27 de abril de 2015

Resenha - Coletânea: Qua' Rock - Álbum: Shots (2014 - Importado)

Nota: 7,0

Resenha por: Renato Sanson


A Qua’ Rock Records é uma gravadora italiana criada pelo guitarrista Gabriele Bellini, com intuito de fortalecer o underground italiano revelando bandas e músicos de diversas vertentes do Rock/Metal.

Sendo assim a Qua’ Rock chega a sua nova coletânea, intitulada de “Shots”, trazendo dezessete músicos/bandas de seu cast, mostrando a grande força do Rock/Heavy Metal italiano e suas diversidades musicais.

Um exemplo dessas diversidades já notamos na abertura com a banda Sic Sic, apresentando a composição instrumental “Vovo”, que beira o industrial e eletrônico, mas mostrando boa variação e melodias bem legais.

Seguindo uma linha alternativa temos “Body & Soul” do músico Alessandro Magnisi, que apresenta a bela voz de Clarissa deixando a composição bem acessível e com uma veia Pop bem forte.


O guitarrista Gabriele Bellini também dá as caras na compilação com “Endangered”, que começa bem experimental, mas para depois descambar no peso e agressividade de seus riffs, mas mesclando sons diferenciados além de grande técnica.

Mas os destaques ficam certamente para as composições mais pesadas, como é o caso da No One Cares, que canta em italiano e apresenta um som mais moderno, voltado para o Metalcore.

O músico Pasquale Bianco e seu Heavy/Power Metal de primeira, de fato o som mais “diferente” da coletânea, que insistiu demasiadamente nas músicas instrumentais e nas bandas mais “modernas”.

O que não deu um equilíbrio esperado, mas muita coisa interessante se encontra, como muito coisa desinteressante.

Mas acaba sendo legal conhecer um pouco mais de outros undergrounds, o que sempre nos traz excelentes bandas, e certamente nesse registro grandes nomes conquistarão seu espaço.


Links de acesso:



Tracklist:

Sic Sic – Vovo
Alessandro Magnisi – Body & Soul
Gabriele Bellini – Endangered
Craftycell – Disarm
No One Cares – Niente Da Perdere
Paolo Pantaleo – Maleficent
Praeteritum – Gordiach (The Legend Of)
Pulse-R – Fears Away
Mirko Serra – Dade
The Insane Stage – Love Is A Lie
Pasquale Bianco – The Others Part Of Me
Graves Of Nosgoth – Bejond Journey
Bug – Overclock
Interferenze – Fashion
Federica Berti – Judgement Day
Luca Fucci – Is Happiness So Far Away?
Gioiglorioso – Magnitude



23 de abril de 2015

Resenha - Banda: Panzer - DVD: Louder Day After Day – Live Panzer Experience (2015 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Certamente o Panzer (o verdadeiro Panzer não o alemão) é uma das bandas nacionais mais ativas do underground, pois são apenas dois anos de sua volta, e totalizam já seis lançamentos, além do excelente festival “Panzer Fest”, mostrando uma movimentação intensa e que ficar parado reclamando não adiantará nada.

Pois bem, eis que o Panzer coroa sua ótima fase com o lançamento do DVD/CD “Louder Day After Day – Live Panzer Experience”, gravado no Estúdio Espaço Som em São Paulo no dia 26 de abril de 2014, e que chega ao mercado nacional graças a essa parceria fantástica com a Shinigami Records.

Há de se ressaltar que temos em mãos um belíssimo material, onde mostra toda garra e fúria desse quarteto paulista que não economiza, e sim se entregam em palco. Os experientes (e fundadores) André Pars (guitarra) e Edson Graseffi (bateria) trazem toda sua experiência ao palco além de serem músicos de mão cheia, mostrando precisão e muito feeling. Já os “novatos” Rafinha Moreira (vocal) e Rafael DM (baixo) são o exemplo de energia e explosão, onde agitam o tempo inteiro, mas sem se esquecer da música, que mostram serem escolhas acertadas para o Panzer.

A produção do DVD é muito boa, um ótimo trabalho de Henrique Baboom (que também cuidou da mixagem), e de Alessandro Kbral na masterização, onde deixou o lado “live” da banda bem aguçado. O trabalho de edição de imagens também está bem bacana (podendo quem sabe ser melhor em alguns aspectos), takes bem feitos, assim como os ângulos captados.

O som extraído do DVD é um absurdo de peso e nitidez, com aquela cara “live” sempre necessária o que não deixa o material superficial. A parte gráfica é bem elaborada, em um Digipack estiloso que lembra a época dos vinis.

Musicalmente o Panzer dispensa comentários, sua sonoridade transita entre o Thrash, Stoner e Groove Metal, o que os torna únicos no que se propõem, não se prendendo a um único estilo, mas mostrando muita homogeneidade.

E isto fica evidente ao vivo, e nos primeiros minutos de “Louder Day After Day – Live Panzer Experience” já podemos notar isso com “Speedy” e “Affliction”, que levantou o público no Estúdio Espaço Som.

O set passa por toda discografia do Panzer, mas com uma dedicação maior aos materiais mais recentes (EP “Brazilian Threat” e do álbum “Honor”).

Mas ao decorrer do set é possível encontrar canções do primeiro disco ““Inside” e algumas do clássico absoluto “The Strongest”, que recebem interpretações animalescas, assim como as composições mais atuais que ficaram ainda mais brutais ao vivo.

Ainda no DVD é possível encontrar belos bônus com os vídeos para “Rising”, “Alma Escancarada”, e o lyric vídeo de “The Last Man On Earth”, além de uma bela galeria de fotos da banda ao vivo.

Já o CD é o áudio extraído do DVD que acompanha de bônus o EP “Brazilian Threat”.

Não há o que se dizer do Panzer, voltaram a ativa para cravar seu nome de vez no cenário mundial, mostrando mais uma vez que ficar acomodado ou viver do passado não leva a nada, mas sim dedicação, trabalho e amor pelo que se faz são necessários para seguir em frente nesta vida louca chamada Heavy Metal.


Links de acesso:

www.metalmedia.com.br/panzer/ (assessoria de imprensa)



Formação:

Rafinha Moreira (vocal)
Andre Pars (guitarra)
Rafael DM (baixo/backing vocals)
Édson Graseffi (bateria)


Tracklist DVD:

01 Speedy
02 Affliction
03 Red Days
04 The Morning After
05 The Last Man On Earth
06 Heretic
07 Intruders
08 Savior
09 I Wanna Make You Pay
10 Burden Of Proof
11 Victim Of Choices
12 Rejected
13 N.S.A.
14 Rising

Extras:
 – VIDEOCLIPES:
1- Rising
2- The Last Man On Earth (lyric video)
3- Alma Escancarada

– SLIDE FOTOS

Tracklist CD:

01 Speedy
02 Affliction
03 Red Days
04 The Morning After
05 The Last Man On Earth
06 Heretic
07 Intruders
08 Savior
09 I Wanna Make You Pay
10 Burden Of Proof
11 Victim Of Choices
12 Rejected
13 N.S.A.
14 Rising

“Brazilian Threat” – EP

15 Burden Of Proof
16 Red Days
17 Hastening To Death 

16 de abril de 2015

Resenha - Banda: R-Vox - Álbum: Outro Round (2014)

Resenha por: Sergiomar Menezes
Revisão: Renato Sanson


O EP Outro Round, lançado em 2014 pelo vocalista Anderson R-Vox, é a estréia da carreira solo do mesmo, que já passou pelas bandas Jason, Revolt, entre outras. Calcado num Pop Rock mais pesado, o trabalho agradará aos fãs do Rock nacional, pois traz boas composições dentro do estilo que se propõe.

Hora H Dia D, abre o trabalho com uma guitarra pesada e bem timbrada. Soando diferente de algumas bandas que infestam a cena nacional, o grupo mostra que possui uma personalidade, pois não fica forçando solos mirabolantes, viradas “técnicas” de bateria e demais firulas que alguns grupos insistem em realizar. Com uma proposta direta e simples, passa seu recado. Outro Round, um pouco mais Pop que a anterior, também vai nessa linha.
            
A Paz, começa de forma leve, e se mantém assim durante sua execução. Faixa pra tocar no rádio. Rock On, retoma o Pop Rock acessível do grupo. Hello Hello, com uma guitarra um pouco mais pesada e com um andamento mais cadenciado pode agradar a parcela que curte um som mais pesado.

Um bom trabalho. Pop Rock de qualidade, bem composto, bem tocado. Uma boa opção dentro do cenário do Rock Nacional.


Links de acesso:


15 de abril de 2015

Entrevista - Banda: Republica (SP)

Entrevista por: Renato Sanson

Entrevista com um dos grandes nomes atuais do Heavy Metal nacional, Republica!

Falamos com Luiz Fernando Vieira, Jorge Marinhas (guitarras) e  Leo Belling (vocal) sobre o novo disco, sua carreira de 20 anos e muito mais, confira:


Heavy And Hell: Recentemente o Republica teve a adição de um novo membro, o baterista Fernando Rensi. Como está sendo a adaptação do mesmo? E como chegaram à escolha por Fernando?

Leo Belling: Conheço o Fernando Rensi há quase 25 anos. Nós começamos tocando juntos com 14 ou 15 anos de idade e tivemos algumas bandas nos anos 90 e início dos anos 2000 e sempre admirei sua dedicação, técnica e performance na batera. A amizade e o contato continuaram, apesar dele ter ido morar e trabalhar tocando na Australia e em Los Angeles. Com a saída do Gabriel e a inesperada volta do Fernando Rensi na mesma época, a opção natural era convidá-lo para tocar conosco, pelo menos por um período até que resolvessemos essa situação. A experiência internacional, a amizade, os ensaios e vários shows com o Republica, acabaram integrando o Rensi com a banda e a permanência dele, agora como integrante oficial do Republica, aconteceu de forma natural e estamos bem felizes de te-lo conosco nessa excelente fase da banda em 2015, que trará turnes nacionais e internacionais e um disco novo no segundo semestre.

HAH: Conte-nos um pouco sobre o novo disco “Point of No Return”, que está sendo bastante elogiado na critica especializada, vocês esperavam tamanha repercussão?

Luiz Fernando Vieira: Eu não diria que estamos surpresos, pois sempre trabalhamos com este objetivo, mas com certeza a repercussão foi acima das nossas expectativas, tanto na mídia mais focada em som pesado, como no segmento mais mainstream. Na verdade é resultado de um trabalho árduo de mais de 3 anos, entre composição, gravação, lançamento e turnês. Como olhamos apenas pra frente, já estamos preparando material novo. Aproveitamos para agradecer aos fãs e todos os canais de mídia que nos apoiaram, acreditam no nosso trabalho e que nos dão a certeza que estamos no caminho certo.


HAH: E como foi o processo de composição do mesmo?

Leo: Todo processo de feitura de um álbum leva tempo e todas as decisões têm que ser tomadas com muita cautela e certeza. No nosso caso não foi diferente, tanto na fase de composições quanto de pré-produção, incluindo ainda arte, capa, produção, mixagem e masterização. A escolha do Luis Paulo Serafim, que é um grande amigo da banda, foi um processo natural e desde o início tínhamos o nome dele como certo pra conduzir e levar a sonoridade da banda a um outro patamar. Buscávamos algo mais maduro e preciso, e como a nossa maior preocupação era imprimir no álbum toda a nossa prévia pesquisa de sonoridade e timbres com personalidades únicas, o LP (Luis Paulo Serafim) é definitivamente “o cara” pra se ter ao seu lado. Passamos um ano compondo as novas faixas e gravamos uma pré-produção ao vivo em estúdio e logo apresentamos ao LP que analisou tudo com muita eficiência e nos apresentou um plano de trabalho e gravações, que foi seguido a risca do início ao fim. Trabalhar com ele foi um processo muito divertido, de muito aprendizado e extremamente profissional.


Buscamos juntos dentro do estúdio a combinação perfeita para o nosso som, testando afinação, diferentes instrumentos, amplificadores, periféricos, pedais, microfones até chegarmos a uma mistura perfeita e obter timbres que demonstrasse a força e peso do som do Republica. É um trabalho meticuloso, exaustivo, mas que quando é bem conduzido faz muita diferença no resultado final. Outra grande contribuição do LP no processo foi a incansável busca pela performance perfeita dos tracks de cada instrumento ou voz gravada. Ele não é um cara de cortar e colar e sim de valorizar a performance do músico em benefício do todo. E ele é bem exigente quanto a isso dentro do estúdio! Como produtor ele nos deixou bem a vontade e conversávamos muito sobre cada detalhe. Ele é um cara que tem um ouvido absurdo e nada era feito sem uma intenção clara em busca do resultado final.

HAH: A masterização de “Point of No Return” ocorreu nos Estados Unidos e ficou a cargo de Stephen Marcussen, que já trabalhou com Rolling Stones, Kiss, Black Sabbath, Alice In Chains e Foo Fighters. Como foi a experiência de contar com o trabalho de uma pessoa tão conceituada no cenário?

Leo: Foi também extremamente eficiente. Buscamos um cara que consideramos um dos melhores profissionais de master do mundo, um dos mestres dessa arte. A escolha dele foi justamente em função da nossa busca por uma sonoridade grande, forte e única. E ele chegou no resultado exato que queríamos, coroando um trabalho de quase dois anos.


HAH: Vocês estão na ativa há quase 20 anos, em um parâmetro geral como você avaliaria todo esse tempo dedicado ao Metal?

Jorge Marinhas: Passa muito rápido. Dá um puta prazer e orgulho e não temos nenhum arrependimento. São mais de 20 anos de banda, mas consideramos que hoje o Republica vive sua fase de viver como banda e se dedicar ao metal com prioridade. Na real, estamos apenas começando! (risos)

HAH: Em maio vocês estarão em turnê com o Adrenaline Mob, qual a expectativa para esses shows?

Leo: Conhecemos os caras do Noturnall e do AMOB há um tempo e sempre pensamos em fazer essa tour juntos. Republica e Noturnall são bandas irmãs, assim como seus integrantes. É uma grande família que se ajuda nesse mercado foda do metal nacional. A expectativa é das melhores e fica a promessa que vamos arregassar em cada cidade que passarmos. Vai entrar pra história do metal nacional, tenho certeza!


HAH: “Point of No Return” já tem dois videoclipes, “Life Goes On” e “El Diablo”. Qual a importancia da divulgação visual para vocês? Em tempos atuais a divulgação visual acaba sendo mais eficaz que o próprio disco?

Leo: É sempre muito difícil escolher uma faixa do álbum para ser um single ou virar um clipe, pois ao longo do processo de composição e gravação do disco vamos nos apegando a todas as faixas, cada um por um motivo específico. Mas, neste caso, foi uma decisão unânime na banda, o processo democrático funcionou pelo menos desta vez. Tivemos a sorte de poder apresentar as músicas do disco em muitos shows ao longo de 2013 e 2014 e o feedback do público foi sempre muito forte com a “Life Goes On”, tanto ao vivo quanto através das nossas redes sociais.

Esse resultado nos trouxe a certeza que o nosso feeling já apontava. Ai ficou fácil. E também porque a letra possibilitava a busca de algo conceitual e não somente focado na performance. Buscávamos algo que fugisse do clichê de clipes de bandas de metal muito focadas em performances de “galpão com fogo” e algo que pudesse traduzir sutilmente as nuances da letra e da mensagem por trás da composição. Tendo isto em vista, o diretor, Gerardo Fontenelle, nos trouxe a temática estética stalinista, mesmo sem cunho politizado - se é que isso é possível -, abordando o tema da letra com as referências de Orwell. Foi uma gratificante viagem no tempo e neste clássico literário mundial e tenho a certeza que conseguimos aplicar o conceito e dar significado marcante a mensagem que gostaríamos de transmitir ao público em geral, mesmo que de forma subliminar.


O clipe foi gravado durante um dia inteiro (23 de março de 2014) nas garagens do Estádio do Morumbi em São Paulo. Passamos um dia inteiro na locação, entre a gravação das meninas e a performance da banda sozinha e com a presença das meninas também. Acho que tocamos a músicas umas 15 vezes pra termos bastante opção de edição. A equipe de produção da Manimou foi muito ousada em fazer tudo em um dia e extremamente competente em seguir o cronograma, que nos deixou bem tranqüilos, ou seja, conseguimos tudo o que precisávamos e ainda deu tempo de comer, beber e confraternizar com todo mundo. Acho que eram mais de 30 pessoas no final das gravações. O mais legal é que o clipe já está com mais de 170.000 views pela Vevo Internacional, ou seja, o trabalho está sendo reconhecido e isso que importa.


Links de acesso:


13 de abril de 2015

Resenha - Banda: Necromesis - Álbum: The Poet's Paradox (2015 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson



Estando na ativa pouco mais de nove anos finalmente o Necromesis conseguiu lançar seu Debut, que graças à parceria com a Shinigami Records chega ao mercado o poderoso “The Poet's Paradox”.

Um trabalho introspectivo que mostra uma boa mistura de estilos, que mesmo tendo como carro chefe o Death Metal, podemos notar muitas influencias de Thrash e Grindcore. As guitarras certamente são um dos grandes destaques, soando abrasivas e cortantes. Riffs extremamente complexos e grudentos. A cozinha do trabalho também é uma avalanche de brutalidade, pois o baixo-bateria casam perfeitamente com a proposta variada e intensa de cada faixa. E os vocais de Mayara soam na medida certa, e ainda contam com os backing vocals urrados do guitarrista Daniel.

O disco apresenta uma ótima produção, que soa mais atual e bem timbrada, porém seca demais, se o intuito era soar violento até os ossos conseguiram com sobras. A parte gráfica em preto e branco é bem chamativa, com um layout bem desenvolvido e uma capa assustadora.


A bolachinha também conta com várias participações especiais o que engrandeceu ainda mais o trabalho, sendo de fato as grandes composições do álbum, são elas: “Self Condemnation” (participação de Fernanda Lira do Nervosa), “The Omission of Living” (Paolo Bruno do Desdominus – Thy Light), “The Last Stage of the Mind” (Vitor Rodrigues do Voodoopriest), “The Last Stage of the Mind” e “Final Truth” (ambas com a participação de Marcel Briani do In Soulitary).

Um disco intenso, feroz e homogêneo, que além de composições apuradíssimas e extremamente bem acabadas, conta ainda com uma parte lírica interessantíssima, fugindo do senso comum do Death Metal.

Se você é fã de Carcass, Krisiun, Napalm Death, Entombed não pode deixar de garantir o seu, prato cheio para os deathbangers de plantão!


Links de acesso:



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