27 de julho de 2016

Resenha - Banda: Darkship - Álbum: We Are Lost (2016)

Resenha por: Renato Sanson


Que o RS é um dos principais celeiros de excelentes bandas do Metal nacional isso já não é mais novidade para ninguém. Porém de uns anos para cá poucas bandas da terrinha estavam me agradando.

E com certeza o Darkship é uma delas, que chegam com seu Debut “We Are Lost” e trazem uma gama de influencias, que transitam entre o Dark, Prog, Power e até mesmo eletrônico.

O álbum em si traz um clima épico e romântico, pois se analisarmos a obra como um todo, você verá que “We Are Lost” é um trabalho conceitual que aborda de forma introspectiva a vida de duas pessoas apaixonadas, onde são colocadas a prova a todo instante sobre o controle de uma força chamada Darkship, com letras tocantes e muito bem pensadas, deixando o álbum como um todo ainda mais interessante, sendo está a primeira parte de uma trilogia.

As mesclas vocais entre Joel e Sílvia são muito bem impostas e em “Black Tears” temos essa comprovação, sem contar a ótima estrutura apresentada com guitarras pesadas, teclados açucarados e uma cozinha forte e consistente.

Em “Different Days” temos o romantismo aliado a bons flertes eletrônicos, um lado mais Gothic, que traz em seu começo belos teclados com barulho de chuva ao fundo e Sílvia mostrando todo seu talento, em um clima triste que vai ganhando proporção e se entrelaçando com as ótimas linhas vocais de Joel, onde ganha peso e um lado sentimental fora do comum, sendo praticamente uma power-ballad de encher os ouvidos.

“Prison Of Dreams” é outro grande destaque, trazendo a veia Power mais latente, em variações vocais de tirar o folego, sem contar o seu refrão contagiante, ligado a uma quebra de tempo introspectiva que fica apenas a bela voz de Sílvia e o baixo competente de Rodrigo com um clima sombrio e eletrônico, que explode e traz a força do Darkship de volta, que ao vivo deve funcionar muito bem.

A balada “You Can Go Back” não fica para traz e mostra um grande feeling e sentimento, soando bela e ao mesmo tempo melancólica.

A produção de “We Are Lost” não decepciona, apesar de ser mais simples e não tão pomposa, mas que deixou o trabalho na medida certa. A parte gráfica é belíssima assim como o layout do encarte, única ressalva fica para falta de informações técnicas no livreto.

Uma das bandas mais interessantes e talentosas da atualidade do cenário gaúcho, trazendo um gás a mais e um ótimo diferencial, e que com certeza terá um futuro brilhante pela frente.


Links de acesso:


Tracklist:
1. The Universe Conspires
2. Black Tears
3. I Can Wait For You
4. Different Days
5. We Are Lost
6. Prison Of Dreams
7. II Hearts
8. You Can go back
9. Eternal Pain
10. Frozen Feelings

Formação:
Joel Pagliarini (bateria)
Joel Milani (vocal)
Andrei Kunzler (teclado)
Sílvia Cristina Knob (vocal)
Ismael Borsoi (guitarra)
Rodrigo Schafer (baixo)

26 de julho de 2016

Resenha - Banda: OUTMASK - Álbum: A Kind Of Being (2016)

Resenha por: Renan “Soto” Silva
Revisão: Renato Sanson


Prog Metal vindo do meu querido e amado nordeste brasileiro. O OUTMASK inova no estilo ao empregar elementos musicais, oriundos da sua região, bem como o Jazz e o Fusion, consequentemente entregando um disco muito interessante em toda a sua concepção.

O vocalista Enaldo é muito talentoso, na verdade toda banda merece elogios, mas o cantor, por soar congruente ao estilo, chama muito a atenção. O cara compôs linhas que destoam do que é apresentado na parte instrumental, denotando novos caminhos para o rico vocabulário musical da banda. Confesso que demorei para entender a proposta, mas dando algumas chances pro disco, ele me revelou aspectos que, até então, desconhecia dentro do Progressivo. Dentre os destaques, gostei bastante de “Numb” e “Wilting”, sendo esta segunda detentora de um clipe muito bem produzido, o que, aliás, tal padrão elevado de qualidade já se tornou marca registrada destes sergipanos.

“A Kind Of Being” pode não te cativar logo de cara, principalmente por ser muito complexo, mas a cada audição ele se torna mais palatável, o que credencia a sua relevância entre tantos lançamentos, que só servem para saturar nossa cena.

Links de acesso:


Tracklist:
01. Awakening
02. Contact
03. Blindness
04. Numb
05. Wilting
06. Unformed
07. Divinity
08. Reset

Formação:
Enaldo de Paula “Ed Paul”: vocalista/guitarist
Daniel Faria: guitarrista/guitarist
Marcel Freitas: baixista/bass player
Diego Vieira: baterista/drummer
Omar de Paula: tecladista/keyboardist

22 de julho de 2016

Resenha - Banda: Gamma Ray - Álbum: Lust For Live - Anniversary Edition (2016 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Edições comemorativas sempre são alvo dos colecionadores, pois em muitos casos o material em questão ou estava fora de catálogo ou nunca tinha sido lançado oficialmente.

Entrando nesta onda, os alemães do Gamma Ray começaram uma série de relançamentos comemorativos aos seus 25 anos de banda, e graças a Shinigami Records estamos tendo estes materiais em solo nacional.

O primeiro relançamento a figurar no Brasil foi o clássico “Heading For Tomorrow” (leia a resenha AQUI) e agora temos um material mais que obrigatório, o ao vivo “Lust For Live”, que tinha sido lançado somente em VHS e DVD no exterior, chegando a nós a edição comemorativa em CD com seu áudio remasterizado.

“Lust For Live” marca o fim da primeira era do Gamma Ray, que estava em seu auge até aquele momento, onde divulgavam o excelente “Insanity and Genius” (93) e contavam com a seguinte formação: Kai Hansen (guitarra), Ralf Sheepers (vocal), Dirk Schlachter (guitarra/teclado), Jan Rubach (baixo) e Thomas Nack (bateria).

Gravado em Hamburgo no dia 25 de setembro de 1993, o que temos em “Lust For Live” é o melhor do Power Metal até aquele momento, com uma banda afiada despejando o que hoje são considerados clássicos do estilo como: “Tribute To The Past”, “No Return”, “Changes”, “Heal Me” ou o medley matador de Helloween: “I Want Out”/”Future World”/”Ride The Sky”.

Para completar o material ainda temos de bônus track o épico “Heading For Tomorrow” e a divertidíssima “Gamma Ray”, em um álbum esperadíssimo pelos fãs do estilo e que remasterizado soa ainda melhor.

A parte gráfica é de encher os olhos, desde a nova capa ao conteúdo do encarte que traz diversas fotos e informações sobre o lançamento.

Nostálgico e viciante!

Links de acesso:

Tracklist:
01. Intro
02. Tribute To The Past
03. No Return
04. Space Eater
05. Changes
06. Insanity And Genius
07. Last Before The Storm
08. Heal Me
09. I Want Out/Future World/Ride The Sky
10. Future Madhouse
11. Dream Healer/Heading For Tomorrow (Bonus Track)
12. Gamma Ray (Bonus Track)

Formação de “Lust For Live”:
Ralf Scheepers (vocal)
Kai Hansen (guitarra)
Dirk Schlächter (guitarra/teclado)
Jan Rubach (baixo)
Thomas Nack (bateria)


21 de julho de 2016

Resenha - Banda: Fallen Fucking Angels - Álbum: Sign of the Razor (2015)

Resenha por: Renato Sanson
Grade: 8,0/10


Uma fusão entre o Crossover e o Speed Metal seria possível? SIM! E os italianos do Fallen Fucking Angels nos mostram isso em seu 4° disco da carreira, o excelente “Sign of the Razor”, que traz todo esse saudosismo a tona de uma forma enérgica e divertida.

Os riffs são simples e empolgantes, como se tivéssemos uma fusão de Exciter e DRI, unindo a melodia com o feeling, assim como as vocalizações do baterista Filippo Belli que são despejadas em uma linha Lemmy Kilmster com uma voz rouca e imponente, sem contar que Fillipo não economiza e senta a marreta em seu kit.

O baixo soa coeso e dá o equilíbrio a sonoridade despojada e agressiva que o F.F.A. executa. A produção sonora é bem eficaz e não traz nenhuma modernidade, mas sim o som na cara e com instrumentos bem dosados e com aquela sujeira necessária que o estilo necessita.

Não espere por técnica ou firulas, mas sim por som pesado, coeso e feito com muito feeling, como podemos escutar em: “Signo of the Razor” (riffs bem estruturados e empolgantes, que grudam logo de cara); “Ready to Explode” (pura diversão com ótimas referencias do Punk e Hardcore); “Interflug” (Faixa instrumental com bons solos e uma estrutura mais Rock N’ Roll); “Storm on the World” (mais cadenciada e densa, priorizando os momentos mais agressivos).

O melhor álbum da carreira dos italianos até o momento, em uma fusão bem sacada e que traz mais personalidade e muito Metal old school. Diversão garantida!

Links de acesso:

Tracklist:
01. Sign Of The Razor
02. Ready To Explode
03. K.K.K. (Kous Kous Klan)
04. Horny Housewives
05. Interflug
06. Change Of Adress
07. Storm On The World
08. Snake Eyes (Razor Cover)
09. not So Stupid (To Lose Weight For Love)

Formação:
Filippo "Butch" Belli (bacteria/vocal)
Stefano Giusti (guitarra/backing vocal)
Cristian Angelini guitarra/backing vocal)
Leonardo Tomei (baixo)


20 de julho de 2016

Resenha - Banda: As Dramatic Homage - EP: Enlighten (2016)

Resenha por: Renato Sanson


Pós um hiato de quatro anos e algumas trocas de formação, o As Dramatic Homage está de volta com material inédito, o EP “Enlighten”, que chega para mostrar toda sua qualidade e requinte sonoro.

Não há como não mencionar a perseverança do mentor Alexandre Pontes (vocal/guitarra), que mesmo ao meio de todas as dificuldades seguiu com seu sonho e manteve o ADH ativo, e agora presenteia os fãs com um EP que faz jus a sua sonoridade, trazendo uma gama diversificada e intensa.

“Enlighten” é composto por cinco músicas (sendo uma delas introdução + o cover de “Full Moon Madness” do Moonspell), trazendo uma atmosfera densa e inspiradora.


Pós a bela introdução “Advert”, temos a poderosa “Astral Infernal”, que pertence originalmente a Demo “Atmosphere Of Pain/Anthems Of Hate” de 2005. Mas que aqui ganhou uma nova cara, trazendo aquela influencia progressiva e atmosférica, com boas doses de melodia, uma composição mais crua e puxada para o Black Metal, mas que ganhou uma roupagem mais sofisticada devido as estruturas e os vocais limpos de Alexandre que permeiam a mesma. Além de contar com arranjos de guitarras fantásticos.

Praxis” com certeza até o momento é a composição mais introspectiva do ADH. Tendo um clima obscuro e mais psicodélico, onde em sua maior parte temos apenas violão, voz e um lindíssimo clima de teclado, trazendo a faceta mais melódica dos vocais de Alexandre, em uma composição inspiradíssima e emocional. Que não encaro como balada, mas sim como um cântico pomposo e reflexivo.

 “Enlighten” traz o peso e agressividade de volta, com destaque as guitarras e os climas criados pelo teclado, sendo mais melodiosa e com ótimos solos, deixando a veia Avant-Garde mais explicita com suas diversas mudanças de tempo.


E fechando os trabalhos temos a ótima versão de “Full Moon Madness” dos portugueses do Moonspell. Onde o ADH traz toda a densidade do clássico, mas imprimindo suas características, a deixando mais pesada e obscura.

A produção do EP ficou a cargo da própria banda, onde fizeram um trabalho esmerado e de alto nível, deixando o som poderoso e limpo ao mesmo tempo. A capa do trabalho é um show à parte e expressa perfeitamente a sonoridade apresentada. Mesmo não sendo um disco conceitual, as músicas se ligam, pois, elas trazem a reflexão do que seria um momento bom ou ruim em nossas vidas, fazendo-nos pensar e mostrar que sempre temos um caminho, mas basta saber lidar com as consequências.

Demorou, mas o As Dramatic Homage traz um trabalho atemporal e que para mim já consta na lista dos melhores lançamentos de 2016. Ousado, inteligente e temperamental.

Banda: As Dramatic Homage
Estado: Rio de Janeiro
País: Brasil
EP: “Enlighten” (2016)
Estilo: Avant-Garde Metal

Links de acesso:

Formação:
Alexandre Pontes - Vocals, Guitars
Alexandre Carreiro - Guitars /
Fabiano Medeiros- Bass /
Leonardo Silva - Key
Vinícius Rodrigues – Drums

Tracklist:
01 Advert
02 Astral Infernal
03 Praxis
04 Enlighten
05 Full Moon Madness (Monnspell)



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