12 de fevereiro de 2017

Resenha - Banda: HÅRD:ON - Álbum: Hard:On (2016 - Shinigami Records)

Resenha por: Maykon Kjellin



O que você imagina quando alguém fala sobre o Hard Rock? Lembramos sempre das bandas que marcaram essa vertente, como a mais clássica: Guns 'n Roses. Logo após temos bandas como, Skid Row, Rolling Stones, The Who e a desconhecida para os leigos do Rock, The Kinks. Mas e no Brasil? Sim, no Brasil temos diversas bandas de Hard Rock, sendo os destaques atualmente para King Bird e Hard:On e hoje estamos aqui para falar da última citada, o furacão Hard:On.

A produção do álbum é impressionante, julgando por cada segundo que é minuciosamente produzido e pensado. Um vocal rasgado como o Hard Rock exige, refrões pegados e instrumental muito bem definido. As guitarras parecem sempre estarem em fúria, um baixo massacrante com a bateria sempre em sintonia e com boas viradas e variações. Tudo se encaixa perfeitamente, esse grupo nasceu para fazer música juntos, talvez esse seja o segredo.

Sempre cito que a primeira música é a que tem a maior responsabilidade dentro de um disco, seja ele um álbum ou um simples EP, pois é ele que alimentará sua vontade de continuar a audição ou não. "We're Not Going Home Tonight" é a faixa que abre os trabalhos e tem a tal responsabilidade e acreditando que a banda pensou nisso, criou uma introdução para a música de ficar boquiaberto, este que vos escreve tira o chapéu para tal canção assim como todas aqui apresentadas.

Um disco que facilmente pode ser confundido com uma sonoridade gringa, dando toda a vontade de ouvir e nunca mais parar, é um trabalho para se ouvir em todos os momentos, seja no churrasco em família ou no carro em uma viagem aonde você procura a trilha sonora perfeita para o final de semana. Dificilmente você não entrará em êxtase ouvindo, a viagem é longa, portanto coloque um fone e boa viagem para a dimensão da boa música.


Links de acesso:
https://www.facebook.com/hardonmusic/

Tracklist:
1. We’re not going home tonight
2. Pole dance
3. Jungle girl
4. Devil inside
5. Are you afraid of the dark?
6. Adrenaline
7. Liv it up (The festival song)
8. Here I am
9. Between the weed’n’whiskey

Formação:
HRIS HOFF (Lead vocals)
ALEX HOFF (Guitars and vocals)
HP ELLIOT (Guitars and vocals)
RICARDO BOLÅO (Bass and vocals)
DANIEL GOHN (Drums)




5 de fevereiro de 2017

Resenha - Banda: Sodom - Álbum: Decision Day (2016 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Uma das instituições do Thrash/Death Metal mundial mais injustiçadas da história, pois de fato nunca se venderam as tendências mercadológicas e seguiram fieis ao seu som. Esse é o trio alemão Sodom, que nos brindam com seu 15° disco de estúdio, “Decision Day”.

Que traz a banda ainda mais afiada, com Angelripper a frente com seus vocais característicos (agora voltando aos rasgados clássicos do começo de carreira), e o timbre perturbador de baixo, aliado a usina de riffs de Bernemman, que traz um belo trabalho também nos solos e as ótimas linhas de bateria de Makka, que se mostra mais à vontade nesse segundo lançamento com o grupo.

Nesses últimos anos o Sodom investiu em algumas melodias em sua sonoridade, e aqui não seria diferente, trazendo melodias mais soturnas, mas que caíram como uma luva para a sonoridade, que em nada perde a sua agressividade latente, mas somando ao seu crescimento musical.

 A produção novamente ficou por conta do produtor Cornelius Rambadt, que traz um som mais esmerado e polido, claro que a sujeira do estilo está ali, mas mais dosada e mais limpa. A arte gráfica feita pelo artista Joe Petagno é de uma beleza incrível, sendo toda pintada a mão e rica em detalhes, ainda mais tendo a bolachinha em um belo Digipack para aprecia-la.

O Sodom mantém sua linha de ótimos lançamentos e traz em “Decision Day” não só um dos melhores lançamentos de Thrash de 2016, mas sim um disco com todos os elementos que os consagraram! Grande trabalho!


Links de acesso:

Tracklist:
1. In Retribution
2. Rolling Thunder
3. Decision Day
4. Caligula
5. Who is God?
6. Strange Lost World
7. Vaginal Born Evil
8. Belligerence
9. Blood Lions
10. Sacred Warpath
11. Refused to Die

Formação:
Tom Angelripper - Vocais, baixo
Bernemann - Guitarras
Makka - Bateria

4 de fevereiro de 2017

Entrevista - Banda - Animal House: "É justamente por não se discutir política que estamos atolados na merda."

Entrevista por: Renato Sanson


Se manter ativo no underground brasileiro nunca foi uma tarefa fácil. Ainda mais quando se trabalha em grupo, onde os conflitos de ideias surgem e trazem certas rusgas que em muitas vezes são desnecessárias. Não seria diferente com a banda paranaense Animal House, que após lançar seu Debut First Blood (2012) que trouxe toda sua sonoridade experimental e fora dos padrões à tona, foi com o EP Limbo (2015) que os paranaenses solidificaram sua musicalidade. Porém uma maré de problemas pareceu rondar a banda após este ótimo momento, e o vocalista (e único remanescente) Mutle¥ Animal comenta estes pesares: 

Infelizmente a história se repete. Falta de profissionalismo parece ser um fantasma da Animal House. Os mesmos músicos saíram novamente pelos mesmo problemas que das vezes anteriores. Eu sei bem que sou uma pessoa difícil de trabalhar, mas isso é reflexo da paixão e da importância que a música tem na minha vida. Corpo mole não tem vez, quando o bicho pega, os covardes abandonam o barco. Sempre foi assim e sempre será. Em todas as áreas. Eu sigo em frente. Sempre focado e correndo atrás dos objetivos. 


Com esses reflexos negativos e com a banda dando um tempo, Mutle¥ decidiu sair do país (se mudando para a Argentina), mas não pensa em sessar as atividades da Animal House. 

Já estou fora do Brasil há alguns meses. E o plano era lançar ao menos duas músicas inéditas antes de ter saído. Mas a falta de compromisso e profissionalismo das pessoas com quem me envolvi na música arruinaram esse plano. Todos estamos sujeitos a coisas que acontecem alheios à nossa vontade. Mas saliento existe com certeza TODA a possibilidade de a Animal House retomar as atividades daqui algum tempo. A banda só vai parar quando eu decidir que pare. E não é hora ainda. Mas pelo presente momento, estou focado na minha carreira. Para quem não sabe, sou Chef de cozinha, e estou aproveitando muito esse momento fora do país para crescer como profissional. Em realidade, estou no melhor momento da minha carreira, e por agora, minhas energias estão focadas nisso. Mas sim, a Animal House VAI voltar. Sempre voltamos. A "cena" PRESCISA de bandas como a Animal House. 


Os reflexos políticos também foram uma das coisas que pesaram para Mutle¥ deixar o Brasil, e salienta o quanto é importante discutirmos nossa situação política atual: 

Todo mundo tem a mania de dizer que política não se discute. É justamente por não se discutir política que estamos atolados na merda. Política interfere diretamente nas nossas vidas, mais do que a tal da "cena" ou essas estúpidas brigas de ego entre bandas. Claro que existe separação da sua vida pessoal e das suas opiniões políticas, mas fica difícil não separar quando você vê alguém defendendo o governo mais corrupto da história do mundo, como os brasilienses do Violator fazem por exemplo. 


E ressalta o quanto nosso governo atual o prejudicou assim como milhares de brasileiros: 

Eu estou entre os 11 milhões que perderam seus empregos por conta direta da hoje ex-presidente Dilma. Fora que, o governo brasileiro por anos financiou governos assassinos e autoritários como Venezuela, Cuba, Congo... 

E também comenta sobre alguns artistas que de certa forma apoiaram/apoiam o governo brasileiro anterior: 

Uma coisa é você fazer músicas sobre violência, monstros, mortes canibalismo (o que diga-se de passagem, já encheu o saco, por isso não escrevo músicas com essas temáticas, o metal precisa de uma renovação intelectual artística), outra coisa é você subir num palco e enaltecer governos que fazem isso na vida real. Bandas como Violator, Rage Against The Machine, o tal do Tico Sta Cruz e outras, perderam a noção de realidade e ficção. 


Voltando ao reflexo underground Mutle¥ nos fala sua visão sobre nosso cenário que em termos de público, shows e produtores anda bem enfraquecido. 

Eu já disse isso outras vezes, TODOS tem sua parcela de culpa. Produtores picaretas, bandas medíocres e repetitivas, público prostituído com gosto engessado e uma mídia mercenária que não entende nada daquilo que se propôs a fazer. A Animal House nunca recebeu o prestígio merecido, e isso se deve ao fato de que eu nunca aceitei lamber as botas de ninguém. De nenhum produtor, de nenhuma banda "maior", de nenhuma mídia ou fazer música na medida que o público quer. Justamente por isso que digo que a cena precisa de bandas como a Animal House. Bandas autênticas e honestas consigo mesmas. Que fogem de clichês. E salienta: Pena que, como disse antes, a tal da "mídia especializada" entende tanto da parte técnica de música quanto uma formiga entende de construir uma nave espacial. E estando fora do Brasil há alguns meses, tendo que batalhar como nunca antes na vida, sendo um estrangeiro em uma terra onde não conheço nada nem ninguém, me deu uma nova visão sobre tudo isso. E percebi, agora olhando de fora, como são fúteis e infantis essas briguinhas de ego entre bandas, público e mídias.


Acesse e conheça mais a banda:


Twitter - @animal_house1



Baixe o Debut "First Blood": http://bit.ly/XNQ7sw




2 de fevereiro de 2017

Resenha - Banda: Sabaton - Álbum: The Last Stand (2016 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Mantendo a linha dos dois últimos lançamentos “The Last Sand” chega para afirmar todo o sucesso que o Sabaton vem obtendo nesses últimos anos, onde se aproxima cada vez mais (a passos mais que largos) do mainstream.

A banda mantém seu Power Metal épico e pesado, mas aqui menos veloz e com andamentos mais melodiosos e cadenciados, que deixaram sua sonoridade mais direta, mas não menos imponente e pomposa.

Os arranjos orquestrais estão soberbos, assim como os teclados, que sempre figuram em sua sonoridade, mas com bastante bom gosto, aqui neste trabalho mais aparente, mas não excedendo os limites do que a banda pede. Os riffs soam mais simples e objetivos, com solos técnicos, mas não exagerados, assim como a cozinha que transborda peso e dá o equilíbrio necessário a sonoridade, para Joakim brilhar com suas linhas vocais diferenciadas com seu timbre mais agressivo e com grande interpretação.

E claro, o contexto histórico em suas letras estão ali, desta vez trazendo uma história diferente em cada faixa, mostrando todo seu conhecimento literário ao lado do Heavy Metal.

A produção sonora feita pelo lendário Peter Tägtgren deixa latente doa musicalidade dos suecos, soando primorosa e grandiosa. Assim como a arte gráfica e seu layout, em um trabalho fantástico dos artistas Péter Sallai e Chris Rörland, que expressaram muito bem o que encontraríamos no álbum tanto na capa como na parte interna do encarte.

A versão nacional trazida pela Shinigami Records ainda traz de bônus dois covers “All Guns Blazing” (Judas Priest) e “Camouflage” (Stan Ridgway) além de um DVD com um excelente show em Nantes na França, mostrando todo o poderio do Sabaton ao vivo.

“The Last Sand” confirma todo o sucesso atual do Sabaton e os coloca como um dos grandes nomes da atualidade.


Links de acesso:

Formação:
Joakim Brodén - Vocais
Pär Sundström - Baixo
Thobbe Englund - Guitarras
Chris Rörland - Guitarras
Hannes Van Dahl - Bateria

Tracklist:
1. Sparta
2. Last Dying Breath
3. Blood of Bannockburn
4. Diary of an Unknown Soldier
5. The Lost Battalion
6. Rorke's Drift
7. The Last Stand
8. Hill 3234
9. Shiroyama
10. Winged Hussars
11. The Last Battle
12. All Guns Blazing (Judas Priest cover)
13. Camouflage (Stan Ridgway cover)

DVD – Live In Nantes, France 2016
1. The March to War   
2. Ghost Division   
3. Far from the Fame   
4. Uprising   
5. Midway   
6. Gott Mit Uns   
7. Resist and Bite   
8. Wolfpack   
9. Dominium Maris Baltici   
10. Carolus Rex   
11. Swedish Pagans   
12. Soldier of 3 Armies   
13. Attero Dominatus   
14. The Art of War   
15. Wind of Change   
16. To Hell and Back   
17. Night Witches   
18. Primo Victoria   
19. Metal Crüe

28 de janeiro de 2017

Resenha - Banda: Marillion - Álbum: FEAR (F*** Everyone and Run) (2016 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


A introspectividade sonora e complexidade lírica que os britânicos do Marillion emanam do seu 18° disco de estúdio é impressionante, trazendo uma carga emocional fortíssima, com um lado melancólico latente.

Mostrando que diversidade sonora e novos rumos fazem parte dessa trajetória magnifica em nome do Rock Progressivo, sempre soando diferenciados e atual, não caindo em mesmices ou tendências mercadológicas.

Pode-se dizer que “FEAR (F*** Everyone and Run)” é uma bela e instigante viagem, trazendo ao seu todo 17 faixas divididos em três partes, fazendo você se sentir parte de cada momento melódico e simples que trazem, em abordagens hora acústicas, hora com certas distorções, mas tudo dosado com o selo de qualidade do Marillion.

“FEAR” impressiona e atesta o quanto são geniais, e trazem uma certa agressividade não pelo lado musical em si, mas pelas letras (que abordam temas variados como amor, politica, medo e etc) que são os destaques absolutos do trabalho e que se entrelaçam perfeitamente ao instrumental variado e belíssimo.

Não é preciso dizer que a produção sonora é do mais alto nível mesclando o lado sofisticado com suavidade e clareza. Um disco atemporal e não apenas mais um em sua consistente discografia.


Links de acesso:

Track List:
01. El Dorado: I. Long-Shadowed Sun
02. El Dorado: II. The Gold
03. El Dorado: III. Demolished Lives
04. El Dorado: IV. F E A R
05. El Dorado: V. The Grandchildren of Apes
06. Living in F E A R
07. The Leavers: I. Wake Up in Music
08. The Leavers: II. The Remainers
09. The Leavers: III. Vapour Trails in the Sky
10. The Leavers: IV. The Jumble of Days
11. The Leavers: V. One Tonight
12. White Paper
13. The New Kings: I. Fuck Everyone and Run
14. The New Kings: II. Russia's Locked Doors
15. The New Kings: III. A Scary Sky
16. The New Kings: IV. Why Is Nothing Ever True
17. Tomorrow's New Country

Formação:
Steve Hogarth – Vocal
Steve Rothery – Guitarra/Violão
Pete Trewavas – Ccontrabaixo/Vocal de apoio
Mark Kelly – teclados
Ian Mosley – Bateria


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