27 de julho de 2014

Resenha - Banda: Aneurose - Álbum: From Hell (2013)

Resenha por: Renato Sanson


Vindo do famoso “Triangulo Satânico”, o Aneurose chega pra mostrar sua força e para cravar seu nome na cena mineira. Seu debut “From Hell” mostra um Thrash Metal grooveado, poderoso e empolgante, além de boas melodias e toques de modernidade.

A produção do disco não poderia ser nada menos que excelente, já que o produtor de “From Hell” foi o mestre Gus Monsato, que diga-se de passagem fez um trabalho soberbo, deixando o som da banda transbordando vida.


Musicalmente temos aquele Thrash visceral, mas que se destaca pela energia e empolgação que as composições apresentam (não espere por velocidade, mas sim por muito groove e peso), além dos riffs pegajosos e dos vocais urrados bem característicos, sem contar o peso da cozinha.

A trinca inicial do trabalho já mostra o que você pode esperar, “What R U Waiting”, “Game Over” e Hunting Knife” farão seu pescoço saltar fora.

Não deixe de conferir, um belo trabalho de uma banda que tem tudo para marcar seu nome no cenário Thrash Metal.


Conheça mais a banda:





Tracklist:
01 What R U Waiting
02 Game Over
03 Hunting Knife
04 Drink Like a Man
05 Black Widow
06 Train from Hell
07 Square in Flames
08 The Dreamer
09 Fighter
10 Aneurose
11 Spoilled Little Girl (S.L.G.)

Formação:
Wallace Almeida (Vocal)
Sávio Chaves (Guitarra )
Tiago Guglielmelli (Guitarra)
Sthefano Dias (Baixo)
Bruno Lelis (Bateria)


26 de julho de 2014

Resenha - Banda: Semblant - Álbum: Lunar Manifesto (Shinigami Records - 2014)

Resenha por: Renato Sanson


Confesso que não sou fã de Gothic ou Metal Sinfônico, então ao me deparar com o primeiro registro dos curitibanos do Semblant fui surpreendido, pois a banda vai além dos clichês saturados do estilo.

Há de se destacar o peso e agressividade que exala de “Lunar Manifesto” (que chega ao mercado nacional via Shinigami Records), sem contar o clima Dark que soa em muitos momentos aterrorizador.

É perceptível a boa influencia do Occult Rock e Metal Progressivo, que junto à morbidez do trabalho soa magistral e viciante. A produção da bolacha também é de alto nível, com todos instrumentos sintonizados e com as vozes encaixadas no local certo, sem soar a mais ou a menos.

E falando em vozes o que Sérgio e Mizuho apresentam é algo fora de série, uma sintonia abismal e com variações fantásticas que vão do lírico ao gutural sem soar forçado.

As ambientações de teclado também são destaques, pois deixam o clima propicio ao som que se entrelaça com os riffs fortes e pesados, e com o baixo-bateria que esbanjam técnica.

Citar destaques seria injusto, uma obra para se ouvir na íntegra, pois soa empolgante, pesado, melancólico e ao mesmo tempo melodioso, tudo em total harmonia, uma]mescla perfeita do que o verdadeiro Metal Sinfônico apresenta.

Não deixe de conferir, certamente o Semblant se tornará referencia no estilo.


Conheça mais a banda:

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Formação:
Sergio Mazul (Vocal)
Mizuho Lin (Vocal)
Sol Perez (Guitarra)
Juliano Ribeiro (Guitarra)
J Augusto (Teclado)
João Vitor (Baixo)
Welyntom "THOR" Sikora (Bateria)


Tracklist:
01 Incinerate
02 Dark of the Day
03 What Lies Ahead
04 The Shrine
05 Bursting Open
06 Mists Over the Future
07 The Hand That Bleeds
08 Selfish Liar
09 Ode to Rejection
10 The Blind Eye
11 Scarlet Heritage (Legacy of Blood PTIII)

24 de julho de 2014

Entrevista - Banda: In Soulitary (Brasil)

Entrevista por: Renato Sanson



Heavy And Hell: Vocês estão na ativa desde 2002, mas só agora lançaram seu disco de estreia, o excelente “Confinement”. Conte-nos um pouco mais da história da banda até chegar a seu full lenght.

Matthew: Nós começamos na cidade de Ribeirão Pires no ABC sempre fazendo músicas próprias e tocando com amigos próximos que aos poucos tomaram seus próprios caminhos e saíram da banda, mas mantemos contato com eles, pois são nossos amigos e alguns ainda encontramos todo fim de semana! Tocávamos muito aqui na região do ABC, porém sempre no underground, pois não tínhamos a estrutura que temos atualmente. Em 2004 gravamos nossa primeira demo chamada “Mouth of Madness” e a intenção era lançar um álbum completo, o que felizmente não aconteceu naquela época (risos). Precisávamos amadurecer mais como músicos, por isso o lançamento do álbum se deu somente agora. Tivemos também um período de inatividade devido à troca de integrantes, o que atualmente está mais que resolvido e considero esta a formação clássica da banda!

HAH: O Death Metal Melódico ainda não é uma realidade no Brasil, mas ao ouvir “Confinement” vemos que a banda está disposta a marcar seu nome no estilo. Como vocês enxergam esta questão do pouco destaque ao Death Melódico no Brasil?

Elder: Eu particularmente não defino nosso som como Death Melódico, mas sim, temos influências desse estilo. Da formação original sobraram somente eu e o Matt, porém nos primeiros anos da banda tivemos a presença de vários integrantes e como era uma briga para definirmos um estilo acabamos mesclando tudo que cada um gostava para tentar agradar o máximo possível a todos, o que nos deu essa personalidade própria no nosso som. Eu sou muito fã do Metal alemão, especialmente bandas como Rage, Grave Digger, Running Wild e Blind Guardian, e trago isso para nosso som, assim como as influências de cada integrante que passou e que está atualmente na banda. No Brasil esse estilo nunca foi tão popular e creio que nos rotular assim é normal pelo estilo de vocal e por algumas partes de guitarras e bateria que remetem ao mesmo, mas particularmente vejo nossa música como uma mistura de vários estilos com a base do Power Metal.



HAH: Em relação a shows, como está sendo? Pois ainda vivemos um certo recesso quando se fala em bandas undergrounds, pois poucas recebem bons convites.

Elder: Essa questão é realmente difícil. Vejo muitas bandas cover por aí nos bares, pois infelizmente na maioria dos casos elas trazem mais público que bandas de som próprio e os donos de bares querem faturar, então eventos underground ficam mais restritos, embora o bom de bandas de som próprio que vem ocorrendo nos últimos anos tenha fortalecido mais a cena. Temos alguns shows marcados e estamos procurando tocar em todo lugar possível, porém o que precisaria ser feito é um apoio geral de todos, seja das bandas, do público, dos donos de bares, não importa. Falta entendimento de que se nos unirmos todos ganham! Sou bastante otimista e creio que a estrutura na cena underground está melhorando aos poucos e se profissionalizando, porém se nos ajudarmos este processo será bem mais rápido!

HAH: Um dos pontos altos de “Confinement” são as participações especiais, como surgiu está ideia? E teria algum convidado que ficou de fora do disco?

Matthew: A maioria das participações vieram de ideias do Marcel, nosso vocalista, pois queríamos celebrar nossas músicas com nossos amigos e esse foi um modo de termos todos juntos de alguma forma! Acho que cada um gostaria de ter chamado algum outro amigo para participar, porém seria impossível pelos recursos que tínhamos nas gravações e pela disponibilidade de todos.

HAH: Como está sendo na visão de vocês a repercussão do álbum? Está atingindo o que a banda esperava?

Elder: Estamos gostando bastante da repercussão! As resenhas feitas até agora estão evidenciando realmente o que queríamos atingir com nosso som que é ter uma identidade própria e fazer algo diferente do que vem sendo feito por aí. Ainda estamos em plena divulgação e esperamos que continue assim!


Confira nossa resenha aqui.
HAH: Hoje em dia vivemos uma onda virtual assombrosa, que a cada dia tira o espaço dos discos físicos. O que levou vocês lançarem “Confinement” em formato físico? Pois hoje a facilidade de lançar em MP3 é uma realidade.

Elder: Ao meu ver as pessoas ainda compram CDs das bandas que realmente gostam pois elas querem ter o encarte, ver fotos, etc. O CD físico traz uma interação diferente do artista com o fã, diferente do MP3 que é uma ótima ferramenta para levar o som da banda à todos os cantos do mundo instantaneamente. Você não pode realizar uma sessão de autógrafos somente com MP3.

Matthew: O CD físico hoje em dia também funciona como o cartão de visita das bandas. Bandas com CD gravado e prensado são mais bem vistas e respeitadas. Infelizmente isso é uma realidade.

HAH: Vocês acham que a internet afastou o público dos shows? Ou isso se deve a falta de experiência e vivência de alguns produtores?

Matthew: Vejo a questão de termos menos público nos shows de bandas nacionais mais como falta de estrutura das casas de show e bares. Muitos deles não têm a mínima estrutura para uma banda tocar e o som muitas vezes não sai bom, o que faz com que as pessoas se desinteressem em ir aos shows. Creio que aqui no Brasil ainda há a mentalidade do que é nacional não vale tanto quanto o que vem de fora, o que é extremamente errado! Temos muitas bandas boas aqui no Brasil, porém falta mais investimento por parte das casas de shows e experiência dos produtores e menos jeitinho brasileiro nisso tudo, pois muitos se aproveitam para faturar em cima das bandas que acabam sem receber o mínimo para se profissionalizarem. A internet afasta sim fisicamente as pessoas, mas ajuda na divulgação das bandas, o que é ótimo! Basta elas saírem de suas cadeiras e curtir os vários shows que acontecem em nosso país diariamente!



HAH: Para este segundo semestre o que podemos esperar do In Soulitary?

Elder: Queremos divulgar nosso álbum o máximo que der e tocar onde pudermos. Estamos preparando bastante material como clipes, vídeos e outras surpresas que aos poucos vamos liberando para a galera! Estamos também compondo para o próximo álbum e o que temos de material soa bastante promissor. Fiquem ligados na nossa página do Facebook e esperem boas surpresas! Obrigado pela força e SPREAD THE WORD!

Conheça mais a banda:

23 de julho de 2014

Resenha - Banda: Climatic Terra - Álbum: Entity (2013)

Resenha por: Renato Sanson


Vindos da Argentina, o Climatic Terra lançou em 2013 seu segundo disco “Entity”, que mostra uma boa evolução comparado ao antecessor “Earth Pollution” (2011).

Ainda que o som predominante seja o Death Metal Melódico, temos mais influencias de Thrash e com algumas pitadas mais modernas.

O destaque fica por conta das guitarras que esbanjam técnica com riffs e solos bem encaixados e para o novo vocalista James Wright, com linhas rasgadas, mas com boa alternância, dando ótima dinâmica as composições.


A produção sonora está em um bom nível, onde é notável a preocupação em aliar clareza com a sujeira do estilo, que casou muito bem ao material, que transborda energia e agressividade.

Ao total temos onze faixas do mais alto nível metálico, com composições que não soam cansativas ou enjoativas, mas sim variadas, técnicas e emocionantes.

A trinca inicial com “Indignation”, “An Unforgiving God” e “Traffic” mostra claramente o poder de fogo desses argentinos, que mostram muita competência.

Destaco também a faixa que virou o primeiro clipe de “Entity”, “The Socialist”, soando agressiva e com riffs cavalares, e com grande interpretação de James.

Um grande trabalho de uma grande banda que tem tudo para ganhar o mundo.


Conheça mais a banda:




Tracklist:
01 Indignation
02 An Unforgiving God
03 Traffic
04 To Be Heard
05 What Could Have Been
06 My Sanity 
07 The Socialist
08 Blood Walkway
09 We Are Not Dead
10 No Forgiveness
11 End of Darkness

Formação:
James Wright (Vocal)
Ezequiel Catalano (Guitarra)
Federico Rodriguez (Guitarra)
Leonardo Báez (Baixo)
Hernan Martiarena (Bateria)

21 de julho de 2014

Resenha - Banda: DNR - Álbum: DNR (2013)

Resenha por: Renato Sanson


Esmagador. É isso que define o disco de estreia do quarteto paulista DNR, “DNR” (o disco), soa abusivo, violento e com mensagens fortíssimas em suas letras (cantadas em português).

A mistura do Thrash com o Hardcore soa muito bem, pois não a espaço para meio termo, mas sim para tijoladas insanas e poderosas.

A produção do disco ficou a cargo da própria banda que contou com ajuda de Juliano Oliveira (mixagem) e Emiliano Brescacin (masterização). E o que temos é algo no mínimo impressionante, uma produção cristalina, pesada ao extremo e com os arranjos bem na cara, fazendo você sentir toda fúria que o DNR quer mostrar.

A parte gráfica foi feita pelos próprios músicos, soando simples, mas bem acabada, lembrando bastante os trabalhos gráficos de bandas de Hardcore Nova-iorquinas.

Dez faixas e um pouco mais de 27 minutos, é o bastante para lhe jogar contra parede e sentir o peso e raiva do DO NOT RESUSCITATE.

Ouça “Novas Grades”, “Controle Inativo” ou “Ação e Reação” e sinta seu pescoço trucidado, pois são guitarras poderosas, bateria estonteante e linhas vocais que beiram a insanidade, sem contar o baixo que soa como um martelo na cabeça, sendo preciso e bruto.

Uma verdadeira celebração ao moshpit, esse é o DNR chegando para quebrar regras e seu pescoço.



Conheça mais a banda:


Assessoria: Metal Media

Tracklist:
01 Reclame
02 Novas Grades
03 Controle Inativo
04 Atrofiando Mentes
05 Ciclo Da Imundície
06 Lei do Cão
07 Desarmônico
08 Digerindo o Nada
09 Ação e Reação
10 Parasitas

Formação:
Raphael Zavatti (Vocal/Guitarra)
André Muerto (Guitarra)
Zé Cantelli (Baixo)
Thiago "Spa" Zavatti (Bateria)


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