19 de dezembro de 2014

Resenha - Banda: Old Place - EP: Breathing The Ashes (2014)

Resenha por: Renato Sanson


Os goianos do Old Place nos brindam com um belo trabalho, já que seu EP de estreia “Breathing The Ashes” lhe dará torcicolo de tanto bangear.

São cinco faixas que mostram um som bem moderno e técnico, com certas pitadas de Thrash, Metalcore e Technical. As guitarras apresentadas são fantásticas, assim como a cozinha que soa técnica e pulsante, mas o grande destaque do trabalho são as linhas vocais, que transitam entre o rasgado/gutural e certos flertes de agonia, o que chama bastante atenção.

As composições em si são muito bem esmeradas e trabalhadas, com bons grooves e muito peso, como por exemplo “Breathing the Ashes” que é um verdadeiro arrasa quarteirão (faixa está que conta com a participação do vocalista Pedro Cipriano da Mugo).

A produção também está em um bom nível, soando correta e sem buracos, o que de fato engrandeceu ainda mais o EP. Enfim, uma grata revelação que tem tudo para se destacar e muito no cenário.



18 de dezembro de 2014

Resenha - Músico: Edi Roque - Álbum: Truth (2014)

Resenha por: Renato Sanson


Edi Roque é mais conhecido como produtor musical e não um simples produtor, mas sim de renome e de muitos prêmios internacionais. Porém Edi também é um músico de mão cheia, sendo que lançou neste ano seu segundo disco solo, “Truth”.

Disco esse que novamente flerta o instrumental e dedicado a guitarra, virtuose aliado a feeling, mas não escondendo os demais instrumentos, pelo contrário temos um show da cozinha, o baixo por exemplo aparece tanto quanto a guitarra em uma síntese técnica de muita igualdade.

Boas influencias de Blues também são encontradas, mas estamos diante de um disco feito para outros músicos, o que acaba sendo inevitável, pois a exibição técnica existe e em demasia, o que faz a audição soar cansativa em alguns momentos.

A produção do trabalho não é preciso mencionar o quão boa está, já que ficou a cargo do próprio Edi. Um bom trabalho, mas que ainda cai no abismo de ser feito para outros músicos. 

17 de dezembro de 2014

Resenha - Banda: Land Of Tears - Álbum: Ancient Ages Of Mankind (2014 - Black Legion Prod.)

Resenha por: Renato Sanson


Um disco desafiador e ao mesmo tempo épico e violento. Esse é “Ancient Ages Of Mankind” da horda carioca Land Of Tears, que mostra todo seu amadurecimento e força nesse segundo lançamento.

Antes de tudo esqueça blast beats na velocidade da luz ou guitarras com riffs fritados e constantes, aqui o papo é outro, temos o Death Metal como pano de fundo, porém inserções de Black e Doom são latentes, assim como um clima épico que perdura o disco, transformando a audição em algo cinematográfico.

Os riffs comandados por Robson Night Arrow (também vocalista) e Leandro Xsa estão na medida certa, e esbanjam vitalidade assim como o baixo de S. Vianna que soa técnico e pulsante, além da bateria de Orion Gobath que dá um show a parte.

Citar destaques em um disco tão homogêneo seria injusto, mas vamos lá: “The Colossus of Rhodes” (e seu andamento mais ameno, mas não menos brutal), “Cerberus” (violenta e épica), “Mega Alexandros” (um verdadeiro hino de guerra) e “Pentekontoros” (tanque de guerra sonoro).

Vale mencionar que o disco é conceitual, trazendo temas antigos da humanidade em cada faixa.

 Única ressalva fica pela produção que soa um pouco abafada, mas nada que tire o brilho deste grande trabalho. Altamente recomendado!

Resenha - Banda: Andsolis - Álbum: Virgil (2014)

Resenha por: Renato Sanson


Diretamente da Alemanha o Andsolis chega para mostrar toda sua beleza em formato sonoro, que horas soa ríspido e seco e horas melodioso e cativante, uma sonoridade difícil de rotular, já que “Virgil” (álbum de estreia) nos leva a diversas viagens e temperamentos.

Temperamentos esse que ouvimos em cada faixa, soando diferentes uma das outras, sendo necessário várias audições apuradas do trabalho para entender a beleza por trás de cada nota.

A musicalidade encontrada vai do Melodic Death Metal ao Progressivo, passando pelo Folk e a rispidez do Black Metal, mas o que da a dinâmica as composições são as linhas vocais que soam bem diversificadas, deixando o disco introspectivo, porém não maçante.

A produção do trabalho foi feito por Marc Ayerle no Studio 22, que deixou uma sonoridade “seca”, mas sem buracos, transbordando certa melancolia de cada faixa, mas com boa dose de peso, sem esconder as melodias.

Também é possível perceber partes ambientais que deixa a audição agradável até nos momentos de maior rispidez, assim como certa calmaria que nasce entre as faixas.

Enfim, um difícil de rotular, mas com uma sonoridade abrasiva e fascinante, algo que você terá prazer em desvendar, pois a cada audição é uma surpresa. Ouça, adquira e surpreenda-se.

Lembrando que está maravilha está disponível no mercado nacional graças a parceria da Shinigami Records com o selo europeu Quality Steel Records.



16 de dezembro de 2014

Resenha - Banda: Cartoon - Álbum: Unbeatable (2013)

Resenha por: Renato Sanson


“Unbeatable”, quarto disco dos mineiros do Cartoon, que mostram toda sua experiência musical nesses mais de 20 anos de carreira.

Classic Rock de primeira, com boas influencias de Deep Purple, Cream, Rush e afins... Tudo perfeitamente alinhado, e com execução primorosa de seus músicos, sendo que cada um demonstra total domínio técnico de seus instrumentos.

Os Hammond utilizados são belíssimos, as guitarras suaves também se destacam, além da cozinha rítmica dando um show, e com vocalizações de muito bom gosto, dão a tona e seguimento para uma viagem sem volta.

A produção do trabalho é fantástica, assim como a parte gráfica e seu Digipack lindíssimo.

Também é possível encontrar boas influencias de Jazz, Blues e Soul Music, tudo enriquecendo ainda mais este trabalho, que mesmo calcado nas raízes dos anos 60/70 consegue soar revigorante e atual.


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