26 de setembro de 2016

Resenha - Banda: Almah - Álbum: E.V.O (2016)

Resenha por: Renan “Soto” Silva
Revisão/edição: Renato Sanson


Agora tudo realmente parece estar no seu devido lugar. Que disco! Que retorno! Edu Falaschi soa revigorado neste novo trabalho do ALMAH, intitulado “E.V.O”, o qual pode render o seu retorno ao mainstream do Metal mundial. Variado, extremamente bem composto e com direção de arte impecável, estes são apenas alguns dos aspectos deste disco que beira a perfeição.

Com produção refinada de Tito e Edu Falaschi, além da mixagem e masterização terem sido realizados pelo americano Damien Rainaud (Fear Factory, Dragonforce, Baby Metal entre outros), tais fatores acabam por definir o melhor acabamento sonoro da carreira do ALMAH. Tudo está mesmo em seu devido lugar, o que garante a estrutura perfeita para as composições desfilarem uma após a outra, todas elas com suas particularidades e um ponto muito importante em comum: refrões pegajosos. Raramente escutei um álbum com tantos candidatos a hits e com tantos refrões marcantes. E aqui a coisa é bem complexa para se conseguir isso, porque as músicas não são lineares, aliás, muito pelo contrário. Em “E.V.O” você vai encontrar músicas voltadas para o Modern Metal, Alternative Rock, Power Metal, Progressivo, Pop e até o Grunge. Acredito que este é o segredo do sucesso deste álbum: fundir nichos tão díspares, tornando o produto final palatável e aceitável.

Mais um trabalho com a qualidade habitual de Edu Falaschi, mas que eleva o ALMAH à condição de pareamento com o Angra em popularidade. E que venha a nova turnê mundial para conferirmos as excelentes “Age Of Aquarius”, “Speranza”, “The Brotherhood” e “Innocence” ao vivo.

Links de acesso:

Formação:
Edu Falaschi (vocal);
Marcelo Barbosa (guitarras);
Diogo Mafra (guitarras);
Raphael Dafras (baixo);
Pedro Tinello (bateria).

Tracklist:
01 – Age of Aquarius
02 – Speranza
03 – The Brotherhood
04 – Innocence
05 – Higher
06 – Infatuated
07 – Pleased To Meet You
08 – Final Warning
09 – Indigo
10 – Corporate War
11 – Capital Punishment


25 de setembro de 2016

Resenha - Banda: Scorpion Child - Álbum: Scorpion Child (2016 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


A nostalgia dos anos 70 junto a vários flertes psicodélicos dos anos 60. É essa a sensação que os norte-americanos do Scorpion Child passam em seu Debut autointitulado (originalmente lançado em 2013, mas chegando agora ao mercado nacional graças a Shinigami Records).

A ideia não é inovar, mas sim beber na época mais criativa do som pesado em geral, e trazer aquela bela e única atmosfera de volta, com seu Hard Rock nitroso trazendo bons toques de Stoner e Blues que transitam pelas composições.

A produção é suja e retro, o que deixa o ar setentista ainda mais evidente, assim como a parte gráfica que soa clichê, mas funcional, tendo um belo encarte assim como a capa, que soa viajante e chamativa.

De tudo que o Scorpion Child apresenta, os vocais de Aryn Jonathan se destacam e soa cativante e agressivo na medida certa, dando ótimo segmento a proposta sonora.

Fãs de Led Zeppelin, Deep Purple, ZZ Top e afins, não deixem de conferir, pois certamente se arrependerão de não ter esta belezinha em suas coleções.

Links de acesso:

Tracklist:
1. Kings Highway
2. Polygon of Eyes
3. The Secret Spot
4. Salvation Slave
5. Liquor
6. Antioch
7. In the Arms of Ecstasy
8. Paradigm
9. Red Blood (The River Flows)
Bonus Track:
10. Keep Goin

Formação:
Aryn Jonathan Black (vocal)
Chris Cowart (guitarra)
Torn Frank (guitarra)
Shaun Avants (baixo)

Shawn Alvear (bateria)

20 de setembro de 2016

Resenha - Cantora: Tarja - Álbum: The Brightest (2016 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Confesso que nunca fui grande fã da carreira solo da Tarja, pois para mim ela era a alma do Nightwish, mesmo que os finlandeses tenham seguido com duas ótimas vocalistas nunca mais foram os mesmos.

Porém em seus trabalhos solos a cantora sempre mostrou algo bem fora do Heavy Metal em si, em muitos casos com composições fracas e insonsas, que pouco chamavam a atenção.

A minha expectativa para “The Brightest Void” eram as piores possíveis, porém em comparação aos lançamentos anteriores o álbum superou minha certa decepção, trazendo um som mais robusto e encorpado, tendo bons toques de modernidade e bastante peso.

O lado sinfônico e melódico aprece mesmo que moderado, mas um pouco mais distante do lado comercial, já que “The Brightest Void” é um preludio do que se tornou “The Shadow Self”. Então neste lançamento em questão temos algumas faixas que figuraram em “The Shadow Self”, assim como alguns covers e algumas faixas com versões que não seguiram os padrões de composição pela cantora com pequenas modificações.

A ideia parece estranha, mas funcional, pois os fãs saem ganhando mesmo que algumas faixas se repitam, temos um lado mais experimental da cantora em uma visão mais despojada e menos preocupada com o lado comercial, o que fez muito bem, pois revitalizou o lado mais “Metal” se assim podemos dizer como na faixa “Your Heaven and Your Hell”, onde apresenta um lado mais Soft, mas com bastante peso e energia.

Dos covers apresentados temos “House of Wax” do Paul McCartney, “Goldfinger” (tema do filme 007) e “Paradise (What About Us)” do Within Temptation. No mais um álbum de sobras, mas com bom direcionamento e qualidade.

Não chega a surpreender, mas deixa uma boa impressão.


Links de acesso:

Formação:
Tarja Turunen - Vocais, piano
Alex Scholpp - Guitarras, violões
Christian Kretschmar - Teclados, piano, Hammond
Doug Wimbish - Baixo
Max Lilja - Cello
Mike Terrana – Bateria

Tracklist:
01. No Bitter End (video clip version)    
02. Your Heaven and Your Hell (with Michael Monroe)    
03. Eagle Eye (with Toni Turunen)    
04. An Empty Dream (Main theme from "Corazón Muerto")    
05. Witch Hunt    
06. Shameless    
07. House of Wax (Paul McCartney cover)    
08. Goldfinger (James Bond main theme)    
09. Paradise (What About Us) (new mix)

16 de setembro de 2016

Resenha - Banda: Raff Sangiorgio - Álbum: Rebirth (2016)

Resenha por: Maykon Kjellin
Revisão/edição: Renato Sanson
Rate: 8,5/10


Você logo liga o nome de "Rebirth" ao lendário álbum do Angra e fica imaginando se há ligações dos álbuns além do nome. Bom, não posso afirmar com todas as letras que Raff Sangiorgio é influenciado pela banda de Heavy Metal brasileira, mas posso afirmar que a sonoridade das guitarras lembram e muito várias faixas do Angra, principalmente pela forma como elas se desenvolvem e por se tratar de um álbum apenas instrumental, logo imagina uma voz aguda acompanhando a melodia, mas isto não acontece.

O álbum esborda solos e boa agilidade das guitarras, o baixo é muito pesado, acredito que quem tenha gravado e elaborado este, tenha o tocado com cordas soltas, pois da um "ar sombrio" que necessita, pois as guitarras estão em solos e riffs constantes, claro que a bateria acompanha sem deixar vácuos existentes nas músicas, preenchendo com a pitada necessária para não embolar os instrumentos.

Surreal a agilidade e a facilidade em impressionar, as guitarras parecem em um ring aonde invés de brigarem entre si, juntas tentam conquistar um público sedento por Heavy Metal. Muitos artistas europeus vem investindo no som instrumental, já não é novidade que ficamos impressionados pela qualidade das sonoridades apresentadas, entretanto Raff Sangiorgio consegue arrepiar o ouvinte dos pés a cabeça neste novo álbum (O 6° da carreira do italiano), algo que aconteceu particularmente comigo, o desenvolvimento do instrumental é assustador e certas vezes viajante, sendo este último termo importantíssimo para uma música de qualidade.

Para finalizar, digo que é um álbum bacana de ouvir principalmente de fone de ouvido, aonde você ouve todos os detalhes construídos ao decorrer de cada faixa, mesmo não sendo um fã de discos instrumentais, este eu gostei pelo desenvolvimento demonstrado, as guitarras parecem querer explodir sua cabeça e ao tirar o fone seus tímpanos ficam latejando, só fica aquela curiosidade de como seria com vocal, acredito que isto seja normal, por questões de costume. Resumindo, é um dos melhores instrumentais que já ouvi e algo me diz que logo logo vem mais!


Links de acesso:
https://www.facebook.com/rebirth74/

Formação:
Raff Sangiorgio (todos os instrumentos)

Tracklist:
01 Quick Trigger
02 Lil Chuck Blues
03 Back to Glory
04 Glaring Soul
05 Rebirth
06 Cosmic Seed
07 Magic River
08 Fragile Existence
09 Voices From the Sea

12 de setembro de 2016

Resenha - Banda: Gamma Ray - Álbum: Sigh No More - Anniversary Edition (2016 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


E a série de relançamentos do Gamma Ray em comemoração aos seus 25 anos de banda não param!

Eis agora que temos em mãos um dos discos mais contestados de sua discografia, mas que para mim é o melhor da primeira fase, o enigmático “Sigh No More”, lançado originalmente em 1991.

Se em “Heading for Tomorrow” o Gamma Ray tinha mais cara de um projeto solo de Kai Hansen, em “Sigh No More” temos a estabilidade como banda e a entrada de seu fiel escudeiro Dirk Schlächter nas guitarras. Para quem não sabe, Dirk foi guitarrista do Gamma Ray de 1991 a 1995, e só em 1997 com a entrada de Henjo Richter assumiu o instrumento que realmente adora que é o baixo.

Se no Debut tínhamos uma sonoridade mais alegre e voltada para o Power Metal com muito peso, no segundo lançamento a ideia era outra, o clima melancólico aliado as letras tristes – que foram baseadas na Guerra do Golfo – fizeram os fãs estranharem a proposta, mas que se ouvido com atenção ganha o ouvinte a cada faixa.

Os refrões são marcantes e carregados de emoção, onde Ralf mostra toda sua potência, mas sem exageros e sim com grande interpretação, e com Kai mostrando ser um compositor de mão cheia, como podemos notar em “Chances”, “Rich & Famous”, “Father and Son”, “One With the World” e etc...

A produção soa mais coesa e melhor acabada, o que deixou o disco mais atual para época. A parte gráfica é belíssima e bem melhor que a original, que em muitos casos não continha as letras no encarte, isso em várias versões internacionais e até mesmo numa versão nacional que tinha saído a anos atrás, tínhamos este pequeno erro, mas que agora foi sanado neste belo relançamento que conta com as letras, informações adicionais e diversas fotos.

Ainda temos como bônus o segundo disco que traz músicas ao vivo, da coletânea “Blast from the Past Version” (regravações da primeira fase com Hansen nos vocais) e pré-produções da época de “Sigh No More”, sendo um dos destaques a versão alternativa de “Changes” sob o nome de “Heroes”.

Mesmo que você questione “Sigh No More” por não seguir a sonoridade que consagrou os alemães, é inegável a importância do mesmo e a qualidade, pois sim, é diferente, mas é Gamma Ray!

P/S: E se não tivéssemos o “Sigh No More” será que hoje em dia teríamos conhecido o talento do baterista Uli Kusch?!

Links de acesso:

Formação:
Ralf Scheepers (Vocal)
Dirk Schlächter (Guitarra/Backing Vocal)
Kai Hansen (Guitarra/Backing Vocal/vocais adicionais em "As Time Goes By")
Uwe Wessel (Baixo)
Uli Kusch (Bateria)

Tracklist:
Disco 1:
1. Changes
2. Rich & Famous
3. As Time Goes By
4. (We Won't) Stop the War
5. Father and Son
6. One With the World
7. Start Running
8. Countdown
9. Dream Healer
10. The Spirit
11. Sail On (Live)
12. Changes (Live)

Disco 2:
1. One With the World (Live at Wacken 2011)
2. Dream Healer (Live in Montreal 2006)
3. Changes (Blast from the Past Version)
4. Rich and Famous (Blast from the Past Version)
5. One With the World (Blast from the Past Version)
6. Dream Healer (Blast from the Past Version)
7. Heroes (Preproduction)
8. Dream Healer (Preproduction)
9. As Times Goes By (Preproduction)
10. (We Won’t) Stop the War (Preproduction)
11. Dream Healer (Demo)
12. Rich and Famous (Demo)

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