29 de janeiro de 2015

Resenha - Banda: Graves of Nosgoth - Álbum: Dr.Fausten und der hollische anleihe (Quarock Records - 2014)

Resenha por: Renato Sanson


“Dr.Fausten (und der hollische anleihe)” segundo álbum da banda italiana Graves of Nosgoth, que trás nada mais nada menos que a famosa história de Fausto, um famoso doutor que fez um pacto com o Diabo para conseguir poder e sucesso.

Em volta de um tema tão rico, não poderíamos ter uma sonoridade simples, mas sim algo extremamente complexo e introspectivo, como a própria história de Fausto. Pois bem, o que o Graves of Nosgoth apresenta é um fantástico Black Metal Sinfônico com influencias de Death e até mesmo de Prog.

Com uma sonoridade complexa e não limitada, o que agrega ainda mais a obra, envolvendo o ouvinte com a história e sua poderosa carga emocional.


“Dr.Fausten (und der hollische anleihe)” é dividido em quarto atos, contando com detalhes a vida de Fausto antes do pacto e pós pacto, e o que chama atenção é o poder emocional que cada ato carrega, fazendo você sentir cada instante do épico apresentado.

Os entrelaces vocais de Van Tammez e Chiara Giordano são excelentes, mesmo que beire o clichê, são extramente bem feitos e dão a tona certa para cada composição, assim como a parte instrumental que soa em perfeita harmonia e sem excessos.

Um disco para se ouvir na íntegra e com encarte em mãos, pois de fato és um trabalho que se completa com a história, tendo uma bela trilha sonora extrema ao fundo.






28 de janeiro de 2015

Resenha - Banda: Eletric Age - EP: Good Times Are Coming (2013)

Resenha por: Sergiomar Menezes
Revisão: Renato Sanson


Rock n’ Roll. Assim podemos definir a sonoridade do grupo paulista ELECTRIC AGE. Com uma sonoridade calcada no que se fazia nos anos 70/80, ou seja, na melhor época do Rock n’ Roll, o grupo apresenta em seu trabalho de estréia, o EP Good Times Are Coming, seis faixas (na realidade, cinco, pois a primeira, Rise, é uma introdução) contagiantes.

Influências de grandes nomes como Deep Purple (o grupo surgiu em agosto de 2011 como uma banda tributo aos mestres), Led Zeppelin, Black Sabbath, Rainbow, Iron Maiden, Van Halen, entre outros, se fazem presentes no trabalho. Mas em nenhum momento soa como cópia, pois o grupo possui identidade e a deixa bem clara nas faixas executadas.

Após a introdução Rise, a faixa Snake Eater resume bem as características do grupo. Guitarras á frente, teclado bem dosado, bateria e baixo bem costurados e um vocal bem encaixado, mas que por vezes acaba se perdendo em pequenos exageros, mas nada que não possa ser corrigido, pois talento há de sobra. Echoes of Insanity nos remete aos anos 70, com um riff que traz á tona os gigantes citados como influências do grupo. All Night Long, já tem uma cara mais anos 80, principalmente no Hard praticada na década de ouro. A faixa seguinte, Dreamer, talvez seja a que mais lembre o Purple, seja pela cadência imposta ou mesmo pelos teclados, mas o grupo consegue imprimir sua personalidade ao longo da música sem deixar a peteca cair. Good Times Are Coming, Um “rockão” de responsa, rápido, cheio de energia e pegada, encerra o trabalho deixando a sensação que o próximo trabalho da banda será ainda melhor.

Um ponto que pode ser melhorado é o vocal. Não que seja ruim, muito pelo contrário. Mas por vezes há alguns exageros, mas como escrevi antes, nada que não possa ser melhorado.

Uma grande banda que tem tudo pra brilhar no cenário do Rock n’ Roll!


27 de janeiro de 2015

Resenha - Banda: Jugger - Álbum: Born From The Ashes (2014)

Resenha por: Sergiomar Menezes
Revisão: Renato Sasnon


Prog Metal pesado e de qualidade. Assim podemos definir o EP do grupo paulista  JUGGER. Formado por Lucas Povinha (vocal), Rafael Savone (guitarra), Eduardo Covello (baixo), Filipe Hauache (teclados) e Lucas Prado (bateria), a banda demonstra muita técnica e versatilidade no decorrer do trabalho. Sem exageros (muitas vezes a maioria das bandas do estilo acabam cometendo este erro), e mesclando peso, melodia e uma performance inspirada de Lucas, Born From The Ashes serve não apenas como uma introdução da banda no cenário, mas para mostrar que, se seguirem nessa direção, o futuro será promissor.

Rise é uma introdução, que contou com a participação de José Cardillo e serve de preparação para Dark Angel, uma bela música, recheada de riffs e com um grande trabalho de Lucas. Com mudanças de andamento, mas nunca esquecendo do peso, a faixa traz á tona as influências da banda. Nomes como Dream Theater e Symphony X estão entre as influências. Mas em nenhum momento pode se atribuir a banda alguma falta de personalidade. Blessed Garden, com um trabalho muito bem executado nos teclados, também capricha no peso das guitarras, que merecem destaque. Eduardo Covello e Lucas Prado também fazem um grande trabalho, com um perfeito entrosamento, num estilo onde isso é imprescindível. Purgatory, uma faixa mais “tranqüila”, mas que não deixa a qualidade do trabalho cair, pois a melodia e o belo solo fazem com que a música mantenha o alto nível. Nothing At All, encerra o trabalho da mesma forma que se iniciou, pesada e carregada de peso.

A produção, que ficou á cargo da própria banda, mostra que o grupo sabe o que quer e ficou dentro dos padrões de qualidade. Uma grande banda, excelentes músicos e, que sabem que a técnica, sem felling e qualidade, não serve pra nada. Indicado aos fãs de um prog metal pesado, técnico e acima de tudo, bem composto. Que venha o próximo trabalho!

26 de janeiro de 2015

Entrevista - Banda: ETERNAL SEX AND WAR (Itália)

Entrevista por: Renato Sanson
Tradução: Nanda Vidotto

Also available in English



Confira nossa exclusiva com uma das revelações do Metal Extremo italiano, o ETERNAL SEX AND WAR. Entrevistamos o criador e líder Thorshammer (guitarra/vocal) e o baixista Dr FAUSTUS.

Confira agora mesmo:

Heavy And Hell: O ETERNAL SEX AND WAR vem de uma cena Metal onde o som Extremo old school não é tão forte, e vocês nadam na contramão apresentando uma sonoridade influenciada por Mayhem, Venom, Bathory dentre outros. Como foi moldar essa sonoridade?

(Thorshammer): Simplesmente nós queríamos criar um som que pudesse incorporar todas as nossas influências como ouvintes de Metal (Metal na maneira antiga como todos nós conhecemos), e gostaríamos de satisfazer-nos em termos de impacto, humor épico, doenças e violência.

Mesmo estando conscientes de que não inventamos nada novo, encontrar uma maneira de nos expressar nosso “caldeirão sonoro” típico do Metal Extremo sempre foi um dos nossos objetivos. Por exemplo, adotamos as sete cordas nas guitarras para obter um som mais pesado e mais “gordo” nas guitarras; dois tipos diferentes de vozes, para caracterizar tipicamente Death/Thrash e partes do Black Metal; drum grooves que vêm de diferentes tipos de estilos de Metal (de Doom ao Thrash, Black e Death); linhas de baixo que nem sempre seguem a guitarra exatamente para criar uma textura mais profunda dentro das canções; inserimos samplers de filmes para as músicas também.


No entanto, acredito que a cena italiana é muito influenciada pela forma “old school“ de se tocar, na verdade, há (ou houve) bandas como: Presumed Dead, Undead Creep, Sepolcro, Noia, Oath, Gravesite, Barbarian, Abysmal Grief, Epitaph, Crimson Dawn, Blood of Seklusion, Blasphemous Noise Torment, Doomhammer, Heaten Lifecode, Haemophagus, Nuclear Aggressor, Assaltator, Profanal, Loculo, Necro, Valgrind, Khephra, Eroded,  Psychotomy, Esequiem, Marbas, Chelmno, Unctoris, Satanel, e  outros intermináveis nomes e muitas bandas verdadeiras que fizeram o certo para os nossos ouvidos.

(Dr F): Existe mais um monte de bandas como Restos Humanos, Blasphemic Forces, Voids of Vomit, Morbo, Dominhate, Necromutilator, Hateful, Saturnine, Uncreation, Doomraiser, Mephitic, Funest, Fuoco Fatuo, Torment, Ad Nauseam e muitas mais, também dentro dos estilos Brutal Death e Grind

E nós também temos bandas nascidas na “era dourada” como Death SS, Paul Chain, Bulldozer, Schizo, Necromass, Strana Officina, Necrodeath, Mortuary Drape para citar apenas alguns nomes. Se não foram tantas em termos de quantia, eles tiveram um enorme impacto dentro do cenário metálico mundial e nós estamos orgulhosos de ter esses caras tocando antes de nós o som que gostamos, e criando álbuns matadores e crescendo da maneira correta.


HAH: Conte-nos também um pouco da história do ETERNAL SEX AND WAR.

(T): Nós nos estabilizamos durante o final de 2001 como um Duo (Thorshammer nas guitarras e vocais e Gornhar na bateria), nós tivemos um monte de mudanças no line up referentes ao baixo. Em 2007, nosso primeiro álbum “Abuse or be Used”, foi lançado e era distribuído em uma limitada edição e de maneira totalmente independente. Em 2010, nós renovamos o line  up com a entrada de Dr Faustus no baixo. Ai nós gravamos nosso segundo álbum “Negative Monoliths “ em 2013, e foi lançado pela Europa pela Quality Steel Records e na América do Sul Pela Shinigami Records em Novembro de  2014.

HAH: Vocês lançaram neste ano seu segundo disco, “Negative Monoliths” que é de extrema violência sonora, mas com boas influencias de Doom. Como foram essas inserções, foi algo proposital?

(T): Nós não temos medo de misturar riffs e “tempos” do Heavy, Thrash, Death, Grind, Black e Doom Metal, desde que nós sejamos ouvintes de tudo o que o passado do Metal “underground” possa oferecer. Então essas inserções de Doom foram sim procuradas deliberadamente, quando tivemos que desacelerar para o modo "stench-of-the-dead".

 (Dr F): Alguns dos nossos “deuses” tocam rápido. Alguns tocam devagar, mas eu gosto de ambos lados os da moeda. Então usamos diferentes “modos’ para representar nossas idéias musicais e dar para nossas composições diferentes recursos.

Arte de "Negative Monoliths"
HAH: A temática do disco é bem explicita, assim como nas letras, com hinos de ódio e repudio a religiões e dogmas. Como isso é visto na cena italiana, rola muita repressão por parte dos extremistas religiosos?

(T): Com certeza, ser contra dogmas religiosos pertence à nossa experiência pessoal, desde que éramos adolescentes, é natural trazer essa raiva com a gente e colocá-lo em nossa música. Mas, nas letras de ESAW’S há muito mais: a desconfiança na espécie humana, a certeza de um futuro cinzento, a repulsa contra a corrupção e a intolerância, o pensamento livre contra as doutrinas políticas mofadas, a profecia que mostra um próximo inverno nuclear vindo porque a loucura de alguns bastardos produzindo isso pelos meios de contenção de massa.

Além disso, você tem que saber que estamos muito influenciado por visões apocalípticas de grandes diretores de cinema como Margheriti, Lenzi, Mattei e Romero, só para citar alguns.


Com certeza o Metal na Itália foi e ainda é condenado ao ostracismo pelo Vaticano e, geralmente, pela ignorância e do medo de milhões de homens e mulheres. Lembro-me de que o pessoal do Deicide foi forçados a cancelar seu show na Itália anos atrás graças a esta lavagem cerebral desses canalhas italianos.

(Dr F): Eu me lembro de um festival que foi forçado a cancelar próximo à nossa cidade natal, porque o Marduk supostamente iria tocar e a igreja local e seus “fiéis” fizeram toda a pressão possível até que ocorresse o cancelamento. Novo milênio, velha merda.


HAH: “Negative Monoliths” também foi lançado no Brasil, vocês esperavam que o álbum chegasse tão longe?

(T): A colaboração entre a Quality Steel’s e a Shinigami Records fez com que isso fosse possível e nós gostaríamos de agradecer Malte da QRS por acreditar na gente, e isso pra nós é como uma explosão, porque nós certamente somos fanáticos pelo Metal brasileiro e grande parte do nosso som foi “criado” pela admiração das bandas do catálogo da Cogumelo. No nosso início, nós só queríamos fazer um Metal barulhento para nosso desfrute, nós nunca imaginamos que teríamos uma expectativa de um dia nosso trabalho ir tão longe, nós estamos 100 % satisfeitos.

(Dr F): Sim, nos temos que agradecer a Malte da QSR pelo seu maravilhoso trabalho e apoio. Eles assinaram com muitas bandas boas, acessem o website.


HAH: E a receptividade do disco novo, está sendo a esperada?

(T): Atualmente, o Brasil é o mais prodigioso no quesito de elogios nos comentários que recebemos e este é um grande prazer para nós.

Na Europa, parece que existem opiniões discordantes sobre o álbum, alguns gostam, outros não, e é claro que pode depender apenas do fato de que este álbum é orientado para um determinado tipo de ouvinte. No entanto, respeitamos todas as opiniões, mas apenas se a crítica é construtiva e pode fazer a banda crescer melhor. Não podemos tomar como sérios comentários que nem sequer especificam nossas influências.

(Dr F): Esse é apenas o começo, mas muitas pessoas estão animadas sobre o álbum, especialmente aqueles que gostam de uma pegada com cara de lançamentos old school e estão abertos para vários estilos.

Obrigado pelo espaço concedido. Nós estamos sempre muito gratos de sermos entrevistados e falar mais sobre nossos próprios pensamentos sobre o álbum e por trás do trabalho. Nos vemos em breve!


Conheça mais a banda:

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Interview - Band: ETERNAL SEX AND WAR (Italy)

Interview: Renato Sanson

Disponível também em Português


Check out our exclusive with one of the revelations of the Extreme Metal Italian, ETERNAL SEX AND WAR. We interviewed the creator and leader Thorshammer (guitar/vocals) and bassist Dr FAUSTUS.


Check it out now:

Heavy And Hell: The ETERNAL SEX AND WAR comes from a Metal scene where the far sound old school is not as strong, and you swim against the grain presenting a sound influenced by Mayhem, Venom, Bathory among others. As shaping that sound?

(Dr Faustus): Hello Heavy and Hell, thanks for getting in contact with us! We are glad to be here! I let my mate reply to the first one, go!

(Thorshammer): Simply, we wanted to create a sound that could incorporate all our influences as Metal listeners (Metal in the old way we all know it), and would satisfy us in terms of impact, epic mood, disease and violence.

Even if we are aware we haven't invented nothing new, finding a way to express us in the sonic cauldron typical of Extreme Metal has always been one of our goals. For example, we adopted seven strings guitars to get an heavier and fatter guitar sound; two different kind of voices, to typically characterize Death / Thrash parts from Black Metal ones;  drum grooves that come from different kind of metal styles (from Doom to Thrash, Black and Death); basslines that not always follow the guitar exactly to create a deeper texture within the songs; we insert samples from movies into the songs too.




However, I believe that the Italian scene is a lot influenced by the old way to play Metal, in fact there are (or there have been) bands as: Presumed Dead, Undead Creep, Sepolcro, Noia, Oath, Gravesite, Barbarian, Abysmal Grief, Epitaph, Crimson Dawn, Blood of Seklusion, Blasphemous Noise Torment, Doomhammer, Heaten Lifecode, Haemophagus, Nuclear Aggressor, Assaltator, Profanal, Loculo, Necro, Valgrind, Khephra, Eroded,  Psychotomy, Esequiem, Marbas, Chelmno, Unctoris, Satanel, The True Endless and many others that do it right for our ears.

(Dr F): There are a lot of other bands like Restos Humanos, Blasphemic Forces, Voids of Vomit, Morbo, Dominhate, Necromutilator, Hateful, Saturnine, Uncreation, Doomraiser, Mephitic, Funest, Fuoco Fatuo, Torment, Ad Nauseam and much more, also into Brutal Death & Grind styles.

We have also bands that were born in the golden era like Death SS, Paul Chain, Bulldozer, Schizo, Necromass, Strana Officina, Necrodeath, Mortuary Drape to name few of them. Even if they are not so many, they had all a big impact into the worldwide scene and we are proud of having these guys before us to play the music we like, creating killer albums and growing us in the right way!



HAH: Tell us also about the history of ETERNAL SEX AND WAR.

(T): We established toward the end of 2001 as a duo (Thorshammer-Guitars and Vocals and Gornhar-Drums), we had a pair of line up changes at the bass guitar. In 2007,our first self produced album “Abuse or be used” come out and was distributed in a limited edition and DIY way.

In 2010, we have renewed the line up with the introduction of Dr Faustus at the bass guitar and we recorded our second album “Negative Monoliths” in 2013, released in Europe by Quality Steel Records and in South America by Shinigami Records in November 2014.

We did some shows across North Italy with bands like Vulcano, Essenz, Presumed Dead, Nuclear Aggressor and many other good bands from our country.



HAH: You released this year his second album, "Negative Monolith" which is extremely sound violence, but with good influences of Doom. How were these inserts was something deliberate?

(T): We are not afraid to mix riffs and tempos of Heavy, Thrash, Death, Grind, Black and Doom Metal, since we are enthusiast listeners of everything that the past underground of  Metal offers. So these Doom inserts have been searched deliberately, when we have to slow down to “stench-of-the-dead” mood.

(Dr F): Some of our gods play fast, some play slow, but like both sides of the medal. So we use different moods to represent our musical ideas and give to our songwriting different features.

HAH: The disc theme is very explicit, as in the lyrics, with hymns of hate and repudiate the religions and dogmas. As it is seen in the Italian scene, rolls much repression by religious extremists?

(T): For sure, being against religious dogmas belong  to our personal background, since we were teen-agers, it is natural to bring this anger with us and to put it in our music. But in ESAW's lyrics there is a lot more: the mistrust in the human kind, the certainty of a grey future, the disgust against the corruption and the bigotry, the free thought against moldy political doctrines, the prophecy showing a next nuclear winter coming because the madness of few bastards produced by the means of the mass.

Also you  have to know that we are very influenced by apocalyptic visions of great movie directors as Margheriti, Lenzi, Mattei and Romero, just to name a few.



For sure Metal in Italy was and still is ostracized by the Vatican and generally by the ignorance and fear of millions of middle men and women. I remember Deicide were forced to cancel their show in Italy years ago thanks to this brainwashed italian scumbags.

(Dr F): I remember a festival was forced to be canceled near our hometown, because Marduk were supposed to play and the local church and their loyal attendants made enough pressure to make it happen. New millennium, old shit.



HAH: "Negative Monolith" was also released in Brazil, you expected the album come so far?

(T): Quality Steel's collaboration with Shinigami Records made this possible and we want to thank Malte of QRS for believe in us. It's a blast, 'cause for sure we are fanatics of Brazilian Metal and most of the ESAW sound was forged in admiration for the bands in Cogumelo's roster. In our early days, we only want to make noisy Metal for our pleasure, we never ever expected that one day one of our works would go so far: we are 100% satisfied.

(Dr F): Yes, we have to thank Malte at QSR for his amazing work and support! They are signing many good bands, check their website out.


Art "Negative Monoliths"
HAH: And the receptivity of the new album, is being expected?

(T): Currently, Brazil is the most prodigal of compliments in the reviews we recieved and this is a great pleasure for us.

In Europe, it seems that there are discordant opinions about the album, someone like it and someone not, and it is clear that can depend only on the fact that this album is oriented to a certain type of Metal listener. However we respect all the opinions, but only if the criticism is constructive and can make the band grow up better. We can't take reviews that don't even specify our influences seriously, that's for sure.

(Dr F): It’s only the beginning, but many people are enthusiast about the album, especially the ones really into the old releases of Metal and that are opened to many genres.

Thanks for the space you gave us! We are always glad to be interviewed and shoot out our own thoughts about the album and what’s beyond this work.

Cheers & see you next time!


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