21 de outubro de 2017

Resenha - Banda: The Dead Daisies - Álbum: Live & Louder (2017 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Quando uma constelação de músicos se unem para formar uma nova banda muito se especula o que pode sair e se soara como o passado de cada integrante já consagrado. Pois bem, em 2012 quando surgiu o The Dead Daisies sob o comando do guitarrista australiano David Lowy uma gama de músicos conhecidos estava permeando este cast, mas que ainda faltava algo a mais, mesmo apresentando um bom Hard Rock.

Dois anos após o Debut autointitulado (que tinha sido lançado em 2013) o grupo sofria uma mudança significativa em sua formação, com a entrada do vocalista John Corabi (que substituía Jon Stevens) e do guitarrista Doug Aldrich mais conhecido pelos seus trabalhos com Dio e Whitesnake.

Com essas duas lendas adicionadas o The Dead Daisies ganhou mais peso e desenvoltura, trazendo uma sonoridade mais peculiar em volta do Hard Rock despojado que apresentam. E para brindar esse bom momento temos o primeiro ao vivo da banda “Live & Louder”, que traz um bom apanhado dos seus três lançamentos anteriores, mas prevalecendo as composições novas do mais recente lançamento “Make Some Noise” de 2016.

O jeitão setentista das composições estão ali, mas que não soa datado, o que mostra que vão um pouco além do esperado, trazendo boa técnica e ótimas melodias e claro muita energia e feeling, pois mesmo “Live & Louder” tendo uma ótima produção temos aquela áurea “live” que faz a diferença e claro, as ótimas interações com o público do frontman Corabi.

O ao vivo também traz alguns covers que casam perfeitamente com as apresentações intimistas (já que o álbum conta com músicas gravadas em diferentes países) e clássicos como “Fortunate Son” (CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL) e “Join Together” (THE WHO) fazem parte do repertório mesclado aos seus próprios clássicos como: “Mexico”, “Song And A Prayer” e Mainline” por exemplo.

Se você é fã de Hard Rock com toques de Classic não pode deixar de conferir este belo registro do The Dead Daisies, que certamente trará muitas alegrias aos fãs da velha guarda.


Links:

Tracklist:
1. Long Way to Go
2. Mexico
3. Make Some Noise
4. Song and a Prayer
5. Fortunate Son
6. We All Fall Down
7. Lock’N’Load
8. Something I Said
9. Last Time I Saw the Sun
10. Join Together
11. With You and I
12. Band Intros
13. Mainline
14. Helter Skelter
15. American Band
16. Midnight Moses

Formação:
John Corabi - Vocais, violão
David Lowy - Guitarra base
Doug Aldrich - Guitarra solo
Marco Mendonza - Baixo
Brian Tichy - Bateria

18 de outubro de 2017

Resenha - Banda: Hellish War - Álbum: Keep It Hellish (2013)

Resenha por: Renato Sanson


Se em meados de 2001 o Hellish War já impressionava o mundo com “Defender Of Metal”, o que se poderia esperar do terceiro álbum do grupo, “Keep It Hellish”? Já que sabemos que é no terceiro trabalho se a banda racha ou fica.

E no caso do quinteto paulista foi para ficar, pois o que apresentam é o seu Heavy Metal Tradicional característico, estando ainda mais vitaminado e marcante, sem contar que em "Keep It Hellish" apresentam seu novo vocalista Bil Martins, que não deixa a desejar em nenhum aspecto.

Um dos grandes trunfos do Hellish War é como colocar sua sonoridade agressiva com toques melodiosos e grudentos, já que você ouve uma vez e já sai cantarolando tanto os riffs quanto os refrões fortes e imponentes.

Bil mostra muita personalidade e traz linhas vocais agressivas, mas com melodia e um ótimo alcance, mas que não exagera nos agudos preferindo os drives. A cozinha formada por JR e Person é do mais alto nível técnico e ao mesmo tempo pesada e equilibrada. E as guitarras de Vulcano e Job esbanjam elegância e uma chuva de riffs e solos bem construídos, que casam perfeitamente com essa proposta germânica de fazer Heavy Metal.

A produção feita por Ricardo Picoli é encorpada e gordurosa, transbordando peso e com timbres bem colocados, que faz um bom equilíbrio entre a modernidade e a sonoridade mais old school. Em termos gráficos temos um excelente trabalho do artista Zé Burato, com uma capa belíssima e rica em detalhes e com um layout de encarte bem diagramado e atrativo, impossível olhar e não lembrar de alguns trabalhos gráficos do Heavy Metal alemão.

Dez composições divididas em um pouco mais de uma hora de puro Heavy Metal sem frescuras ou preocupações modernosas, aqui é botar a bolacha para rodar e curtir do início ao fim sem pular nenhuma faixa, pois soam empolgantes e viciantes!


Links de acesso:

Tracklist
01. Keep It Hellish
02. The Challenge
03. Reflects on the Blade
04. Fire and Killing
05. Masters of Wreckage
06. Battle at Sea (instrumental)
07. Phantom Ship
08. Scars (Underneath Your Skin)
09. Darkness Ride
10. The Quest

Formação:
Bil Martins - Vocais
Vulcano – Guitarras
Daniel Job – Guitarras, teclados
JR – Baixo

Daniel Person – Bateria

1 de outubro de 2017

Resenha - Banda: Datavenia - Álbum: Welcome to the Underground (2016)

Resenha por: Renato Sanson


Partindo do princípio que técnica não é sinônimo de qualidade e vice-versa, os gaúchos do Datavaneia – mais precisamente da cidade de Frederico Westphalen, interior do RS – mostram em seu Debut (“Welcome to the Underground”), uma dosagem certeira entre técnica apurada, feeling e muita qualidade.

Transformando sua sonoridade em um caldeirão de influencias cativantes e grudentas, fazendo você querer ouvir o álbum por diversas vezes. A modernidade em sua proposta sonora impera, trazendo um som mais na cara com toques de Pantera e Metallica (fase mais atual).

Os riffs são de um bom gosto latente, transbordando energia e solos na medida certa, que se entrelaçam com o peso e agressividade da cozinha, que mantém o bom equilíbrio do trabalho, assim como as excelentes linhas vocais que trazem ótimas melodias.

A produção sonora de “Welcome to the Underground” é de alto nível e bem trabalhada, onde transborda peso e clareza, com ótimos timbres, como notamos na abertura com “Welcome to the Underground” ou na semi-balada “The Last Chance” onde os timbres saltam aos ouvidos e nos trazem o melhor da banda seja nos momentos mais azedos ou mais melodiosos.

Não há muito o que se dizer do Datavenia, uma estreia com o pé direito mostrando grande profissionalismo e personalidade.

Se ainda dúvida ouça sem pensar duas vezes os petardos “Metal God” e “Unprotected” e seja devorado por essa construção sonora moedora de pescoços!


Links de acesso:

Tracklist:
1. Welcome to the Underground
2. Hate to the Bones
3. Metal God
4. Even if It Dies
5. The Last Chance
6. Hot Ginger Woman
7. Bang Your Head
8. Bad Days
9. Rescue Me
10. Unprotected  

Formação:
Guilherme Mello - Vocais, guitarras
Guilherme Argenta - Baixo, vocais
Gabriel Quatrin - Guitarras
Eduardo Pegoraro - Bateria

20 de setembro de 2017

Resenha - Banda: Danzig - Álbum: Black Laden Crown (2017 - Shinigami Records/Nuclear Blast)

Resenha por: Renato Sanson


Confesso que parei de acompanhar a carreira do Danzig no álbum “4” de 1994, pois o que veio dali pra frente foram discos bem fracos e de uma estranheza sonora fora do que o Danzig era capaz de produzir.

Mas em 2017 o vocalista americano trouxe “Black Laden Crown” que não é um resgate a velha forma, mas que comparado aos lançamentos anteriores é certamente o melhor trabalho desde “4”.

O som é bem cru e simples, mas traz aqueles riffs característicos e sombrios de volta, assim como Danzig e sua voz soturna tradicional, que mesmo não estando na melhor forma continua marcante e instigante.

A produção soa bem orgânica e simples, que poderia ser melhor trabalhada, até porque os timbres soam bem old school, mas dão essa nova tônica a esse resgate do que foi perdido.

Aquele Heavy Metal “sabbathico” está mais presente, composições simples, mas inspiradas, que variam entre bons e maus momentos. No mais um bom trabalho que pode recolocar Danzig no caminho de lançamentos com maior qualidade.

Há tempo de mencionar a arte do trabalho estilo HQ que ficou muito legal, além de vir embalada em um bonito Digipack, mas sem nenhuma informação sobre as gravações e a formação que gravou o álbum, até porque neste trabalho muitos músicos participaram, e poderia constar um simples encarte com essas infos.


Links de acesso:


Formação:
Glenn Danzig – lead vocals, piano, rhythm guitar, bass, drums (2, 4, 7)
Tommy Victor – lead guitar, bass
Joey Castillo – drums (3, 8)
Johnny Kelly – drums (1, 5)
Dirk Verbeuren – drums (6)
Karl Rosqvist – drums (9)

Tracklist
01 Black Laden Crown
02 Eyes Ripping Fire
03 Devil On Hwy 9
04 Last Ride
05 The Witching Hour
06 But a Nightmare
07 Skulls & Daisies
08 Blackness Falls
09 Pull the Sun



10 de setembro de 2017

Resenha - Coletânea: Imperative Music XIII (2017)

Resenha por: Renato Sanson


Lançar uma coletânea em formato físico no Brasil já não é uma tarefa fácil, agora imagine isso em formato DVD com duas opções: onde você pode ouvir só o áudio ou assistir os videoclipes em questão.

E a Imperative Music conseguiu essa façanha na 13° edição de sua coletânea, trazendo 32 bandas dos mais variados estilos em um garimpo que durou em torno de seis meses e que chega em nossas um trabalho muito bem feito e diferenciado, pois nessa extensa gama sonora as músicas que constam na versão somente áudio aqui em muitos casos não são as mesmas que constam na opção vídeo, trazendo essa bela ideia que torna o material ainda mais atrativo.

O DVD abre com um dos grandes nomes do Metal Extremo mundial, o Venom, e a instigante “Long Haired Punks”, mas engana-se se os nomes menos conhecidos não se destacam como: os franceses do Sinlust e seu Black Metal atmosférico; o Teska e sua sonoridade mais moderna puxando para o lado dos americanos do Iced Earth; e os brasileiros do Tchandala e seu Heavy Tradicional de primeira.

A masterização da bolacha está bem esmerada e traz pouca diferença entre uma banda ou outra, mantendo um nível de equilíbrio sem descaracterizar os artistas. A parte gráfica é fantástica e soturna, que casa com o poder de fogo da compilação ao apertar o play, méritos para a Obscure Art.

Um material diferenciado e feito com muito capricho e profissionalismo. Mais uma vez, a Imperative Music nos trazendo um grande lançamento.


Links de acesso:

Tracklist:

Músicas:
1. VENOM (UK) - Long Haired Punks
2. BACK TO EDEN (Austrália) - Back to Eden
3. SINLUST (França) - Streams Attraction
4. EXIT (Suíça) - I Scream
5. MY OWN GHOST (Luxemburgo) - Life On Standby
6. TESKA (França) - Dark Side
7. FALL (EUA) - Cinis
8. ELYSIAN GATES (Luxemburgo) - Broken Inside
9. BONECO VOODOO (Brasil) - Eternal Night
10. HARDSTUFF (Brasil) - I Believe (live)
11. THE WILD CHILD (Itália) - Thank’s
12. QUINTA ESSENTIA (EUA) - The Stone as a Key
13. DESOLATION (Índia) - Spasmodic Coitus
14. VULCANO (Brasil) - Daughters of Pagan Rituals
15. CORE DIVIDER (Brasil) - Drown the Lies
16. DYING SUFFOCATION (Brasil) - Tears Falling
17. AMETHYST (Costa Rica) - The Timekeeper
18. ENCHANTRESS (Bélgica) - Mistress of Fire
19. KATHARSIIS (Brasil) - Up The Light
20. SEX PSYCH LOVE (Brasil) - The Ocean
21. SANCTA (Brasil) - Lost Place
22. HOT HELL ROOM (França) - No Perfect Flag
23. FRANCIS LIMA (Brasil) - Weird
24. TCHANDALA (Brazil) - Beyond the Power
25. SNOW I.U. (Suécia) - The Lone Wolf
26. CRUXVAE (EUA) - Dark Times Ahead
27. SOUTH HAMMER (Brasil) - Harley My Motorcycle
28. SxAxT (Japão) - Kill or Be Killed
29. MAVERICK (Brasil) - Upsidown
30. EREBOS (Japão) - Erebos
31. NUMBNESS (Brasil) - Urbanoids
32. SHADY GLIMPSE (Japão) - Zombie Spiral

Vídeos:
1. VENOM (UK) - Long Haired Punks
2. BACK TO EDEN (Austrália) - Temptation
3. SINLUST (França) - Red Priestess
4. EXIT (Suíça) - I Scream
5. MY OWN GHOST (Luxemburgo) - Crystal Ball
6. TESKA (França) - The Outcome
7. FALL (EUA) - Soul Ignition
8. ELYSIAN GATES (Luxemburgo) - Human Infection
9. BONECO VOODOO (Brasil) - Eternal Night
10. HARDSTUFF (Brasil) - I Believe (live)
11. THE WILD CHILD (Itália) - Thank’s
12. QUINTA ESSENTIA (EUA) - The Stone as a Key
13. DARK DESOLATION (Índia) - Spasmodic Coitus
14. VULCANO (Brasil) - The Devil Escaped from Earth
15. CORE DIVIDER (Brasil) - Drown the Lies
16. DYING SUFFOCATION (Brasil) - When I Die
17. AMETHYST (Costa Rica) - The Timekeeper
18. ENCHANTRESS (Bélgica) - Bend Over Backwards
19. KATHARSIIS (Brasil) - Up The Light
20. SEX PSYCH LOVE (Brasil) - Country Boy
21. SANCTA (Brasil) - Lost Place
22. HOT HELL ROOM (França) - Chameleon
23. FRANCIS LIMA (Brasil) - Weird
24. TCHANDALA (Brazil) - Beyond the Power
25. SNOW I.U. (Suécia) - The Lone Wolf
26. CRUXVAE (EUA) - Dark Times Ahead
27. SOUTH HAMMER (Brasil) - Harley My Motorcycle
28. SxAxT (Japão) - Sneak the Snake
29. MAVERICK (Brasil) - Upsidown
30. EREBOS (Japão) - Live at Shinsaibashi Paradigm 216/12/03
31. NUMBNESS (Brasil) - Urbanoids
32. SHADY GLIMPSE (Japão) - Suicidal Gamber



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