3 de maio de 2016

Resenha - Banda: W.A.S.P. - Álbum: Babylon (2009 - Relançamento Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Antes de “Golgotha” (2015 – leia a resenha AQUI) o W.A.S.P. colocava no mercado o polêmico “Babylon” (09), que traz em suas letras abordagens do Livro das Revelações e da Bíblia, bem quando o chefão Blackie Lawless assumia suas convicções religiosas, que acabou alvoroçando os fãs de forma negativa.

Indiferente de sua temática e das convicções de Lawless, o que temos em “Babylon” é um disco que segue a linha de “Dominator” (2007 – leia a resenha AQUI), mas não tão criativo, mas também mais longe dos experimentalismos usados em outrora, trazendo aquela veia Hard/Heavy mais pulsante e mantendo sua obscuridade.

“Crazy” abre os trabalhos no melhor estilo W.A.S.P. com seus riffs melodiosos e um refrão empolgante, com Lawless sempre mostrando ótima interpretação; “Babylon's Burning” vem mais rápida e com uma pegada Hard/Heavy de primeira, sendo um dos grandes momentos do álbum; assim como “Seas Of Fire” e a balada “Into The Fire” onde o chefão mostra todo o poder de sua voz inconfundível.


A produção sonora soa cristalina, mas não tão pesada, optando por timbres mais modernos e menos agressivos, mas que acabou combinando com a proposta de “Babylon”. A parte gráfica é bem atrativa e mostra os quatro cavaleiros do apocalipse, seguindo o tema lírico do trabalho.

Um ponto que ficou desnecessário foram os dois covers que aparecem no disco (“Burn” do Deep Purple e “Promised Land” do Chuck Berry), que poderiam facilmente serem trocados por outras faixas inéditas do acervo interminável da Vespa.

Mesmo tendo algumas referências de “The Crimson Idol” (92) e “Last Command” (85), “Babylon” soa com personalidade e soma bastante a ótima discografia dos americanos, não perdendo a mão e nos brindando com ótimas composições.


Links:



Formação:
Blackie Lawless (vocal/guitarra)
Doug Blair (guitarra)
Mike Duda (baixo)
Mike Dupke (bateria)

Tracklist:
01 Crazy
02 Live To Die Another Day
03 Babylon's Burning
04 Burn (Deep Purple)
05 Into The Fire
06 Thunder Red
07 Seas Of Fire
08 Godless Run
09 Promised Land (Chuck Berry)



25 de abril de 2016

Resenha - Banda: Soilwork - Álbum: The Ride Majestic (2015 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Tendo uma capacidade criativa diferenciada e um senso melódico acima dos padrões, o Soilwork com o passar dos anos foi se aprimorando e consolidando sua sonoridade, que mesmo sendo calcada no Melodic Death Metal, traz influencias de Metalcore e muito do Metal moderno quem vem sendo praticado nos últimos anos.

“The Ride Majestic” é o seu 10° álbum de estúdio, e traz tudo que o Soilwork criou em sua carreira, mas dessa vez um pouco mais focado no passado, trazendo aquela agressividade que se entrelaça com as melodias e climas mais sombrios, em composições mais diretas, mas não menos trabalhadas.

As variações vocais de Björn estão mais bem colocadas, assim como os riffs de guitarra que não soam tão modernosos, deixando o lado melódico mais aparente. Já a cozinha esbanja a técnica e agressividade de sempre, aliado aos climas sombrios do teclado.

A abertura com “The Ride Majestic” já mostra o quanto o Soilwork evoluiu em relação aos últimos discos (mais precisamente os três últimos), riffs empolgantes, linhas vocais agressivas e um clima apocalíptico; “Death in General” traz ótimas melodias tanto das guitarras como da alternância vocal, sendo grudenta e poderosa; “Enemies in Fidelity” já traz aquele Melodic Death Metal mais tradicional, remetendo ao passado glorioso da banda.

Vale mencionar ainda a ótima produção a cargo de Björn, que desta vez não deixou o som artificial, trazendo uma sonoridade mais abrasiva e “real” se assim podemos dizer. A parte gráfica é belíssima e encanta logo de cara, mesmo sendo mais simplista, mas extremamente trabalhada e rica em detalhes.

Dizer que “The Ride Majestic” é o melhor lançamento do Soilwork em anos não seria nenhum exagero, já que de fato estavam devendo um álbum a altura de seu nome. Ótimo lançamento!


Links de acesso:


Tracklist:
1. The Ride Majestic
2. Alight in the Aftermath
3. Death in General
4. Enemies in Fidelity
5. Petrichor by Sulphur
6. The Phantom
7. The Ride Majestic (Aspire Angelic)
8. Whirl of Pain
9. All Along Echoing Paths
10. Shining Lights
11. Father and Son Watching the World Go Down
12. Of Hollow Dreams (bonus track)
13. Ghosts and Thunder (bonus track)

Formação:
Björn "Speed" Strid (Vocal)
Sylvain Coudret (Guitarra)
David Andersson (Guitarra)
Sven Karlsson (Teclado)
Markus Wibom (Baixo)

Dirk Verbeuren (Bateria)

19 de abril de 2016

Resenha - Músico: Simone Gianlorenzi - Álbum: About Her (2015)

Resenha por: Renato Sanson
Grade:5,0/10


Simone Gianlorenzi guitarrista italiano natural de Roma, que chega ao mercado instrumental mais do que saturado, pois o que temos de guitarristas solos surgindo a cada minuto não é mole.

Não que isso seja ruim, mas o ostracismo toma conta como aconteceu com o Power Metal, mesmo algumas bandas tendo qualidade impar acabaram sucumbidas pelo emaranhado de grupos que surgiam a todo instante, levando a um quase esquecimento do estilo.

No mundo dos guitarristas solos não é diferente, muitos talentos (e outros nem tanto) surgem a todo instante, alguns com mais nomes outros com menos, mas todos com sua capacidade criativa e técnica acima dos padrões “normais”.


Gianlorenzi não foge à regra e assim como um guitarrista nato tem a virtuose como seu carro chefe, e já vem trabalhando no meio musical a muitos anos, sendo considerado um verdadeiro Guitar Hero em seu país. Seu debut “About Her” foi lançado no final d 2015 e traz uma sonoridade mais Fusion, com momentos mais modernosos com flertes com a música eletrônica, que casa com o Rock graças aos seus riffs pesados e simples aliado sua virtuose nos solos, trazendo bons climas e boas melodias.

A produção que soa limpa, mas bem gordurosa, pois privilegia todos os instrumentos tendo aquele peso a mais, deixa “About Her” agradável e mais acessível para os que curtem algo instrumental mais pesado e denso. No mais é um disco de guitarrista: partes complexas, momentos técnicos com e sem distorção, baixo e bateria contidos para a guitarra brilhar, solos velozes oras mais melodiosos e por aí vai...

Não há nada de novo em “About Her”, se você não costuma ouvir discos solos de guitarristas não é este trabalho que irá fazer você mudar de ideia, mas se você gosta desta proposta é uma boa indicação.

Links de acesso:




18 de abril de 2016

Resenha - Banda: Woslom - Álbum: A Near Life Experience (2016 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Uma cacetada Thrash do mais alto nível! Não há como não começar essa resenha sem essa pequena descrição, pois o que o Woslom nos brinda em seu 3° disco (“A Near Life Experience”) é de encher os ouvidos e de deixar qualquer thrasher que se preze enlouquecido.

Todos sabem que o 3° álbum de uma banda é o verdadeiro “vai ou racha” e sempre gera muita expectativa, e com o Woslom não seria diferente, já que tinham nos brindado com os excelentes “Time To Rise” e “Evolustruction”, e claro que uma pressão e até mesmo desconfiança existia do que viria, que acaba indo embora após apertarmos o play e sermos devorados pela enxurrada de riffs destruidores que “A Near Life Experience” traz.

Thrash Metal a lá Bay Area, mas com muita personalidade e um toque moderno, que deixa seu som bem peculiar. Já nas poderosas e grudentas “Brokenbones” e “A Near Life Experience” (com seus mais de oito minutos) podemos notar todo o poder e evolução que o Woslom apresenta, seja nas guitarras que soam ainda mais mortíferas ou nas linhas vocais que estão cada vez melhores, sem contar o rolo compressor da cozinha esmagando sem dó os pescoços alheios.

A produção sonora feita pela própria banda com o suporte de Danilo Pozzani (mixagem) e Neto Grous do Absolute Master estúdio (masterização) está mais pesada e cristalina, mas com tudo soando ainda mais vivo e na cara, transbordando o que os paulistas tem de melhor em seu som, com todos instrumentos e vozes extremamente bem dosados. A parte gráfica feita por Mário Lopez é bem atrativa e rica em detalhes, que você acaba ficando bons minutos observando e desvendando seus mistérios ao meio de cada traço.

Com certeza o melhor trabalho da banda até o momento e um dos melhores discos de Thrash Metal de 2016! Vale cada minuto!


Links de acesso:


Tracklist:
1. Underworld of Aggression
2. A Near Life Experience
3. Brokenbones
4. Lapses of Sin
5. Redemption
6. Unleash Your Violence
7. Lords of War
8. Total Speed Thrash
9. Thrasher's Return (cover – BYWAR)


Formação:
Silvano Aguilera (Guitarra/Vocal)
Rafael Iak (Guitarra)
André G. Mellado (Baixo)

Fernando Oster (Bateria)  

13 de abril de 2016

Resenha - Banda: Opera - Álbum: La Ruota Del Destino (2015)

Resenha por: Renato Sanson
Grade: 8,5/10


Não é de hoje que a Itália revela grandes talentos mundo a fora, e no Rock/Heavy Metal não seria diferente, e se você notar já faz um certo tempo que abrimos este espaço ao underground italiano, que tem me trazido grandes surpresas, como é o caso da banda Opera, que lançou em 2015 seu Debut, “La Ruota Del Destino”.

A sonoridade transita entre o Rock Alternativo e o Progressivo, onde temos de suporte principal a bela voz de Deborah, que é a idealizadora do projeto assim como uma das principais compositoras do disco em si.

Além de termos o trabalho todo cantado em italiano (e acredite esse é um dos fatores que torna “La Ruota Del Destino” tão bom) as estruturas musicais são belas e até mesmo comerciais em alguns pontos, mas não descambam para a mesmice do “Pop” em que a midia insiste em nos enfiar guela abaixo.

As melodias vocais caem muito bem com as linhas de guitarra, que soam modernas e pesadas em muitos momentos, como em “L’Arena” e na faixa titulo. Os momentos mais calmos e melancólicos também se destacam, e nos brindam com belas canções que presam o lado mais emocional, basta ouvir “La Regina delle Nevi” ou “Sospesa in Aria” e comprovar.

Uma grata revelação do underground italiano, que tem tudo para alcançar voos ainda maiores e se destacarem com relevancia. Se você é fã de Anneke, The Gathering e derivados, não deixe de conferir este grande talento!


Links de acesso:


Formação:
Deborah (Vocal)
Nicko McBicci (Bateria)
Mic (Baixo)
Marco Ruggeri (Guitarra)

Tracklist:
1. L’Arena
2. La Ruota del Destino
3. Davanti a Te
4. Sospesa in Aria
5. La Regina delle Nevi
6. Icaro
7. Precarietà
8.La Nuova Luna
9. Nella Notte delle Streghe

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