12 de novembro de 2017

Resenha - Projeto: Ezoo - Álbum: Feeding The Beast (2017 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Quando monstros da música se juntam sempre se gera uma grande expectativa, e na maioria dos casos temos 50% para cada lado: os projetos que dão certo e os que não dão.

Mas no caso do Ezoo do excelentíssimo guitarrista Dario Mollo (Voodoo Hill e Tony Martin) e da lenda Graham Bonnet (Rainbow) entram para o time dos que deram certo e apresentam em “Feeding The Beast” um ótimo Hard/Heavy calcado nos anos 80, mas sem soar datado.

Bonnet continua em ótima forma, com sua voz potente e marcante dando a tônica do projeto, e Mollo como sempre despeja riffs cativantes aliado a solos técnicos e melodiosos, mas tudo em extrema harmonia, sem exibicionismos ou exageros.

Por se tratar de dois músicos que vêm do lado mais tradicional do estilo, já era esperado uma sonoridade mais oitentista, porém o projeto vai além e mesmo tendo essa influência soube dosar e trazer momentos atuais, fazendo essa boa mescla, já que a produção do trabalho em si soa diferenciada e moderna, mas não artificial.

Os destaques são vários, mas impossível não sair cantarolando logo de cara “The Flight Of The Sapini”, “C’est La Vie” e “Eyes of the World”.

Trabalhado, dosado e muito bem estruturado. Que o Ezoo continue e nos traga ótimos álbuns como o de estreia.

Tracklist:
1. You are Your Money
2. The Flight of the Sapini
3. C’est La Vie
4. Guys from God
5. Feeding the Beast
6. Eyes of the World
7. Colder than Cool
8. Too High to be Falling
9. Motorbike
10. Since You Been Gone
11. Don’t Look Back
12. Coda

Formação:
Graham Bonnet - Vocais
Dario Mollo - Guitarras
Dario Patty - Baixo, teclados
Roberto Gualdi - Bateria







11 de novembro de 2017

Resenha - Banda: Heaven Shall Burn - Álbum: Wanderer (2016 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Os alemães do Heaven Shall Burn certamente estão em seu melhor momento, e isso prova a qualidade ímpar de “Wanderer” (oitavo disco de estúdio) que continua em sua proposta moderna, mas não menos Metal, muito pelo contrário, o que o HSB fez em toda sua carreira foi entregar ao público muito Metal, você goste ou não.

Aqui a mescla do Deathcore com Melodic Death Metal continua, mas de uma forma mais obscura e sorumbática, tendo momentos caóticos e melodias soturnas que trouxeram um novo dinamismo a sua sonoridade.

A produção que ficou a cargo dos guitarristas Alexander Dietz e Maik Weichert soa límpida, mas não plastificada, mantendo um bom equilíbrio entre o natural e o lado mais moderno, o que ressaltou ainda mais o lado obscuro que se enveredaram neste novo trabalho.  

O peso de “Wanderer” é descomunal e mostra que as lacunas de suas composições são mais Metal do que nunca, pois as guitarras polidas nos brindam com ótimos riffs e solos, assim como a agressividade do baixo-bateria que completam esse lado melancólico deixando o espaço necessário para as linhas vocais enérgicas de Marcus.

A abertura com “The Loss of Fury” já mostra a evolução latente dos alemães que mesmo curta, traz os elementos que permeiam o álbum do começo ao fim, com muita brutalidade e boas melodias, como é possível notar em: “Bring the War Home” e “Save Me”.

“Wanderer” também traz várias participações especiais de nomes como: George “Corpsegrinder” Fisher (do CANNIBAL CORPSE), Nick Hipa (do WOVENWAR e ex-AS I LAY DYING), Aðalbjörn Tryggvason (do SÓLSTAFIR) e Katharina Radig (que mostra sua bela voz em diversas faixas do álbum).

No mais é apreciar o novo trabalho dos caras e ver que sim, existe vida na nova safra do Heavy Metal mundial.

Links:

Tracklist:
1. The Loss of Fury
2. Bring the War Home
3. Passage of the Crane
4. They Shall Not Pass
5. Downshifter
6. Prey to God (feat. George “Corpsegrinder” Fisher)
7. My Heart is My Compass
8. Save Me (feat. Nick Hipa)
9. Corium
10. Extermination Order
11. A River of Crimson
12. The Cry of Mankind (My Dying Bride – feat. Aðalbjörn Tryggvason)

Formação:
Marcus Bischoff - Vocals
Maik Weichert - Guitarras
Alexander Dietz - Guitarras
Eric Bischoff - Baixo
Christian Bass - Bateria

9 de novembro de 2017

Resenha - Banda: Havok - Álbum: Conformicide (2017 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


O Havok surgiu em 2004 e lançou seu Debut cinco anos depois (“Burn” em 2009), bem ao meio do “BOOM” do revival do Thrash Metal, onde de certa forma acabaram não chamando muito a atenção, já que a quantidade de bandas que surgiam a cada instante era imensa.

Mas os americanos souberam esperar e a cada lançamento foram provando seu valor até chegarem ao ótimo “Time Is Up” (2011), mostrando maior personalidade e uma fúria destemida.

Seguindo esse caminho em 2013 mantiveram o alto nível com “Unnatural Selection” para em 2017 consolidar sua ótima carreira com “Conformicide”, trazendo muito groove e andamentos quebrados ao meio do seu Thrash Metal insano e voraz.

O que salta aos ouvidos logo de cara é a intensa variação que o álbum apresenta, tendo até mesmo passagens mais progressivas e com linhas de baixo nada convencionais do estreante Nick Schendzielos que reforça essa veia mais grooveada e progressiva.

Os andamentos quebrados e viradas insanas (por parte do baterista Peter) são de cair o queixo, mostrando muita competência em suas estruturas melódicas e mais trabalhadas, pois os elementos casam perfeitamente com a proposta, os riffs são intrincados e diversificados, assim como os solos, e claro, as boas linhas vocais de David que transita entre tons gritados e normais.

A produção é grandiosa e só enaltece a evolução do grupo. Assim como a parte gráfica que apresenta uma capa simples, mas com um layout de encarte extremamente detalhado.

As influencias de Exodus, Metallica e Megadeth estão todas ali, mas agora com algo a mais, a sua personalidade imperando e cravando de vez o seu nome no cenário como uma das bandas mais relevantes do Thrash Metal dos anos 2000.

Links:

Tracklist:
1. F.P.C.
2. Hang ‘Em High
3. Dogmaniacal
4. Intention to Deceive
5. Ingsoc
6. Masterplan
7. Peace is in Pieces
8. Claiming Certainty
9. Wake Up
10. Circling the Drain
11. String Break
12. Slaughtered (Pantera cover)

Formação
David Sanchez - Vocais, guitarra base
Reece Scruggs - Guitarra solo, backing vocals
Nick Schendzielos - Baixo, backing vocals
Pete Webber - Bateria

6 de novembro de 2017

Resenha - Banda: Ex Deo - Álbum: The Immortal Wars (2017 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


As Guerras Púnicas e o seu fascínio pelo Império Romano não só fizeram de Maurizio Iacono um dos músicos mais criativos do Metal Extremo, como colocaram o seu projeto Ex Deo entre as novas realidades do Death Metal mundial.

Para quem não sabe Maurizio também é vocalista do gigante Kataklysm e em paralelo a sua banda principal nasceu o Ex Deo que traz em seu Império frontal mais três companheiros de banda: Dagenais e Barbe (guitarras) e o baterista Oil.

Neste terceiro trabalho temos aquele Death Metal Sinfônico característico que impõem, com riffs soberbos e climas épicos e cinematográficos, com orquestrações e teclados muito bem colocados, e Maurizio despejando todo seu conhecimento histórico através de linhas vocais urradas e marcantes.

Mesmo se tratando de um trabalho de Death Metal temos aqui o lado mais sofisticado do estilo, pois a produção de alto nível já mostra isso e as composições em si trazem ótimas melodias e momentos diversificados e densos, como é possível ouvir em “The Rise of Hannibal” ou “Crossing of the Alps”.

Um outro ponto de destaque é parte gráfica e o desenvolvimento do layout, que dão o clima exato da parte lírica com uma capa belíssima e angustiante, sendo impossível ouvir o trabalho sem estar com o encarte em mãos.

“The Immortal Wars” é um forte candidato a melhor disco de Metal Extremo de 2017, seja pelo seu contexto lírico ou pelo seu instrumental refinado.

Verdade seja dita, o Ex Deo é um grande nome do Death Metal da atualidade.

Links:

Tracklist:
1. The Rise of Hannibal
2. Hispania (The Siege of Saguntum)
3. Crossing of the Alps
4. Suavetaurilia (Intermezzo)
5. Cato Major: Carthago Delenda Est!
6. Ad Victoriam (The Battle of Zama)
7. The Spoils of War
8. The Roman

Formação:
Maurizio Iacono - Vocais
J-F Dagenais - Guitarras
Stéphane Barbe - Guitarras
Dano Apekian - Baixo
Oli Beaudoin - Bateria



21 de outubro de 2017

Resenha - Banda: The Dead Daisies - Álbum: Live & Louder (2017 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Quando uma constelação de músicos se unem para formar uma nova banda muito se especula o que pode sair e se soara como o passado de cada integrante já consagrado. Pois bem, em 2012 quando surgiu o The Dead Daisies sob o comando do guitarrista australiano David Lowy uma gama de músicos conhecidos estava permeando este cast, mas que ainda faltava algo a mais, mesmo apresentando um bom Hard Rock.

Dois anos após o Debut autointitulado (que tinha sido lançado em 2013) o grupo sofria uma mudança significativa em sua formação, com a entrada do vocalista John Corabi (que substituía Jon Stevens) e do guitarrista Doug Aldrich mais conhecido pelos seus trabalhos com Dio e Whitesnake.

Com essas duas lendas adicionadas o The Dead Daisies ganhou mais peso e desenvoltura, trazendo uma sonoridade mais peculiar em volta do Hard Rock despojado que apresentam. E para brindar esse bom momento temos o primeiro ao vivo da banda “Live & Louder”, que traz um bom apanhado dos seus três lançamentos anteriores, mas prevalecendo as composições novas do mais recente lançamento “Make Some Noise” de 2016.

O jeitão setentista das composições estão ali, mas que não soa datado, o que mostra que vão um pouco além do esperado, trazendo boa técnica e ótimas melodias e claro muita energia e feeling, pois mesmo “Live & Louder” tendo uma ótima produção temos aquela áurea “live” que faz a diferença e claro, as ótimas interações com o público do frontman Corabi.

O ao vivo também traz alguns covers que casam perfeitamente com as apresentações intimistas (já que o álbum conta com músicas gravadas em diferentes países) e clássicos como “Fortunate Son” (CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL) e “Join Together” (THE WHO) fazem parte do repertório mesclado aos seus próprios clássicos como: “Mexico”, “Song And A Prayer” e Mainline” por exemplo.

Se você é fã de Hard Rock com toques de Classic não pode deixar de conferir este belo registro do The Dead Daisies, que certamente trará muitas alegrias aos fãs da velha guarda.


Links:

Tracklist:
1. Long Way to Go
2. Mexico
3. Make Some Noise
4. Song and a Prayer
5. Fortunate Son
6. We All Fall Down
7. Lock’N’Load
8. Something I Said
9. Last Time I Saw the Sun
10. Join Together
11. With You and I
12. Band Intros
13. Mainline
14. Helter Skelter
15. American Band
16. Midnight Moses

Formação:
John Corabi - Vocais, violão
David Lowy - Guitarra base
Doug Aldrich - Guitarra solo
Marco Mendonza - Baixo
Brian Tichy - Bateria

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