25 de agosto de 2016

Resenha - Banda: Deep Purple - Álbum: Long Beach 1976 (2016 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Um registro diferente e que os saudosistas torcem o nariz, mas esquecem da qualidade dessa época, mesmo que muitos não considerem como Deep Pourple por causa da mudança na sonoridade, que abrangeu o lado mais Fusion, mas é inegável que a fase Coverdale/Glenn Hughes é fantástica!

Para brindar está fase que considero uma das melhores do Purple, o até então bootleg “Long Beach 76”, ganha sua devida versão oficial, e chega ao mercado nacional em formato duplo, com seu áudio remasterizado e com bônus.

A formação dessa época já não contava mais com Ritchie Blackmore, e sim com Tommy Bolin e a turnê em questão era do contestado “Come Taste the Band”. Mas uma formação com David Coverdale (vocal), Glenn Hughes (baixo/vocal), Jon Lord (teclado), Ian Paice (bateria) e Tommy (guitarra) ao vivo só poderia soar de uma forma: poderosa!

E é o que temos em “Long Beach 76”, uma banda poderosa e cheia de musicalidade, esbanjando as influências de Funk e Fusion, mas não esquecendo dos grandes clássicos que carregaram a banda até ali.

Como temos dois exímios vocalistas neste registro, é muito bacana ver o feeling de ambos em “Burn” ou “Stormbringer”, assim como as interpretações irreparáveis de “Smoke on the Water” e “Highway Star”.

Aqui os improvisos são menos latentes, e Tommy soa mais swingado que Blackmore, trazendo uma vertente diferente, mas não descaracterizando a sonoridade. E o show em si que foi gravado em Los Angeles no dia 27 de fevereiro daquele ano, traz um Purple mais despojado, mas não irresponsável, mostrando ao mundo o poder de duas grandes vozes e o talento de Tommy na guitarra que gerava grande desconfiança.

Como bônus temos mais quatro músicas ao vivo que não pertencem ao “Long Beach 76”, mas sim ao “Live in Springfield” também de 76. Que não traz um áudio tão bom, mas que prova que a formação do Purple até aquela época também era mágica!

Um registro fundamental na história da banda e que vale sua aquisição.

Compre o disco agora mesmo na Shinigami Records: http://bit.ly/1X83CxH

Formação:
David Coverdale: Vocais
Glenn Hughes: Baixo e Vocais
Tommy Bolin: Guitarras
Jon Lord: Teclados
Ian Paice: Bateria

Tracklist:
CD 01:
01 Intro
02 Burn
03 Lady Luck
04 Getting Tighter
05 Love Child
06 Smoke on the Water/Georgia on my Mind
07 Lazy
08 Homeward Strut
CD 02:
01 This Time Around
02 Owed To G
03 Guitar Solo Tommy Bolin
04 Stormbringer
05 Highway Star
Bonus (“Live in Springfield” 1976)
06 Smoke on the Water/Georgia on my Mind
07 Going Down
08 Highway Star

22 de agosto de 2016

Resenha - Banda: Rossomelite - Álbum: Alchemica (2015)

Resenha por: Renato Sanson
Grade: 8,0


As influencias sonoras sempre são bem-vindas quando feitas de forma inteligente e que agregue a sua sonoridade. Trazendo uma formula não tão nova, mas esbanjando competência, os italianos do Rossometile colocaram no mercado em 2015 seu quarto disco de estúdio, o ótimo “Alchemica”.

A proposta aqui vai além do Metal Sinfônico praticado por nomes como Nightwish ou After Forever. As influencias góticas são bem evidentes, mas também com bons toques de Rock Progressivo, não espere por vocais líricos ou duelos entre a “bela e a fera”, aqui o que predomina são as ótimas melodias e belas partes sinfônicas, mas que não soam exageradas, os teclados são bem dosados e não engolem os ótimos riffs.

A bela voz de Marialisa é um dos destaques, soando em tom normal e em alguns momentos mais lírica, mas nada exagerado. Em outras palavras a sonoridade remete mais para um Sirenia ou Tristania, mas sem o vocal masculino.

As estruturas das composições são bem variadas, e transitam de forma compacta por partes acústicas até momentos mais agressivos. A produção sonora é de alto nível e transborda a sonoridade dos italianos sem soar artificial. A parte gráfica criada por Cesare Minucci é simples, porém atraente, que vem em um Digipack luxuoso de três abas, que se completa com o belo encarte.

“Alchemica” mostra consistência e é disparado o melhor álbum do Rossometile até o momento. Onde trazem mais personalidade em uma musicalidade refinada e cheia de energia.


Links de acesso:

Tracklist:
01 Solve
02 Amore nero
03 La Fenice
04 Il lato oscuro (the other side)
05 Le ali del falco
06 Pandora
07 Presenze
08 Candore
09 Nel Solstizio d’inverno parte 1
10 Nel Solstizio d’inverno parte 2
11 Guerriero senza Re
12 Viaggio astrale
13 Alchemica
14 Ripetizione
15 Terrenica
16 Coagula

Formação:
Marialisa Pergolesi (vocal)
Pasquale Pat Murino (baixo)
Rino Balletta (bateria)
Rosario Runes Reina (guitarra)





21 de agosto de 2016

Resenha - Banda: Ancesttral - Álbum: Web of Lies (2016 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Uma das coisas que não consigo entender no underground nacional é a insistência de falarem que a “cena está morta”. Veja bem, em termos de bandas e qualidade está mais viva do que nunca, o que podemos dizer que está se apagando é o público, pois sim, os shows de bandas undergrounds estão cada vez mais vazios.

Mas em termos de bandas de qualidade nossa “cena” vai muito bem, obrigado. E uma das provas dessa qualidade latente é o quarteto paulista Ancesttral, que acaba de lançar no mercado via Shinigami Records seu segundo disco, “Web of Lies”.

O som do Ancesttral transita entre o Thrash e o Heavy Metal tradicional, mas agora com bons toques modernos que não tiraram suas características, mas sim somaram a está máquina sonora.

As guitarras são viciantes, assim como as ótimas linhas vocais, e a abertura com “What Will You Do?” comprova isso, melodias inteligentes e muito bem sacadas com um refrão que gruda logo de cara.

“Massacre” vem mais cadenciada com destaque ao ótimo trabalho da cozinha e os riffs matadores; assim como em “Fight” que mostra o lado mais tradicional com as guitarras e suas melodias viciantes; os andamentos são variados e não permeiam pela velocidade, mas a abrasiva “Nice Day to Die” se destaca e traz um Ancesttral mais visceral.

A ótima produção do álbum também contribuiu bastante, já que casou perfeitamente com a sonoridade, onde completa cada espaço. Méritos do produtor Paulo Anhaia, mais conhecido por trabalhar com bandas fora do Heavy Metal e também ganhador de quatro Grammys Latino.

Amadurecimento e um poder sonoro de cair o queixo, esse é o Ancesttral que veio para cravar de vez o seu nome no Metal nacional! Certamente um dos melhores lançamentos do ano.


Links de acesso:

Formação:
Alexandre Grunheidt - Vocais, guitarras
Leonardo Brito - Guitarras
Renato Canonico - Baixo
Denis Grunheidt – Bateria

Tracklist:
1. What Will You Do?
2. Massacre
3. Threat to Society
4. You Should be Dead
5. Fight
6. Nice Day to Die
7. Pathetic Little Liars
8. Subhuman
9. Web of Lies
10. Fire
11. What Will You Do? (alternate solo version)


11 de agosto de 2016

Resenha - Banda: Rage - Álbum: The Devil Strikes Again (2016 - Shinigami Records/Nuclear Blast)

Resenha por: Maykon Kjellin 
Revisão/edição: Renato Sanson



A Alemanha ainda tem muito a nos apresentar, quando o quesito é Heavy Metal. O power trio alemão do Rage, banda existente a mais de trinta anos, tendo seu frontman Peavy Wagner, como o único membro remanescente e com uma longa lista de ex-integrantes, para ser mais exato são treze músicos que já passaram pelo Rage.

Não estamos falando de qualquer álbum, estamos falando de "The Devil Strikes Again" o vigésimo segundo álbum, este que chega em formato duplo (o segundo disco conta com alguns covers e mais três composições próprias) total de setenta e três minutos de bom Metal. Nítido a influência de Motorhead, já desde o principio por ter um vocalista que ao mesmo tempo toca contra-baixo e após ouvir os vocais fortes e as boas pegadas groovadas do instrumento dão a certeza, é uma banda "da escola" do lendário Lemmy Kilmister.

As músicas tem um desenvolvimento brilhante e inteligente, conseguem atingir um auge que poucos conseguem, principalmente em seus anti-refrões, aonde conseguem fazer uma chamada fantástica para dar ênfase ao refrão. Os bons solos de guitarra arrepiam e o timbre da bateria junto da sua linha muito bem encaixada, dão o peso necessário para um Heavy Metal clássico e puro, aonde pouquíssimos álbuns ultimamente tem explorado, já que muitos artistas não seguem mais um determinado padrão de composição, mas não para o Rage, de certa forma da para se imaginar como este disco foi planejado, acertando meros detalhes que aparentariam ser dispensáveis, mas não para Peavy Wagner e companhia.

Temos um álbum repleto de boas surpresas, vocais fortes lembrando certas vezes a boa banda de Speed Rock, The Carburators e claro, Motorhead. Certamente é um disco que entrará para a minha playlist e apresentarei a muitos, sonoridade madura, super bem planejada, técnica e harmônica, pode se dizer que Peavy Wagner tirou boas lições do álbum "Trapped" lançado em 1992, aonde a banda misturou Heavy Metal com música clássica, gravando o mesmo na República Tcheca, tendo apoio de uma orquestra local, pois em alguns solos e alguns versos, lembram uma pegada mais clássica com o adicional de um vocal, certamente mais "lírico".

De qualquer forma, vale o play. Álbum que ninguém se arrependerá de ouvir e adquirir o trabalho físico deste, pois é uma banda sensacional o qual voltarei a pesquisar mais afundo, pois acaba de me encantar novamente, que disco meus amigos, sensacional.

Ah tempo de mencionar o disco bônus, que traz mais três composições próprias (que mostram grande qualidade e que nada perdem para as apresentadas no disco principal) e três covers ("Slave to the Grind" do Skid Row, "Bravado" do Rush e "Open Fire" do Y T), que soam bem interessantes em versões com a boa e velha cara do Rage.


Links de acesso:



Formação:
Peter “Peavy” Wagner (vocais e baixo)
Marcos Rodriguez (guitarra)
Vassilios Maniatopoulos (bateria)

Tracklist:

CD 01:

01. The Devil Strikes Again
02. My Way
03. Back On Track
04. The Final Curtain
05. War
06. Ocean Full Of Tears
07. Deaf, Dumb And Blind
08. Spirits Of The Night
09. Times Of Darkness
10. The Dark Side Of The Sun

CD 02:

01. Bring Me Down
02. Requiem
03. Into The Fire
04. Slave to The Grind
05. Bravado
06. Open Fire

10 de agosto de 2016

Resenha - Banda: Death Angel - Álbum: The Evil Divide (2016 - Shinigami Records/Nuclear Blast)

Resenha por: Renato Sanson


De todas as bandas de Thrash Metal que voltaram a ativa nos últimos 15 anos, o Death Angel em minha opinião é a que mais representa qualidade e ferocidade em seu som, pois se colocarmos em uma linha do tempo desde 2004 (que foi quando retornaram com o álbum “The Art of Dying”), o que temos é uma banda em pleno crescimento e trazendo novos elementos ao seu Thrash Metal técnico.

Mas elementos esses que só somaram e moldaram a nova cara do Death Angel. Eis que em 2016 os americanos nos brindam com o poderoso “The Evil Divide" (o 8° da carreira, e o 5° desde sua volta), que traz toda característica sonora, aliado a elementos modernos que caíram muito bem a banda.

Seria injusto não citar a máquina de riffs Rob Cavestany que continua impecável, mostrando uma criatividade absurda, pois consegue trazer riffs mortíferos com outros mais pegajosos, transbordando muita melodia e agressividade. E claro o monstro Mark Osegueda, com linhas vocais inspiradíssimas, que além de soarem agressivas mostram ótimas melodias, estando de fato com sua voz em seu auge, sendo aqueles poucos vocais de Thrash que realmente cantam.

As composições são calcadas no Thrash Metal a lá Death Angel, solos extremamente bem elaborados, chuva de riffs complexos, belas melodias, cozinha forte e técnica e refrões grudentos. Trazendo uma atmosfera atual e cheia de vida. Que graças a produção de Jason Suecof (que também participou do disco na faixa “Cause for Alarm” fazendo o seu solo) isso tudo transborda de forma coesa e clara, mas sem exageros, tudo dosado milimetricamente.

Cito como destaques: “The Moth” (agressiva e instigante, com destaque as guitarras); “Lost” (a faixa mais introspectiva do álbum, soando bem acessível com uma melodia simples e viciante. Lembrando em alguns momentos “Only” do Anthrax); “Hatred United/United Hate” (que fica entre a velocidade e momentos mais cadenciados, que também conta com a participação de Andreas Kisser do Sepultura); “Father of Lies” (pesada, cadenciada e visceral).

“The Evil Divide” é para mim o melhor disco de Thrash Metal de 2016, assim como um dos melhores do Death Angel! Corra atrás do seu, pois a diversão é garantida.


Links de acesso:

Tracklist:
1. The Moth
2. Cause for Alarm
3. Lost
4. Father of Lies
5. Hell to Pay
6. It Can't Be This
7. Hatred United/United Hate
8. Breakaway
9. The Electric Cell
10. Let the Pieces Fall
11. Wasteland (cover The Mission)

Formação:
Mark Osegueda - Vocais
Rob Cavestany - Guitarras
Ted Aguilar - Guitarras
Damien Sisson - Baixo
Will Carroll - Bateria  

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