25 de fevereiro de 2015

Resenha - Banda: Electric Blues Explosion - Álbum: Strenght To Go On (2014)

Resenha por: Renato Sanson


O Electric Blues Explosion é daquelas bandas que você escuta, escuta e não enjoa um trabalho de alto nível vindo da vertente Blues/Rock.

Natural de Caxias do Sul os gaúchos do EBE lançaram em 2014 seu segundo disco, “Strenght To Go On”, que de fato soa impressionante, viciante e de muito bom gosto.

Basta ouvir as linhas de guitarra de Rodrigo Campagnolo (também vocalista) e ficar encantado, tamanha criatividade e feeling apresentado, melodias bem sacadas e estrutura musical de cair o queixo. Assim como o restante da banda que não fica atrás, linhas de baixo complexas e bem postadas, baterias que mesclam simplicidade com viradas mirabolantes e inteligentes, sem falar nas linhas de teclados que soam discretas, mas essências e com a complexidade necessária do estilo.

As composições em si soam distintas, mas interligadas, com linhas dinâmicas e muito atraentes e de fácil assimilação. Destaques ficam por conta da faixa titulo, “Cowboy Hat”, “Drawned Again”, “Tell Me”, “Back To You”.

Mas as surpresas não acabam por aí, o disco vem embalado em um belíssimo Digipack que acompanha um DVD, que conta com um show completo da banda gravado na Sala de Teatro Professor Valenti Lazzarotto, em Caxias do Sul, onde apresentam composições de seus dois discos.

Com uma bela produção e captação de imagens o DVD não soa cansativo, ainda mais que a cada faixa contem trechos dos músicos explicando o surgimento de cada composição e contando também um pouco da história da banda.

Um registro obrigatório para os amantes do bom e velho Rock N’ Blues, não há o que questionar, mas sim se impressionar com tamanha qualidade.





21 de fevereiro de 2015

Resenha - Banda: Morfolk - Álbum: ...Until the Death (2014)

Resenha por: Renato Sanson


De uma forma brutal e visceral o Morfolk coloca no mercado seu terceiro disco, sob o nome de “...Until the Death”.

São 25 anos de carreira em nome do Death Metal, e pense em brutalidade, pois o que os caras apresentam não é pra qualquer um, é feito por gente que entende do assunto.

Soando ainda mais rápido e agressivo o Morfolk traz nesse novo petardo toda a experiência que carrega nesses anos todos dedicado ao Metal da morte, trazendo um prato cheio aos deathbangers de plantão.

Uma produção cristalina, mas não moderna, soando na medida certa, dando a tona aos riffs cavernosos e pulsantes que saltam aos ouvidos como em “Shadows of Fear” ou “Bloodlust”.

E também pela cozinha extremamente competente formada por Ryan Roskowinski (baixo) e Daniel Sanchez (bateria), que de fato não economizam e transbordam peso e violência, basta ouvir “W.W.W. (World Wide War)” e comprovar.


Mas não poderia deixar de citar o berrador Walter Pitucha, e sua grande performance nas faixas “Desordem” e “Alienação” (sim ambas cantadas em português!), urros e mais urros, assim como a boa enxurrada de riffs criada pela dupla Reinaldo e Roberto.

A parte gráfica do trabalho que ficou a cargo do artista Daniel Sanchez (que também é baterista da banda), transborda toda fúria e destruição sonora que encontraremos ao apertar o play.

Não há duvidas sobre a consolidação do nome do Morfolk entre os grandes destaques do Death Metal nacional. Ouça sem moderação e veja como as bandas nacionais não devem nada para as gringas.



14 de fevereiro de 2015

Resenha - Banda: M:Pire of Evil - Álbum: Crucified In South America (2015 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Formado em 2010 pelas lendas Tony “Demolition Man” Dolan e Jeff Dunn “Mantas”, o M:Pire of Evil nasceu sob a desconfiança de ser uma réplica do Venom. Porém em nenhum momento ambos pensaram em seguir o trabalho feito em sua antiga banda (e porque não desafeto).

A ideia sempre foi manter suas características, porém não parar no tempo e seguir evoluindo, tanto que em 2012 a dupla lançou seu primeiro disco o excelente “Hell to the Holy”, onde de fato fizeram as viúvas do Venom federem.

Com está ótima repercussão Mantas sempre teve o desejo de regravar algumas músicas da segunda fase do Venom (com Demolition Man), mas dando uma tona maior a elas, como se fosse um aperfeiçoamento, não apenas uma regravação.

Então nascia em 2013 o disco “Crucified”, com nove regravações desta segunda fase do Venom e mais duas composições inéditas. E agora em 2015 “Crucified” chega ao Brasil através da Shinigami Records, em uma edição remasterizada e rebatizada de “Crucified In South America”, que traz ainda quatro bônus.

De fato o que temos são nove hinos do final/começo dos anos 90 do Venom, porém com uma pegada ainda maior, e corrigindo certos deslizes da época, deixando as composições com a cara do M:Pire, executando-as com a técnica e vitalidade que a banda apresenta hoje em dia.

Basta ouvir “Temple of Ice”, “Parasite”, “Blackened Are the Priests”, “Carnivorous” ou “Wolverine”, e ver que não são apenas regravações, mas sim com roupagens atuais, deixando-as poderosas e com suas características intactas.

Temos ainda as duas composições inéditas “Demone” (que abre os shows da banda desde sua criação) e “Taking It All”. “Demone” soa mais agressiva, com certos flertes de Death Metal, mas não deixando de lado aquele Thrash/Black característico da dupla, sendo marcante e grudenta. Já “Taking It All” tem elementos do Thrash e Punk, soando mais direta e simples, mas com bastante peso.

Os quatro bônus que saíram com exclusividade nessa versão brasileira foram retirados do EP “Double Jeopardy”, então temos as versões ao vivo para os clássicos absolutos “Die Hard” e “Witching Hour”, e mais duas versões do single “Manitou” (faixa está lançada originalmente pelo Venom em 84), uma versão remix e uma regravação atual.


Não há consolidação para músicos consolidados, apenas dizer que o Rei perde a Coroa, mas não perde a majestade. Esse é o M:Pire of Evil, chegando para mostrar que a dupla Mantas e Demolition tem muito o que mostrar, e de fato confirmando que sim, serão a pedra no sapato de Cronos. 

5 de fevereiro de 2015

Entrevista - Banda: Andsolis (Alemanha)

Entrevista por: Renato Sanson

Available in English



Heavy And Hell: Uma sonoridade diferente e diversificada é isso que vocês nos mostram em “Vigil”. Melodias aliado ao progressivo com letras poéticas. Conte-nos mais sobre a concepção do mesmo.

SimonBem, quando eu estou escrevendo a base da canção, eu sempre começo com um riff ou uma melodia. Então se sinto este riff 'maduro', eu continuo com a próxima parte emocionalmente "lógica", seja outro riff ou uma melodia em cima dela. Às vezes é engraçado, muitas vezes eu posso ouvir o riff em minha cabeça, ou elementos dele, antes que eu seja capaz de reproduzi-lo musicalmente. Então, eu, basicamente, tenho que praticar minhas próprias partes antes que eu as toque. Talvez seja assim que todo mundo faça isso, eu não sei. Eu continuo com este processo até que eu ache que a música esteja muito boa. Talvez eu adicione mais um pouco aqui e ali, para dar-lhe uma outra misturada ou dimensão de vez em quando. Este processo leva algum tempo para cada música, então você não pode dizer que eu sou o escritor mais rápido ;) Eu disse recentemente em uma outra  entrevista que, para mim, as músicas não são totalmente progressivas  - eles são bastante familiares. Eu adoraria ouvir o álbum a partir da perspectiva de um ouvinte somente... Falando das letras - o álbum tem a motivação básica de "perda", seja a perda de um ente querido ou a perda da sanidade, daí o título "Vigil". Tentei conceituar histórias em torno destes motivos e encontrei a aplicação. Da linguagem do Romantismo Inglês mais adequado para o mesmo.


Leia nossa resenha AQUI
HAH: Sobre as letras, quais inspirações buscam e qual mensagem querem passar?

SimonAlém desses motivos, as letras também apresentam uma “forte aparência naturalista” que muitas vezes servem como um meio para abrir um caminho para a esperança e resolução de conflitos. Seja ela a liberdade, a paz, a humildade - ou morte. Assim, nestas letras, há muitas vezes uma luz no final do túnel, embora o próprio túnel possa ser por vezes, muito sombrio.

HAH: “Vigil” soa sutil e ríspido ao mesmo tempo, assim como artístico também, com ótimas linhas vocais e com teclados belíssimos. Quais são as influencias da banda?

SimonPrimeiro de tudo - muito obrigado pelas suas amáveis palavras. Eu realmente gostei de ter ouvido isso, nossas influências vão desde a cena de Death Metal Melódico de Gotemburgo (EUCHARIST, DARK TRANQUILLITY, GATES OF ISHTAR), passa por bandas mais ecléticas como DISILLUSION, OPETH, ENSLAVED, EXTOL) e o Power – Prog Metal de bandas como PSYCHOTIC WALTZ ou FATES WARNING. Nós também temos influências de Folk e Ambient Music.




HAH: E o que acham do disco de vocês chegar até o Brasil? O Andsolis tem algum conhecimento da cena brasileira de música pesada?

SimonSentimos que a cooperação com nossos parceiros brasileiros da SHINIGAMI tem sido absolutamente muito boa até agora, e as primeiras reações do Brasil tem sido definitivamente mais do que incrível. Estamos humildemente agradecidos. Bem na medida em que a cena do Metal brasileiro partiu – todos nos sabemos sobre o Sepultura. Obviamente (aliás, “Beneath The Remains” acaba sendo meu álbum favorito, obra matadora), eu também sou um grande fã do antigo Angra – “Holy Land” é uma “masterpiece”. Eu tenho a impressão de que a cena no Brasil tem muita “alma”, e isso é muito vívido e idealista, falo das quais eu pude observar com maior “proximidade”. Nos provavelmente, gostaríamos de fazer  algumas tours no Brasil para conhecermos mais das bandas do seu underground. Eu realmente espero que essa oportunidade se abra para nós no futuro.




HAH: Qual o significado do nome da banda?

SimonO nome remonta a uma frase ou um termo na língua nórdica antiga, "andsoelis", que basicamente significa "em oposição ao sol". Foi usado durante atos espirituais ou para descrever a origem dos fenômenos sobrenaturais. Eu realmente gostei, a única coisa que eu fiz é riscar a letra "e". O logotipo do curso foi criado pela incrível e imortal Sr. Christophe Szpajdel.




HAH: Como está sendo a aceitação de “Vigil” perante a mídia especializada e fãs?

SimonA reação tem sido bastante positiva até agora, os primeiros comentários foram bons para esmagadora  maioria (o que foi um pouco assustador no começo). Você vê, viemos a criar "Vigil" em isolamento quase completo, e nós intencionalmente ficamos sob pressão até acabar o trabalho. Então, nós realmente não sabíamos o que esperar, como ele seria recebido na cena Metal. Naturalmente, também recebemos reviews negativos para de alguns medíocres, e atualmente o álbum parece polarizar mídia e os fãs. Mas, dado o fato de que nós viemos do nada e que este tipo de música não está muito na moda, estamos mais do que felizes.


Conheça mais a banda:




Interview - Band: Andsolis (Germany)

Interview: Renato Sanson

Leia também em Português


Heavy And Hell: A different and diverse sound is what you show us in "Vigil". Melodies coupled with progressive with poetic lyrics. Tell us more about the design of it.

Simon: Well, when scribbling the basic song, I always start out with a riff or a melody. One this riff feels ‘ripe’, I continue with the next emotionally ‘logical’ part, be it another riff or a melody on top of it. Sometimes it’s funny, I often can hear the riff in my head, or elements of it, before I am able to play it. So I basically have to practice my own parts before I am able to play them. Maybe that’s how everyone does it, I don’t know. I continue with this process until I think the song is fine. Maybe I add little elements here and there to give it another twist or dimension once in a while. This process takes quite some time for each song, so you cannot say I am the quickest writer. ;) I recently said in another interview that for me, the songs don’t feel progressive at all – they are rather familiar. I’d love to listen to the album from a pure listener’s perspective … Talking the lyrics – this album has the basic motive of “loss”, be it the loss of a loved one or the loss of sanity, hence the title “Vigil”. I tried to conceptualize stories around these motifs and found the language of English Romanticism most suitable for this effort.

HAH: About the letters, which seek inspirations and what message they want to spend?

Simon: In addition to these motifs, the lyrics also bear a strong naturalistic imagery which often serves as a vehicle to open a pathway towards hope and resolution of conflict. Be it freedom, peace, humility – or death. So in these lyrics, there is often a light at the end of the tunnel, although the tunnel itself might be at times very gloomy.


HAH: "Vigil" sounds subtle and harsh at the same time, as well as artistic as well, with great vocal lines and beautiful keyboards. What are the influences of the band?

Simon: First of all – THANK you very very much for your kind words. I really appreciate that, Our influences range from the Gothenburg Melodic Death Metal Scene (EUCHARIST, DARK TRANQUILLITY, GATES OF ISHTAR), to more eclectic bands like DISILLUSION, OPETH, EXTOL or ENSLAVED, to Power / Prog Metal bands like PSYCHOTIC WALTZ or FATES WARNING. We also have some Ambient and Folk influences.


HAH: And what do you think you get the disk to Brazil? The Andsolis have some knowledge of the brazilian scene of heavy music?

Simon: We feel the cooperation with our Brazilian partners SHINIGAMI has been absolutely great so far, and the first reactions from Brazil have definitely been more than awesome. We are really humbled. Well, as far as the Brazilian metal scene goes – we all know SEPULTURA, of course (“Beneath the Remains” being my fave album, KILLER piece of music), I also am a huge fan of (early) ANGRA – “Holy Land” is a masterpiece. I have the impression that the scene in Brazil has a lot of soul, that it is very vivid and idealistic, which is something I can closely relate to. We probably would have to play a couple of gigs in Brazil to get to know the more underground bands in your country. I really hope that such an opportunity will open for us in the future.

HAH: What does the band name?

Simon: The name goes back to a phrase or term in the Old Norse language, “andsoelis”, which basically means “in opposition to the sun”. It was used during spiritual acts or to describe the origin of supernatural phenomena. I really liked it, the only thing I did is cross out the letter “e”. The logo of course was created by the amazing and immortal Mr. Christophe Szpajdel.


How is the acceptance of "Vigil" the specialized media and fans?

Simon: The reaction has been quite positive so far, the first few reviews were good to overwhelming (which was a bit frightening in the beginning). You see, we have been creating “Vigil” in almost complete isolation, and we intentionally stayed under the radar until it was finished. So we did not really know what to expect, how it would be received in the metal scene. Of course, there also have been negative to mediocre reviews, and presently the album seems to polarize media and fans. But given the fact that we came out of nowhere and that this kind of music is not very trendy, we are more than happy. 




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