é de tirar o folego, melodias cativantes, peso na medida certa e refrões pra lá de empolgantes.

Não poderia deixar de citar "Essa é pra Você" onde a voz de Cris rouba a cena, e "Nada a Perder" com seu "Rock pauleira" de primeira, sem contar os trabalhos de vozes que são de cair o queixo.

Não tem muito o que dizer a tanta qualidade encontrada, apenas deixar a dica: adquira o seu e entre nessa maquina do tempo do Rock nacional. Ha tempo de mencionar a parte gráfica do trabalho, rica em detalhes e com uma capa muito divertida, bem nos moldes dos anos 70 e 80, fazendo você ficar horas analisando a obra.


Conheça mais a banda





Formação:
Cris DeLyra (vocal/guitarra/violão/teclado)
Gustavo Cebrian (baixo)
Alex Curi (bateria)


Tracklist:
01. Qual é o seu Nome?
02. Máquina do Tempo
03. Fotocópia
04. O Selvagem Urbano
05. Essa é pra Você
06. Nada a Perder
07. Errar é Acertar
08. Síndrome de Peter Pan
09. Um Encontro com a Sorte
10. Mentes Programadas
11. Se um Dia Eu me Perdoar...


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