25 de abril de 2016

Resenha - Banda: Soilwork - Álbum: The Ride Majestic (2015 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Tendo uma capacidade criativa diferenciada e um senso melódico acima dos padrões, o Soilwork com o passar dos anos foi se aprimorando e consolidando sua sonoridade, que mesmo sendo calcada no Melodic Death Metal, traz influencias de Metalcore e muito do Metal moderno quem vem sendo praticado nos últimos anos.

“The Ride Majestic” é o seu 10° álbum de estúdio, e traz tudo que o Soilwork criou em sua carreira, mas dessa vez um pouco mais focado no passado, trazendo aquela agressividade que se entrelaça com as melodias e climas mais sombrios, em composições mais diretas, mas não menos trabalhadas.

As variações vocais de Björn estão mais bem colocadas, assim como os riffs de guitarra que não soam tão modernosos, deixando o lado melódico mais aparente. Já a cozinha esbanja a técnica e agressividade de sempre, aliado aos climas sombrios do teclado.

A abertura com “The Ride Majestic” já mostra o quanto o Soilwork evoluiu em relação aos últimos discos (mais precisamente os três últimos), riffs empolgantes, linhas vocais agressivas e um clima apocalíptico; “Death in General” traz ótimas melodias tanto das guitarras como da alternância vocal, sendo grudenta e poderosa; “Enemies in Fidelity” já traz aquele Melodic Death Metal mais tradicional, remetendo ao passado glorioso da banda.

Vale mencionar ainda a ótima produção a cargo de Björn, que desta vez não deixou o som artificial, trazendo uma sonoridade mais abrasiva e “real” se assim podemos dizer. A parte gráfica é belíssima e encanta logo de cara, mesmo sendo mais simplista, mas extremamente trabalhada e rica em detalhes.

Dizer que “The Ride Majestic” é o melhor lançamento do Soilwork em anos não seria nenhum exagero, já que de fato estavam devendo um álbum a altura de seu nome. Ótimo lançamento!


Links de acesso:


Tracklist:
1. The Ride Majestic
2. Alight in the Aftermath
3. Death in General
4. Enemies in Fidelity
5. Petrichor by Sulphur
6. The Phantom
7. The Ride Majestic (Aspire Angelic)
8. Whirl of Pain
9. All Along Echoing Paths
10. Shining Lights
11. Father and Son Watching the World Go Down
12. Of Hollow Dreams (bonus track)
13. Ghosts and Thunder (bonus track)

Formação:
Björn "Speed" Strid (Vocal)
Sylvain Coudret (Guitarra)
David Andersson (Guitarra)
Sven Karlsson (Teclado)
Markus Wibom (Baixo)

Dirk Verbeuren (Bateria)

19 de abril de 2016

Resenha - Músico: Simone Gianlorenzi - Álbum: About Her (2015)

Resenha por: Renato Sanson
Grade:5,0/10


Simone Gianlorenzi guitarrista italiano natural de Roma, que chega ao mercado instrumental mais do que saturado, pois o que temos de guitarristas solos surgindo a cada minuto não é mole.

Não que isso seja ruim, mas o ostracismo toma conta como aconteceu com o Power Metal, mesmo algumas bandas tendo qualidade impar acabaram sucumbidas pelo emaranhado de grupos que surgiam a todo instante, levando a um quase esquecimento do estilo.

No mundo dos guitarristas solos não é diferente, muitos talentos (e outros nem tanto) surgem a todo instante, alguns com mais nomes outros com menos, mas todos com sua capacidade criativa e técnica acima dos padrões “normais”.


Gianlorenzi não foge à regra e assim como um guitarrista nato tem a virtuose como seu carro chefe, e já vem trabalhando no meio musical a muitos anos, sendo considerado um verdadeiro Guitar Hero em seu país. Seu debut “About Her” foi lançado no final d 2015 e traz uma sonoridade mais Fusion, com momentos mais modernosos com flertes com a música eletrônica, que casa com o Rock graças aos seus riffs pesados e simples aliado sua virtuose nos solos, trazendo bons climas e boas melodias.

A produção que soa limpa, mas bem gordurosa, pois privilegia todos os instrumentos tendo aquele peso a mais, deixa “About Her” agradável e mais acessível para os que curtem algo instrumental mais pesado e denso. No mais é um disco de guitarrista: partes complexas, momentos técnicos com e sem distorção, baixo e bateria contidos para a guitarra brilhar, solos velozes oras mais melodiosos e por aí vai...

Não há nada de novo em “About Her”, se você não costuma ouvir discos solos de guitarristas não é este trabalho que irá fazer você mudar de ideia, mas se você gosta desta proposta é uma boa indicação.

Links de acesso:




18 de abril de 2016

Resenha - Banda: Woslom - Álbum: A Near Life Experience (2016 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Uma cacetada Thrash do mais alto nível! Não há como não começar essa resenha sem essa pequena descrição, pois o que o Woslom nos brinda em seu 3° disco (“A Near Life Experience”) é de encher os ouvidos e de deixar qualquer thrasher que se preze enlouquecido.

Todos sabem que o 3° álbum de uma banda é o verdadeiro “vai ou racha” e sempre gera muita expectativa, e com o Woslom não seria diferente, já que tinham nos brindado com os excelentes “Time To Rise” e “Evolustruction”, e claro que uma pressão e até mesmo desconfiança existia do que viria, que acaba indo embora após apertarmos o play e sermos devorados pela enxurrada de riffs destruidores que “A Near Life Experience” traz.

Thrash Metal a lá Bay Area, mas com muita personalidade e um toque moderno, que deixa seu som bem peculiar. Já nas poderosas e grudentas “Brokenbones” e “A Near Life Experience” (com seus mais de oito minutos) podemos notar todo o poder e evolução que o Woslom apresenta, seja nas guitarras que soam ainda mais mortíferas ou nas linhas vocais que estão cada vez melhores, sem contar o rolo compressor da cozinha esmagando sem dó os pescoços alheios.

A produção sonora feita pela própria banda com o suporte de Danilo Pozzani (mixagem) e Neto Grous do Absolute Master estúdio (masterização) está mais pesada e cristalina, mas com tudo soando ainda mais vivo e na cara, transbordando o que os paulistas tem de melhor em seu som, com todos instrumentos e vozes extremamente bem dosados. A parte gráfica feita por Mário Lopez é bem atrativa e rica em detalhes, que você acaba ficando bons minutos observando e desvendando seus mistérios ao meio de cada traço.

Com certeza o melhor trabalho da banda até o momento e um dos melhores discos de Thrash Metal de 2016! Vale cada minuto!


Links de acesso:


Tracklist:
1. Underworld of Aggression
2. A Near Life Experience
3. Brokenbones
4. Lapses of Sin
5. Redemption
6. Unleash Your Violence
7. Lords of War
8. Total Speed Thrash
9. Thrasher's Return (cover – BYWAR)


Formação:
Silvano Aguilera (Guitarra/Vocal)
Rafael Iak (Guitarra)
André G. Mellado (Baixo)

Fernando Oster (Bateria)  

13 de abril de 2016

Resenha - Banda: Opera - Álbum: La Ruota Del Destino (2015)

Resenha por: Renato Sanson
Grade: 8,5/10


Não é de hoje que a Itália revela grandes talentos mundo a fora, e no Rock/Heavy Metal não seria diferente, e se você notar já faz um certo tempo que abrimos este espaço ao underground italiano, que tem me trazido grandes surpresas, como é o caso da banda Opera, que lançou em 2015 seu Debut, “La Ruota Del Destino”.

A sonoridade transita entre o Rock Alternativo e o Progressivo, onde temos de suporte principal a bela voz de Deborah, que é a idealizadora do projeto assim como uma das principais compositoras do disco em si.

Além de termos o trabalho todo cantado em italiano (e acredite esse é um dos fatores que torna “La Ruota Del Destino” tão bom) as estruturas musicais são belas e até mesmo comerciais em alguns pontos, mas não descambam para a mesmice do “Pop” em que a midia insiste em nos enfiar guela abaixo.

As melodias vocais caem muito bem com as linhas de guitarra, que soam modernas e pesadas em muitos momentos, como em “L’Arena” e na faixa titulo. Os momentos mais calmos e melancólicos também se destacam, e nos brindam com belas canções que presam o lado mais emocional, basta ouvir “La Regina delle Nevi” ou “Sospesa in Aria” e comprovar.

Uma grata revelação do underground italiano, que tem tudo para alcançar voos ainda maiores e se destacarem com relevancia. Se você é fã de Anneke, The Gathering e derivados, não deixe de conferir este grande talento!


Links de acesso:


Formação:
Deborah (Vocal)
Nicko McBicci (Bateria)
Mic (Baixo)
Marco Ruggeri (Guitarra)

Tracklist:
1. L’Arena
2. La Ruota del Destino
3. Davanti a Te
4. Sospesa in Aria
5. La Regina delle Nevi
6. Icaro
7. Precarietà
8.La Nuova Luna
9. Nella Notte delle Streghe

12 de abril de 2016

Resenha - Banda: Fleshgod Apocalypse - Álbum: King (2015 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Uma sonoridade diferente e porque não inovadora. Assim descrevo o que os italianos do Fleshgod Apocalypse veem criando nesses últimos anos, que muitos batizaram de Symphonic Technical Death Metal.

Admito que não é uma sonoridade que me agrada tanto, mas é inegável a grandeza que transborda, e nesse seu novo lançamento (o 4° da carreira) intitulado apenas de “King”, temos toda a gama sonora que o Fleshgod Apocalypse proporciona, mas de forma ainda mais pomposa e sinfônica.

Os entrelaces com música clássica e orquestrações “cinematográficas” deixaram “King” em um patamar acima do que vem sendo criado no Metal Extremo, ainda mais se pegarmos toda estrutura musical que soa complexa e com uma gama infinita de influencias. Um ponto que se destaca, mas que soa com certa estranheza aos desavisados, são as mesclas vocais entre o gutural e o limpo, que aparecem por diversas vezes no disco, mas que se acompanhado com atenção, é possível notar que se encaixa perfeitamente a proposta. Falando assim você deve imaginar algo parecido com Dimmu Borgir, Septicflesh, Borknagar e etc... Mas não se engane, mesmo utilizando elementos que já não são mais novidades nesse meio, o Fleshgod Apocalypse vai além e de fato reinventa o que chamamos de Metal Extremo.

A parte lírica do álbum também chama atenção, já que se trata de um trabalho conceitual, em volta de um reinado, onde mostra o lado mais obscuro e cruel da humanidade, mostrando que o mundo acabará por nossas próprias mãos, assim como o reinado citado em “King”. A parte gráfica criada pelo artista Eliran Kantor é de encher os olhos, rica em detalhes de um “Rei” controlado por sua ganancia e ambição.

Um ponto que cito como negativo é a produção feita por Jens Bogren, que mesmo limpa e grandiosa, soa comprimida demais, se o som fosse mais na cara acredito que “King” poderia ser ainda mais impactante.

Ainda é difícil para mim dizer se gosto ou não da banda, mas uma coisa é certa, surpreende até o fã mais cascudo do Metal Extremo.


Links de acesso:




Formação:
Tommaso Riccardi (Vocal/Guitarra)
Cristiano Trionfera (Guitarra/Backing Vocal/Orquestrações)
Francesco Ferrini (Piano/Orquestrações)
Paolo Rossi (Baixo/Vocais Limpos)
Francesco Paoli (Bateria/Guitarra/Backing Vocals)


Tracklist:
1. Marche Royale (instrumental)
2. In Aeternum
3. Healing Through War
4. The Fool
5. Cold as Perfection
6. Mitra
7. Paramour (Die Leidenschaft bringt Leiden)
8. And the Vulture Beholds
9. Gravity
10. A Million Deaths
11. Syphilis

12. King (instrumental)

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