4 de dezembro de 2016

Resenha - Banda: My Dying Bride - Álbum: Feel the Misery (2015 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Falar de uma das bases do Doom Metal mundial é praticamente chover no molhado, e em seu 13° lançamento “Feel the Misery”, os britânicos trazem todos os elementos que moldaram sua sonoridade no decorrer de todos esses anos.

O ar melancólico permeia o álbum, mas a sutileza e refinamento sonoro se fazem presentes, o que deixa a sonoridade mais encorpada e bela, como podemos notar na abertura com “And My Father Left Forever” e todo seu dinamismo sonoro.

Musicalmente estão melhores do que nunca ou melhor falando, nunca tiveram abaixo da média, sempre mantendo a evolução como um de seus diferenciais. Como o retorno dos guturais de Aaron Stainthorpe, que são novamente bem-vindos e que agradara a gregos e troianos.

Um disco inteligente e cheio de variações, com diversos momentos sombrios e melodiosos onde as interpretações individuais se destacam. Não há do que reclamar, mas sim apreciar a obra como um todo.

Links de acesso:
http://www.mydyingbride.net/

Tracklist:
1. And My Father Left Forever
2. To Shiver in Empty Halls
3. A Cold New Curse
4. Feel the Misery
5. A Thorn of Wisdom
6. I Celebrate Your Skin
7. I Almost Loved You
8. Within a Sleeping Forest

Formação:
Aaron Stainthorpe - Vocais
Calvin Robertshaw - Guitarras
Andrew Craighan - Guitarras
Lena Abé - Baixo
Shaun Macgowan - Teclados, violino

22 de novembro de 2016

Resenha - Banda: Atomic Factory - Álbum: Living Dead Groove (2016)

Resenha por: Uillian Vargas
Rate: 06/10


Em um universo paralelo, no ano de nosso senhor de 2054, todos os ritmos pesados se misturam. Se fosse uma viagem, a rota estabelecida não seria fácil de entender: Pega a via do Metal Industrial e na primeira saída à direita entra no Splatter, vai até o fim e entra no Gore. Quando chegar ao Thrash, pega a saída para o Eletronic Funk e tudo vira um único ritmo embalado pelos sintetizadores eletrônicos. Pois bem, estamos no final de 2016 e a grande constatação é que, o futuro chegou: Atomic Factory é a grande prova disso!

Foi através da Sliptrick Records que a banda lançou o seu Debut, batizado de “Living Dead Groove”. Pra quem curte novidades e experimentações musicais (e aqui cabe o que a imaginação conseguir transportar para a realidade) o disco será um prato cheio. Dentre todas as categorizações passíveis de encaixar a banda, o estilo fluente é o “DJENT” (mas certamente o grupo passeia pelo Instrumental, Progressivo, Metalcore, Post Metal e Alternativo tranquilamente).

“Breakfast w/Zombies” abre o disco com a dignidade de trilha sonora para a série “The Walking Dead”, mais de 3 minutos de tensão audível. Um pouco pelo peso presente na música, outra parcela atribuída aos samplers e break downs, intencionalmente “nervosos”.  Além da criatividade impressionante dos músicos da banda, o disco conta com várias participações especiais de renome, a exemplo da faixa “S.O.S.” que traz o baixista Dino Fiorenza. Dino já tocou com Edu Falaschi em sua tour solo (Fev. 2016) e também esteve ao lado de – ninguém mais, ninguém menos - Y. Malmsteen.  A faixa número dez revive o grunge, mas com nova roupagem. Trata-se de uma versão de “Smell like teen Spirit” (Nirvana), porém como se tivesse sido composta pelo Optimus Prime (líder dos autobots).

Como mencionado anteriormente, o disco é recheado de participações especiais e a faixa “End Of Abomination” também traz um convidado especial: Jeff Hughell (atual Six Feet Under e Reciprocal). Fabiano Andreacchio and The Atomic Factory não nos trouxeram um disco, mas sim uma pista de decolagem. Aos amantes do instrumental Industrial/Groove, muito cuidado, pois é bem provável que o álbum fará a sua imaginação voar longe! Não é um projeto fácil de referenciar, pois existem muitos elementos distintos unidos sob o mesmo abrigo sonoro, mas poderia arriscar que existe uma influência perceptível de Kraftwerk, nesta obra. Ainda que o trabalho seja rico em surpresas, preste atenção nas linhas de baixos, pois com ajuda da tecnologia, a técnica musical de Fabiano Andreacchio nas cordas, parece espancar os ouvidos, tamanha agressividade.

Ainda que um disco recheado de muita técnica, sonoridade e profissionalismo de sobra, não é algo fácil de digerir na primeira escutada. Para quem já curte o estilo não será complicado, porém aos amantes da música feita pela velha escola (amantes dos valvulados), sugiro que nem tentem, pois aqui o foco é a tecnologia e o futuro que está por vir. Mas confesso que é uma bela oportunidade de mesclar Metal e tecnologia (“Black Mirror” está aí para mostrar que cada vez mais a tecnologia irá bater a nossa porta, com mais força).

Conecta aos links da banda e fica por dentro das novidades especiais que o grupo pode proporcionar!

Tracklist:
01 – Breakfast W/Zombies
02 – I’m Not Dead…Iet
03 – Corpses’ Hill
04 – Splatterhead /Feat. Gabriels
05 – S.O.S / Dino Fiorenza
06 – Hypocrisy
07 – Gangrene /Feat. Brian Maillard
08 –  X-Cape /Feat. Francesco Dall “O”
09 – End Of The Abomination
10 – Smell like a Corpse / Nirvana Cover
11 – Creept Groove / Feat. G. Tomassucci
13 – Hypocrisy – Feat. Francesco Zeta remix
14 - Corpses’ Hill – Smoke Dj remix
15 - End Of The Abomination / Acoustic

LINE-UP
Fabiano Andreacchio- Baixo e Vocal
Mikahel Shen Raiden- Guitarra e  Backing Vocal
Nicola De Micheli- Bateria


20 de novembro de 2016

Resenha - Banda: Panzer - Álbum: Resistance (2016 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Como a Fênix que ressurge das cinzas, temos o Panzer ressurgindo novamente e ainda mais forte. Após uma nova reformulação no line up que trouxe os excelentes Sergio Ogres (vocal) e Fabiano Menon (baixo), a banda segue em frente o seu caminho e nos brinda com seu 4° disco de estúdio, o diversificado “Resistance”.

Aqui temos a veia Stoner mais latente que o Thrash Metal, onde as diversificações se destacam, não se prendendo a um único estilo. O que caiu muito bem ao Panzer, já que Sergio traz linhas agressivas, mas com melodias e intercalações com vocais limpos, que podem causar certa estranheza no começo, mas que ouvidas com atenção se encaixam perfeitamente a proposta da banda.

As composições estão mais refinadas, não menos pesadas, mas soam mais maduras e trabalhadas, não tendo a velocidade como fonte principal, onde as influências de Black Sabbath, Metallica e Pantera ficam mais latentes.

O que quero dizer é: soa diferente, mas é o Panzer, basta ouvir um acorde e você já sabe que é a banda. E essas mudanças que na verdade são acréscimos a sua rica sonoridade só trouxeram benefícios.

A produção sonora soa limpa e muito bem lapidada, mostrando essa nova “cara” do Panzer. Em termos gráficos a arte traz o nome da banda forjado no aço e ferro, mostrando que resistem e estão nessa para ficar.

Resumindo, temos o Panzer em outro patamar e que só tem a ganhar ainda mais fãs Brasil a fora.

Links de acesso:

Tracklist:
1. 96
2. The Price
3. Impunity
4. No Fear
5. No Scream in Vain
6. Alone
7. Attitude
8. Do It!
9. The Old and the Drugs for the Soul
10. The Resistance
11. You May Not Have Tomorrow
12. Actitud

Formação:
Sérgio Ogres (Vocal)
André Pars (Guitarra)
Fabiano Menon (Baixo)
Edson Graseffi (Bateria)


17 de novembro de 2016

Resenha - Banda: Carnifex - Álbum: Slow Death (2016 - Shinigami Records/Nuclear Blast)

Resenha por: Maykon Kjellin


Tudo na vida tem uma primeira vez, sendo que essa não é a primeira vez que digo isto aqui na Heavy and Hell (rs). Hoje estou ouvindo um gênero no qual até o momento desconhecia, o Deathcore. Fui apresentado ao Carnifex, uma excelente banda californiana de San Diego, que tem todos os elementos precisos para honrar o gênero acima citado. Pelo o que pesquisei a banda já existe a mais de uma década e já tinha trazido bons álbuns anteriormente, como um dos mais elogiados e aclamados, "Dead in My Arms" de 2007.

Hoje temos o recente lançamento do Carnifex, o full álbum "Slow Death". Algo que me chamou a atenção na banda é como suas capas mesmo sendo tão simples, tem o poder de dar um impacto em quem as vê, conseguem alcançar um objetivo tão procurado e com muita facilidade, desde o inicio eu sabia que pela capa, eu ouviria músicas prazerosas e pesadas. A música que mais me chamou a atenção foi a "Dark Heart Ceremony", ela contém uma introdução harmônica a base de teclados e durante a música tem algumas pausas que quebram a música, que soa espetacularmente interessante. 

A bateria é algo que está prestes a estourar, um vulcão a base de tambores, o pedal duplo é muito bem executado e dividido, como por exemplo na faixa auto-intitulada "Slow Death" que tem uma introdução com um solo de bateria assustador. Os vocais são compostos por guturais muito bem pregados e os backing vocals encaixam devidamente em seus lugares, o que é um diferencial. A guitarra segura uma base forte e está muito bem entrosada com o baixo, dando liberdade para o teclado explorar os "vazios" das músicas, criando uma atmosfera sombria. 

Uma jogada de mestre foi quase no final do disco aonde a sétima faixa "Necrotoxic" é porradaria do começo ao fim, com vocais agudos e graves, já a bateria naquela explosão de sempre. E em seguida uma música totalmente fora do contexto do disco, ela chama-se "Life Fades to a Funeral" com dois minutos e dois segundos exatos de calmaria, dedilhados e um ar de suspense, sensacional. 

O Carnifex tem todos os elementos de um Deathcore pesado e de presença, mesmo mesclando temperos das outras vertentes do Heavy Metal. A banda procurou fazer o que queria e seguiu um termo do começo ao fim, conseguiu fazer muitos baterem cabeça e ao mesmo tempo curtir um som pesado. Além de tudo a banda conseguiu surpreender com a faixa instrumental, que eu considero como um bônus track pela diversidade dela e aquele ar de suspense, conseguiram manter o nível da banda e dos discos anteriormente lançados.


Links de acesso:

Tracklist:
1. Dark Heart Ceremony
2. Slow Death
3. Drown Me in Blood
4. Pale Ghost
5. Black Candles Burning
6. Six Feet Closer to Hell
7. Necrotoxic
8. Life Fades to a Funeral
9. Countess of the Crescent Moon
10. Servants to the Horde

Formação:
Scott Lewis - Vocais
Cory Arford - Guitarras
Jordan Lockrey - Guitarras
Fred Calderon - Baixo
Shawn Cameron - Bateria



15 de novembro de 2016

Resenha - Banda: Canilive - EP: Psychosomatic Schizophrenia (2016)

Resenha por: Renato Sanson


A ideia dos cariocas do Canilive não é mudar o Death Metal ou reinventa-lo, mas sim trazer aquela áurea noventista a sua sonoridade, que vem bastante influenciada por nomes como Cannibal Corpse e Aborted.

E em seu primeiro EP “Psychosomatic Schizophrenia” temos a junção dos nomes citados acima, com uma pegada apurada e violenta, com os riffs característicos do estilo, com um baixo-bateria marcando em cima e com vocais urrados e pútridos, beirando a insanidade.

Mas se engana se pensam que o Canilive preza por letras gore ou de mutilações em suas composições, nesse quesito o grupo vai além e traz uma parte lírica inteligente e instigante, como em “The Celebration of Ignorance (With Love From Daddy)” onde retrata uma criança cheia de sonhos em um mundo hipócrita e cheio de fraquezas.

A abertura com “The Posthumous State Of Mind” já mostra a que vieram, velocidade e brutalidade caminhando lado a lado, sem espaço para respirar, em riffs grudentos e passagens mais cadenciadas.

Mantendo-se assim a qualidade do começo ao fim em suas cinco faixas, sem invencionices em um trabalho muito bem produzido.

Death Metal como deve ser feito, sem frescuras e brutal.

Links de acesso:

Tracklist:
1. The Posthumous State Of Mind
2. The March For Excellence
3. The Celebration Of Ignorance
4. Witnessing Your Fall
5. Modification

Formação:
Gustavo Moreira (Vocal)
Raphael Dizus (Guitarra)
Alcindo Neto (Guitarra)
Caio Planinschek (Baixo)

Alberto Armada (Bateria)

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