9 de setembro de 2014

Entrevista - Banda: Aneurose (MG)

Entrevista por: Renato Sanson
Fotos: Divulgação


Direto do "Triangulo Satânico" os mineiros do Aneurose lançaram em 2013 seu primeiro disco, sob o nome de "From Hell", onde apresentam um Thrash Metal mais grooveado e moderno. Trazendo boas melodias e muito peso.

Recebendo excelentes criticas desde o lançamento do disco conversamos com o vocalista Wallace Almeida, onde o mesmo nos fala do que acha do cenário nacional atual, da repercussão de "From Hell" e muito mais.

Confira agora mesmo:

Em 2013 vocês lançaram seu primeiro disco o ótimo “From Hell”, como está sendo a receptividade do mesmo? É o resultado esperado?

Wall: Cara, tivemos um cuidado especial na gravação do From Hell e estamos muito felizes com a repercussão dele. Todas as resenhas são muito positivas, o que mostra a aceitação da crítica especializada, e com o público não é diferente, só ouvimos elogios de todos que o escutam. Isso nos motiva a enfrentar os problemas e continuar na luta.

Vocês fazem um Thrash Metal fortíssimo, mas que apresenta boas melodias e bons toques de modernidade. Como foi moldar a sonoridade do grupo nesses últimos doze anos?

Wall: A forma com que compomos nossa música ajuda muito a ter essa sonoridade. Somos cinco caras com influências diferentes e respeitamos todas as opiniões. Quando um cara leva uma ideia pro estúdio, a gente ouve e a partir daí trabalhamos juntos na construção da música, agregando assim nossas características individuais. O tempo nos ensinou que não devemos nos prender a estilos ou rótulos, eu considero esse o diferencial.

Leia nossa resenha AQUI.
Aproveitando, conte-nos um pouco da trajetória do Aneurose até seu momento atual. E para quem ainda não conhece o som de vocês qual música recomendariam?

Wall: A Aneurose surgiu por força do Deus do Rock camarada (risos). Eu havia me mudado pra Lavras e estava tentando montar uma banda. Em um evento de rock, chamei um baterista e ele me disse que já tinha uma banda formada, faltando apenas o vocalista (risos). Na semana seguinte começamos os ensaios e foi um entrosamento perfeito. Depois disso compomos diversas músicas, começamos a tocar por Minas Gerais e ganhamos uns festivais, até que em 2009 tivemos que dar uma pausa nas atividades. Retornamos em 2011 com nova formação e um projeto definido para a gravação do From Hell. Hoje estamos na turnê de lançamento dele. É um trabalho que me orgulho muito, e sempre que alguém me pede uma sugestão do que ouvir eu indico pelo perfil do cara. Esse disco tem uma dinâmica legal, então se o cara gosta de velocidade sugiro Aneurose, se quer bater cabeça vai de Black Widow ou Train From Hell. Também temos um clipe no ar, da música Hunting Knife, vale a pena conferir.

O Aneurose vem de uma das cenas Metal mais forte do Brasil e conhecida mundialmente. O famoso “Triangulo Satânico” de Minas revelou e revela muitas bandas metálicas de alto nível. Como é na visão de vocês o cenário mineiro?

Wall: Você tem razão! Somos privilegiados em estar em Minas Gerais, aqui é uma mina para o Rock! Como não ter orgulho de um estado com tantas bandas foda?! Estão na ativa em Minas, Tuatha de Dannan, Chakal, Drowned, Eminence, Lothloryen, Overdose, Motosserra, Tray of Gift, Ex-Machina, Kernunna, Ódio ao Extremo, Soul Inside, Aneurose, entre outras grandes bandas. O circuito aqui é fortíssimo e conta com eventos como Roça’n’Roll, Triumph Metal, Kebra Ossos, Rock in Hill, Rock nas Alturas, Abril é Rock, Miojada, Lavras é Rock e outros que estão surgindo, como o Aneuródio Festival e o Tonelada Rock Fest. Sou um afortunado de fazer parte desta cena, aqui o trem ferve!


E em relação ao cenário nacional em si, vocês têm acompanhado as bandas novas? Quais bandas estão ouvindo no momento?

Wall: Estamos correndo o país com a Tour From Hell e por onde passamos nos surpreendemos positivamente com a qualidade das bandas nacionais. Eu coleciono discos e sempre compro independente de ser uma banda famosa ou não. Ultimamente tenho ouvido Forkill, Kernunna, Hellarise e Aneurose, sempre ouço nosso disco (risos). O grande problema é que existe uma competição entre bandas, isso não é saudável, na verdade o que no geral a cena precisa é de união. A galera precisa enxergar que se agirmos pelo interesse do coletivo às coisas ficam mais fáceis.

Já existem planos para um novo disco?

Wall: Na verdade nosso foco agora está na divulgação do From Hell, em setembro ele faz um ano do lançamento e vamos relança-lo pelo selo Extreme Hatred Records com direito a uma faixa bônus inédita. O From Hell será distribuído em todo país, em lojas especializadas e nas grandes magazines. De qualquer forma, para nós, compor é um vício, todo ensaio tem música nova saindo, então no momento oportuno nós teremos muito material legal para o próximo disco.


O cenário nacional vive um momento difícil onde os shows estão cada vez mais vazios e as bandas underground recebem cada vez menos apoio. O que vocês acham que poderia melhorar para sairmos dessa decadência.

Wall: Cara, só vejo uma saída para a manutenção da cena nacional, A UNIÃO. O que vemos é uma disputa entre músicos e bandas, como se todos concorressem pelo mesmo espaço sempre. Tem espaço pra todo mundo, e se trabalharmos juntos, de forma organizada, não tenho dúvidas que conseguiremos aumentar o número de eventos e o público presente neles, com uma forte divulgação feita por todos. Existem muitos produtores sérios, que apoiam a cena ao invés de se apoiar nela, a ideia é valorizar o trabalho deles, e evitar os parasitas. O músico precisa se valorizar para que o público também valorize.


Conheça mais a banda:






31 de agosto de 2014

Entrevista - Banda: Semblant

Entrevista por: Renato Sanson
Fotos: Divulgação

Talento, competência e persistência. Um pouco do que define a trajetória dos curitibanos da Semblant, que acabaram de lançar via Shinigami Records seu segundo disco, “Lunar Manifesto”.

Batemos um papo com o vocalista Sergio Mazul onde explica um pouco a história da banda, suas influências, mercado fonográfico e muito mais!

Confira agora mesmo, com vocês Semblant na pessoa de Sergio Mazul:


Heavy And Hell: A Semblant acabou de lançar o ótimo “Lunar Manifesto”, como foi o processo de composição do mesmo? E se tratando de tema lírico quais inspirações obtiveram?

Sergio Mazul: Bom, nos permitimos ter tempo para reunir nossas melhores ideias. Formamos um time muito criativo então temos hoje Juliano Ribeiro, Sol Perez, Mizuho Lin e eu escrevendo músicas e letras, sendo que os demais integrantes J. Augusto, João Vitor Peres e Welyntom "THOR" Sikora também contribuem ao extremo na soma para os resultados finais das composições. Muitas vieram com um “escopo” pronto do projeto, com letra, ideias de linhas de voz e instrumentais pré-gravados para trabalharmos juntos em cima; outras vieram apenas com estrutura instrumental para encaixe de linhas de voz e outras também vieram de jams que fazíamos no meio ou ao fim dos ensaios. Não temos fórmula uma exata.

Nossas inspirações sempre vieram tanto da visão emocional mais obscura que temos da civilização moderna, do homem moderno, do sobrenatural explorado pelo cinema e pela literatura quando da contestação direta ao discurso desprovido de conhecimento das religiões manipuladoras. "The Shrine”, por exemplo, tem base em um filme europeu de mesmo nome e de uma visão realista sobre tantos conhecimentos místicos que a igreja sempre considerou heresia. Já “Dark of the Day”, “Selfish Liar” e “Incinerate” possuem um vasto conteúdo de experiências e visões emocionais. “Scarlet Heritage (Legacy of Blood part III)” é a terceira parte de um épico que continuamente escrevemos sobre o universo fantástico dos vampiros. Enfim, “Lunar Manifesto” representa em onze faixas tudo o que a Semblant foi, é e continuamente se tornará, desde seus primórdios.

HAH: Ainda sobre o novo disco, o Metal Sinfônico é predominante, porém é perceptível elementos de Occult e Dark, o que deu um dinamismo maior as composições. Quais são as principais influencias da banda?

SM: Não consigo rotular nossa banda. A Semblant sempre primou por uma identidade totalmente própria e acredito que conseguimos firmar ainda mais esse objetivo com “Lunar Manifesto”, que consideramos um disco de Metal... Metal e ponto! Sem um subgênero atrelado. Isso se deve justamente a termos uma gama de influências imensa, visto que somos sete integrantes e cada um contribuiu com seu estilo próprio nas onze músicas do disco. Como desde o início da banda adotamos uma atmosfera Dark e obscura nas letras e sons, acredito que esse lado seja bem representado por bandas como Moonspell, Amorphis, Katatonia, Paradise Lost... Mas grupos como Nevermore, Fear Factory, Dark Tranquility, Graveworm, Children of Bodom, Cradle of Filth e tantos outros também sempre tiveram voz sobre nossos ouvidos.

Não digo apenas essas, pois alguns integrantes também são fãs de gêneros como Prog Metal, adotando bandas como Symphony X e Kamelot  e a Mizuho sempre amou bandas como After Forever e Nightwish, dentro de sua própria gama de influências. Pessoalmente para mim, é muito difícil falar sobre influências. Eu coleciono CDs e discos e sou fã de quase todos os gêneros e subgêneros do Metal. Ouço muita coisa, Occult Rock inclusive, como Orchid, Ghost, The Devil’s Blood! Lógico que isso influi também na maneira de escrever, somando a influências literárias. Mas posso dizer que bandas como Morgana Lefay, Candlemass e Memory Garden também falam alto ao lado de influências mais extremas com Behemoth, Septic Flesh, Rotting Christ e tantas outras; não descarto bandas com letras mais densas do Gothic Rock também, como Fields of the Nephilim e Sisters of Mercy de dentro da minha própria “escola” vocal.


HAH: Atualmente vocês estão trabalhando com a gravadora Shinigami Records, que está abrindo um grande espaço as bandas nacionais. Conte-nos um pouco sobre está parceria.

SM: A Shinigami Records é sem dúvidas, a gravadora independente mais ativa e seletiva hoje no Brasil. Nomes sensacionais como Unearthly e Lothloryen também fazem parte do cast e a gravadora faz questão de divulgar muito suas bandas no território brasileiro, o que aliado à pró-atividade da própria banda, traz excelentes resultados. Estamos bem contentes, satisfeitos e agradecidos com essa parceria feita para o álbum “Lunar Manifesto”. 

HAH: Estando na ativa desde 2006 muita coisa mudou nesses últimos oito anos, como vocês enxergam o mercado fonográfico atualmente?

SM: Acredito que é um período de renovação. Não digo que o CD está morto como tantos outros, pois todos falavam o mesmo do Vinil e das fitas K7 e hoje o mercado lança versões dos álbuns da banda em Picture Disc, Vinil tradicional e as grandes gravadoras recentemente ressuscitaram até mesmo a fita K7! Edições especiais repletas de itens além do CD em si, discos bem produzidos, com design caprichado e singular e promoções que valorizem o fã, fazem com que as bandas ainda vendam suas versões físicas, além claro, das digitais. A venda de música por download é uma realidade atual que deve ser encarada como aliada, mas acredito piamente na reação das vendas das versões físicas pelo mercado estar apresentando produtos interessantíssimos, que despertam no fã a vontade de adquirir um item tangível.

Confira nossa resenha AQUI.
HAH: É fato que estamos sendo engolidos por uma era digital, o que de certa forma afastou o público dos shows. Na visão da Semblant o que poderia ser feito para reverter tal situação?

SM: Incentivar, através de festivais e shows, o público a comparecer aos eventos em carne e osso, ao invés de se acomodarem assistindo a transmissões online por streaming. Lançar materiais bem produzidos, atrativos e interessantes que despertem a vontade no fã de adquirir, de possuir, de querer fazer parte do mundo da banda, como fazíamos anos atrás com nossos ídolos. O mercado saturou, ficou repleto de bandas de todos os estilos e gostos, o que é ótimo de um lado por todos termos uma chance de lançar material e ganharmos espaço para tocar, mas também abriu precedente para que muitos amadores aparecessem e desmotivassem os fãs ávidos por encontrar boas bandas.

Com festivais reunindo boas bandas, com ingressos a preços aceitáveis e divulgação competente e atrativa, acredito que mais pessoas compareçam aos shows. Um belo exemplo? Os Festivais em Santa Catarina. Otacílio Rock Festival, Rock in Santa, River Rock, Brothers of Metal, Inferno Metal Fest, Zoombie Ritual, Orquídea Rock Festival, cada festival acontece em uma cidade diferente do estado, reúne diversas bandas de todo o Brasil que são divididas em dois ou três dias, contém áreas de camping e alimentação para o público e tem excelente estrutura. Já estão virando tradição por acontecerem anualmente e por não conflitarem entre si, visto que os organizadores se unem para espaçarem um dos outros e o público poder comparecer a todos!


HAH: Um dos pontos que chamam atenção na sonoridade da banda é a mescla vocal feita, que entrelaça o lírico com scream e gutural, algo que já se tornou comum no estilo, porém na Semblant soa revigorado e diferente. Como vocês chegaram a esse nível de vocalizações? Pois poucos sabem que não basta só colocar uma bela voz na gravação...

SM: A gama de influências citada em uma longa resposta anterior responde, ao menos, a minha parte na resposta. Eu comecei minha trajetória musical na adolescência, cantando Heavy Metal com voz totalmente limpa, mas à medida que o tempo foi passando e eu fui absorvendo os sons mais extremos, quis experimentar os guturais e os vocais mais rasgados presentes no Black/Death Metal, os vocais mais carregados de drives ou gritados do Thrash Metal, os graves e dramáticos do Doom/Gothic e percebi que ao conseguir executar e mesclar tantas influências, poderia implementar mais versatilidade dentro das nossas músicas. Que poderia interpretar letras mais dramáticas de maneira mais completa, sem me restringir a um só estilo. Gosto de sentir que não preciso me limitar e isso me motiva a me esforçar para evoluir cada vez mais como vocalista.

Sobre a Mizuho, ela possui uma formação clássica e erudita, sempre cantou lírico, mas também possui uma versatilidade sem igual e um interesse em evoluir muito raro, fazendo com que quebre paradigmas e saia do padrão e senso comum da maior parte das mulheres cantoras de Rock e Metal. Ela desde a sua entrada em 2010, abraçou o desafio de cantar com a própria voz, sem o lírico, em nossas músicas mantendo o estilo que adotávamos nas músicas até então. Ela evoluiu tanto desta maneira durante o EP “Behind the Mask” e o processo do “Lunar Manifesto”, que além de experimentar mesclar o lírico, anda estudando e praticando até gutural!

Ampliar cada vez mais nossos horizontes como vocalistas, é um desafio constante para fazermos shows cada vez melhores, músicas cada vez mais completas e gravações cada vez mais impactantes.

HAH: Para esse segundo semestre e 2015 o que podemos esperar da Semblant?

SM: Podem esperar uma constante atualização em nossa agenda de shows, um vídeo clipe fenomenal para uma das músicas do novo disco – “What Lies Ahead”, algumas aberturas de shows internacionais para ídolos nossos, a serem reveladas em breve, mais um lyric vídeo além do que fizemos para “The Shrine” e mais parcerias a serem fechadas! Estamos bem empolgados e otimistas!


HAH: Finalizando gostaria que nos fala-se quais bandas estão ouvido no momento e quais nacionais podem se tornar destaques em nossa cena.

SM: Do âmbito internacional, chegaram a nossas mãos e ouvidos os trabalhos mais recentes de bandas como Sirenia, Children of Bodom, Arch Enemy, In Flames, Killswitch Engage, Soilwork, Behemoth, Septic Flesh, Amorphis, ReVamp, Allen Lande, Trail of Murder, Evergrey – esta última, com quem temos uma grande amizade, a Mizuho participou do trailer para Brasil e Portugal do novo disco deles, fazendo a narração em português – e estamos entusiasmados com alguns lançamentos que estão chegando, como os novos do Sanctuary, Belphegor, Opeth,... Enfim, fazemos questão de nos mantermos muito atualizados e por dentro do estilo de vida que tanto amamos!

Sobre bandas nacionais, tem diversas com quem dividimos o palco e temos afinidade, que considero destaques e que irão alçar voos cada vez mais altos, entre elas algumas de Curitiba (nossa cidade) como Doomsday Ceremony, Krucipha, Necropsya, Livin Garden, Fire Shadow, Wild Child, Ankhy, Macumbazilla e Imperious Malevolence e outras de outras cidades e estados como Trayce, Hazy, Unearthly, Holiness, Frost Despair, Krow, Distraught, Unblack Pulse, Lothloryen, Symphony Draconis, Voodoopriest, Symbolica, Hevilan, Seventh Seal, Symmetrya e tantas outras que ficaria difícil citar em uma só entrevista!


O Brasil nunca esteve tão fértil em bandas profissionais e de extrema qualidade em suas produções; basta perceber o número crescente de bandas brasileiras fazendo tours na Europa e EUA! E que o Metal nacional continue a ganhar o mundo cada vez mais! A Semblant busca ser um braço cada vez mais forte na luta por esse objetivo, com certeza.




Conheça mais a banda:

24 de agosto de 2014

Resenha - Coletânea: Imperative Music Vol VI - The Undergound Remains (2013)

Resenha por: Renato Sanson


Certamente as coletâneas foram um dos pontos altos no Metal nos anos 80/90, pois era um modo de mostrar grandes bandas e também uma oportunidade de conhecer novos grupos.

Porém a era digital engoliu as grandiosas compilações, o que acabou de certa forma sendo esquecida pelos fãs.

Mas gloriosamente a Imperative Music se mantém forte, e lançou em 2013 a 6° edição de sua coletânea à "Imperative Music Vol VI - The Undergound Remains", onde nos traz uma gama de bandas de diversos gêneros.

E isso é um dos pontos altos do material, pois souberam mesclar os estilos, tornando a audição bem agradável. Além de entrelaçar bandas nacionais com as internacionais, mostrando a força de nossa cena, que mais uma vez prova que não deve nada para os gringos.

A produção do disco ficou por conta dos irmãos Gilson e Reginaldo de Arruda, e a masterização por Sascha Beselt no Show no Mercy Studio, deixando a sonoridade bem uniforme e sem buracos, com todas as bandas soando na mesma sintonia.

A parte gráfica do material é simples, mas bem feita, uma bela capa e um encarte onde traz fotos individuais de cada grupo e os contatos dos mesmos.

Citar destaques seria desnecessário, o melhor a se fazer é ouvir o material na integra, pois temos bandas do Brasil, Japão, Canadá, Taiwan, Holanda e etc...

Um material para todos os gostos e estilos, sendo item obrigatório em sua coleção!

Conheça mais a Imperative Music:



Tracklist:
01 ETHERAL SIN - Finem Millennium (Japão)
02 NOCTURNE MOONRISE - When the Holy War Has Begun… (Taiwan)
03 RENASCIMENTO - Grievous Lullaby (Taiwan)
04 DESANE - Evil Mind (Japão)
05 HAIDUK - Black Wind (Canadá)
06 FAINTEST HOPE - Unwanted (Japão)
07 KEFLAR - Devolution (Holanda)
08 MANTRIS - Ruthless Mind (Brasil)
09 SHADOWS LEGACY - Rage And Hate (Brasil)
10 PALANTÍR - Where I Belong (Suécia)
11 SASCHA BESELT - Rise of the Phoenix (Alemanha)
12 STILL LIVING - Stream of Life (Brasil)
13 OBSIDIAN KEY  - Bleeding Romance (Reino Unido)
14 BAD SNAKE - I Want to Fight Tonight (Brasil)
15 THE WILD CHILD - Mofo (Itália)
16 THE LAST DAYS OF FALL - Sinners (Alemanha)


18 de agosto de 2014

Resenha - Banda: Kid Joe - Álbum: Nossas Armas (2013)

Resenha por: Renato Sanson


Rock pesado, sujo, com boas melodias e cantado em português é isso que os catarinenses do Kid Joe apresentam em seu EP de estreia, que chega de forma independente sob o nome de “Nossas Armas”.

A sonoridade resgata o que tivemos de melhor no Rock Nacional oitentista, mesclando com alguns elementos do Hard Rock e Heavy Metal.

Destaco de cara as letras, que soam inteligentes e instigantes, combinando perfeitamente com o som do grupo, que mostra melodias bem sacadas e grudentas.

A produção da bolacha que ficou a cargo da própria banda em parceria com Caio de Cápua, Alexandre Green e Willian Farias, poderia ser melhor, ficando um pouco abafada, mas que no geral não compromete o resultado final.

O instrumental soa com boa técnica e alternância, assim como as linhas vocais que esbanjam vitalidade, dando a tona do som empolgante que o Kid Joe apresenta.

São apenas seis faixas, mas que ficarão em sua cabeça por semanas, e mesmo tendo um acerto apelo comercial, o som pesado predomina e agradará em cheio os fãs do bom e velho Rock Nacional.

Se você já está cansado dessas bandas de Rock da atualidade, pois soam sem vida e personalidade, ouça “Nossas Armas” e terá suas esperanças renovadas sobre o Rock brasileiro.

Conheça mais a banda:

Tracklist:
01 Nossa Arma
02 Controle
03 Olhos Fechados
04 Despertar
05 Política
06 Perdão

Formação:
Daniel Ribeiro (Vocal/Guitarra)
Thiago Freitas (Baixo)
Cassio Nogueira (Guitarra)

Leonardo Godinho (Bateria)

17 de agosto de 2014

Resenha - Banda: Fire Hunter - Álbum: Arising from Fire (2012)

Resenha por: Renato Sanson


Após algumas instabilidades em sua formação, eis que o Fire Hunter consegue lançar seu primeiro debut, que chega ao mercado nacional via Hellion Distro.

O que temos em “Arising from Fire” é o típico Power Metal Melódico, bem consistente, mas nada de novidades.

É fato que o estilo passou por anos de saturação o que de certa forma tira um pouco o brilho do quinteto pontagrossense, pois mesmo tento ótimas guitarras (principalmente nos solos dobrados), uma cozinha consistente e um vocal marcante (poderia exagerar menos nos agudos), o som é mais do mesmo, e bebe na fonte do Power Metal alemão.

Mesmo assim é um trabalho agradável que se pode ouvir na integra facilmente e que agradará em cheio aos fãs do estilo.

Destaco as boas “Like a Judas” (ótimo refrão e riffs grudentos), “Agonize” (pesada e obscura) e “Soul of Sorrow” (com belas linhas vocais).

Um ponto que pode ser melhorado é qualidade de gravação que soa abafada e com alguns instrumentos mais altos que os outros, mas no mais o saldo é positivo, e certamente terão um bom futuro pela frente.


Conheça mais a banda:



Tracklist:
01 Waiting for the Fire Burns
02 Like a Judas
03 Agonize
04 Fire Hunter
05 Dying Not Knowing
06 Eternal Night
07 Soul of Sorrow
08 Freedom for Living
09 Ceremony

Formação:
Ronaldo Costa (Vocal)
Eduardo Moraes (Guitarra)
Adriano Burey (Guitarra)
Cleberson Neumann (Bateria)

Luis Liesenfeld (Baixo)

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