30 de outubro de 2014

Resenha - Banda: Grimriot - Álbum: Under Red Stars (2014)

Resenha por: Renato Sanson


Seguindo uma linha bem moderna os gaúchos do Grimriot mostram muita autenticidade em seu primeiro debut, “Under Red Stars” que chega ao mercado via o selo inglês Raptors Music.

O som da banda é um Metalcore caprichado, porém extremamente moderno e atual, não se limitando a rótulos e fazendo um som agressivo, melódico e acessível.

As guitarras certamente são o carro chefe do disco, riffs potentes com solos bem elaborados e técnicos dão a energia necessária, assim como as linhas vocais que transitam entre o rasgado e o limpo em uma boa alternância.

A bolachinha também conta com algumas participações, em “Bring It On” temos o vocalista Thiago Masseti (Daydream XI) e o guitarrista Renato Osório (Hibria), em uma faixa muito caprichada e com arranjos riquíssimos.

Já em “Heart Of Darkness” quem aparece é o guitarrista Marcelo Pereira (Daydream XI) em uma composição mais direta que esbanja feeling.

Outro ponto de destaque é a produção do trabalho que soa viva e bem na cara, com os timbres espumando vitalidade.

Enfim, uma excelente banda que se aventura pelo lado mais moderno em busca de sua própria sonoridade. Com certeza atingirão isso logo, logo. 

29 de outubro de 2014

Resenha - Banda: Dune Hill - Álbum: White Sand (2014)

Resenha por: Renato Sanson


Dando sequencia ao seu trabalho iniciado em 2011, os pernambucanos do Dune Hill lançaram neste ano seu novo disco, que vem para mostrar seu amadurecimento musical com seu Hard/Heavy Metal de primeira.

Em “White Sand” o Hard Rock predomina com ótimas melodias e composições bem acessíveis, mas o Heavy Metal também aparece, pois os riffs são ganchudos e pesados, assim como o baixo-bateria.

As linhas vocais de Leonardo Trevas são ótimas, com seu timbre marcante e boas variações, não deixando o trabalho monótono, assim como os solos de guitarra que soam inspirados e belos.

A produção do disco é fantástica, feita por Leó D (Mundo Live S.A. e Nação Zumbi) que soube explorar muito bem o lado melodioso do grupo, e também deixando os instrumentos muito bem dosados e equilibrados. A arte da bolacha feita por Rodrigo Bastos Didier é de extremo bom gosto, tons acinzentados com uma capa mais retro, lembrando a safra do Hard Rock noventista.

O som do Dune Hill segue uma linha tênue e homogênea, com músicas fortes e marcantes como em “Big Bang” e “Seize the Day” ou o lado mais romântico e cheio de melodias em “Revolution 2” e “White Sand (Part II)”.

Não deixe de conferir, pois a banda esbanja vitalidade, criatividade e muito bom gosto, certamente esse play ficará por semanas em seu som. 

Resenha - Banda: Lords of Aesir - Álbum: Dream for Eternity (2014 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Música clássica, sinfônica e Heavy Metal, não é uma combinação nova, mas que deu muito certo, sendo até mesmo saturado por diversas bandas. Porém sempre a um sopro de vida ao meio de tanta saturação, e os curitibanos do Lords of Aesir trazem esse sopro com “Dream of Eternity”.

Não temos nada de inovador, mas um som cheio de feeling  energia, que se entrelaça muito bem com os clichês do estilo. As linhas vocais de Karol são belíssimas, assim como os riffs de guitarra que soam bem postados e os teclados que não soam exagerados.

A produção do trabalho feita por Aldo Carmine no Anubis Studio soa pulsante, deixando todos instrumentos em sintonia com as orquestrações e prezando pelo peso, o que deu uma boa dinâmica ao disco.

O que chama atenção é a estrutura das composições e a grande influencia de música clássica que aliado a técnica da banda soa revigorado, trazendo bons elementos a um estilo tão batido.


Certamente vale sua aquisição assim como varias audições, pois mostram muita personalidade sendo uma das revelações de 2014.  

28 de outubro de 2014

Resenha - Banda: Chute No Rim - Álbum: Peste Virtual (2014)

Resenha por: Renato Sanson


Se você é fã de Punk/HC/Crossover tem a obrigação de ouvir o disco de estréia dos gaúchos da Chute No Rim, que acabaram de lançar o violentíssimo “Peste Virtual”.

Letras em português do mais alto cunho social, mais parecendo um soco na cara dos hipócritas e um míssil no plenário, sem papas na língua mostrando de fato o que vivemos no nosso querido “Brasil sil sil”.

São oito faixas e um pouco mais de 28min de pura insanidade e violência, soando rápido, agressivo e letal a ouvidos não iniciados. A produção do disco está ótima, todos instrumentos bem audíveis e com o peso necessário.

O trio formado por Guilherme Rios (bateria), Pedro Godoy (baixo) e Marlon Róidia (guitarra/vocal) despeja raiva e caos em sua sonoridade, as vocalizações são vomitadas em um protesto de nojo a humanidade, assim como os riffs que cortam tudo pela frente, já a cozinha parece uma bomba relógio que não se intimida ao explodir a todo instante.

Basta ouvir “Terra Santa”, “O Homem Destrói o Mundo”, “Sr. Furtado”, “Peste Virtual”... E sentir o poder destes maníacos que não estão para brincadeira. Destaco também a bela capa e contracapa do álbum que merece uma olhada bem atenta, pois mostra nossa verdadeira realidade.

Como o disco “Brasil” do RDP, vão se passar vinte anos e “Peste Virtual” continuará atual e mortifero.

Finalizo com o dizer da contracapa “Cuidado, Você Está Sendo Observado.”





Resenha - Banda: OldBoy - EP: Songs From My Sadness (2013)

Resenha por: Renato Sanson


Um trabalho diferente que mostra que a distorção nem sempre é preciso, aliando Violões e Bandolins a uma sonoridade melancólica que transita entre o Folk e o Country. Esse é o OldBoy do músico Belmílson Santos (baixista das bandas Hate For Revenge e Poseidon).

Um som ameno e belo é isso que temos no EP “Songs From My Sadness”, que mostra que o Rock N’ Roll em si pode soar pulsante sem distorções ou músicas velozes.

Um trabalho mais pessoal, mas que mostra um apuro musical de alto nível, assim como a produção, que soa muito bem postada com uma clareza fantástica, dando ainda mais força as composições. A arte do EP também mostra a que viagem entraremos ao ouvir essa maravilha, mais um belo trabalho do artista João Duarte.

Musicalmente um som mais acústico com leves toques de distorção, e com uma carga emocional altíssima, assim como o clima sombrio e melancólico. “Feel Alone” abre os trabalhos mais enérgica com um belo envolvimento e muito bem compassada; já “Can't You See” soa mais complexa porém bela e dinâmica; “Forever and Ever” é instrumental, mas muito bem arranjada com violões de encher os olhos de lagrima; “Maria” e “One More Day” mostram o lado mais melancólico e denso, ótimas melodias e alguma distorção aqui e ali, sem contar os belos teclados que aparecem.

Um projeto audacioso e muito promissor, agora é torcermos para que ele continue nos brindando com obras belíssimas como “Songs From My Sadness”.

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