26 de novembro de 2014

Coletânea: Imperative Music Volume VII (2014)

Resenha por: Renato Sanson


Nadando contra maré a Imperative Music lança a sétima edição de sua coletânea, que ganha mais prestigio a cada lançamento. Mesmo tendo um mundo tecnológico avançado onde se consegue praticamente tudo na internet, é inegável a qualidade de compilações e com certeza a Imperative é uma das mais respeitadas.

A gama musical continua alta, bandas de diversos gêneros de todo canto do mundo, assim temos bandas do Brasil, França, Bolívia, Finlândia e etc.

A produção continua ótima, deixando todas as faixas no mesmo nível tornando a audição bem agradável.

São 20 faixas e bandas que vão do Rock N’ Roll ao Black Metal. Adquira, ouça e apoie, pois essa iniciativa é mais do que louvável e já está no sétimo volume! 

25 de novembro de 2014

Resenha - Banda: Entherror - Demo: Terror That Never Ends (2010)

Resenha por: Renato Sanson


Quatro composições e o estopim do mais puro e primitivo Black Metal, foi isso que os gaúchos do Entherror conseguem passar no seu primeiro e único lançamento, a Demo “Terror That Never Ends”.

Naturais de São Borja (interior do RS), o Entherror lançou em 2010 sua Demo, que tem como ideia não soar inovador e muito menos acessível, mas sim som Extremo feito por quem entende para os que gostam do real Black Metal.

Mesmo com toda essa fúria não espere por um material mal gravado, mas sim por uma Demo com boa qualidade, que soa crua, ríspida e gélida, mas com tudo dosado (podendo melhorar é claro), fazendo o som soar pulsante e cheio de vida.

Destaque para “Hail Rio Grande” a única cantada em português onde exala as histórias sangrentas que o povo rio-grandense se envolveu.

Uma pena a banda ter terminado, pois apresentava um ótimo futuro dentro do Metal negro.  

24 de novembro de 2014

Resenha: Banda: Marie Dolls - EP: Desires my Fall (2013)

Resenha por: Renato Sanson



Mulheres no Rock/Metal, muitos torcem o nariz, mas azar o seu, pois o que elas fazem dentro da cena sempre agrega qualidade e não seria diferente com a Marie Dolls banda formada só por mulheres, onde lançaram em 2013 seu primeiro EP “Desires my Fall”.

Seu EP apresenta somente quatro faixas, mas de um capricho fantástico, Hard Rock com boas inserções de Heavy Metal (principalmente nas guitarras), e boas melodias vocais que tornam as composições bem atraentes e acessíveis.

A produção do trabalho é muito boa, o que deixa ainda mais evidente o profissionalismo desse quinteto.

Ouça sem medo, e surpreenda-se com está bela banda.   

21 de novembro de 2014

Entrevista - Banda: Pile of Corpses (SP)

Entrevista por: Renato Sanson


Sarcasmo, irreverência e Metal Extremo. Uma combinação explosiva e polemica, esse é o Pile of Corpses, que chega para incomodar e jogar tudo que há de mais podre na cara da sociedade, mas claro com um certo “humor”, que deixa os fãs mais fieis do estilo com certo “receio”.

Confira nossa entrevista com o baixista da banda Alexandre Chefe, que fala dessa polemica toda em volta do grupo, como de seu disco de estreia "For Sex, for violence, for alcohol", cena nacional e muito mais.

Confira agora mesmo:

Heavy And Hell: O POC soa bem polemico, “incomodando” até mesmo o fã mais cascudo. Como surgiu a idéia de soar instigante e sarcástico ao mesmo tempo?

R. Da forma mais natural possível. No começo da banda não tínhamos ainda a nossa personalidade sonora e lírica formada e daí compomos musicas brutais e até de crítica social como muitas bandas de thrash e death fazem. Mas quem nos conhece sabe que somos caras que curtem beber e falar besteira então fazer música sobre algo diferente disso para nós seria forçar a barra, afinal tocamos porque gostamos de tocar, logo vamos falar do que gostamos e isso sempre envolve o que está ali no título deste último álbum.

HAH: Vocês lançaram recentemente "For Sex, for violence, for alcohol" sendo que o disco é dividido em duas partes, “Extreme Masturbation” e “Extreme Violence”, conte-nos mais sobre este conceito?

R. Chegamos a pensar em fazer um álbum apenas com músicas que envolviam o tema sexo. Mas pensamos melhor e achamos que seria besteira jogar as demais composições, que não tinham essa temática, fora dessa gravação... Daí veio à ideia de promover a divisão, até lembrando os tempos antigos de LP (lado A e lado B). Assim jogamos toda a putaria no começo e toda a brutalidade no final.

HAH: As letras de "For Sex, for violence, for alcohol" certamente é um dos pontos altos do álbum, um misto de sarcasmo e realidade social. Como funciona o modo de composição da banda?

R. Normalmente as letras partem de uma história real que ouvimos por aí e que damos uma brutalizada e polemizada (risos) como a história da Hymen Collector que foi baseada numa história de adolescente de um moleque que descabaçou uma garota e depois nunca mais ligou pra ela... A menina furiosa o chamou de “colecionador de himens”. Quando ouvimos essa história pensamos imediatamente em fazer algo com esse título dado ao sujeito (risos).

Recentemente o tema pornográfico tem nos inspirado mais – não sei por que já que não somos mais adolescentes que passam metade do dia no banheiro (risos) – e felizmente essa escolha tem gerado grande polêmica até de forma surpreendente, sinceramente achei que o público underground e de sons mais pesados não ligasse tanto para questões ligadas a sexo, mas não é o que temos percebido!

Leia nossa resenha AQUI
HAH: E referente a shows, como o público tem recebido o POC ao vivo?

R. Muito bem, felizmente nunca tivemos nenhum problema ao vivo, apesar do nosso perfil ser mais sarcástico e não aquele visual sério e tal. Nunca tivemos nenhum problema de receptividade por parte dos bangers, o que é muito bom, pois não gostaríamos e não mudaríamos nossa forma de ser para agradar alguém, isso não seria honesto da nossa parte e eu acredito que o underground não aceita poses e afins. Por isso mantemos nossa pegada tanto nas composições como ao vivo, queremos estar ali da forma que somos e não querendo ser algo diferente.

HAH: Uma curiosidade, qual a origem do nome Piles of Corpses?

R. O nome foi criado quando eu era moleque e ficava vendo filmes de guerra e sempre depois das batalhas ficavam aquelas pilhas de corpos apodrecendo... Na época achei que era uma imagem bastante brutal para o objetivo do som da banda.


HAH: O underground nacional tem revelado grandes bandas, desta nova safra quais vocês citariam como destaque?

R. Cara isso é foda, pois vou acabar esquecendo varias, mas vamos lá: Das mais clássicas posso citar Oligarquia, Vulcano, MDK, Morfolk e Chaoslace. Das que conheci mais recentemente citaria valores como o Tumbero de Cambuí, Hellmotz de Campo Grande, Imminent Attack, Warsickness, Chaos Synopsis dentre outras excelentes bandas. Felizmente temos bons talentos no underground hoje em dia, só falta esse povinho do cover parar de babar ovo pra cópia que conhecerá grandes valores dentro de casa!

HAH: A sonoridade do POC transita entre o Death e o Grindcore, com algumas pitadas de Thrash. Três estilos distintos, mas de extrema violência sonora. Isto foi proposital ou aconteceu acidentalmente?

R. Totalmente proposital. Vem muito das bandas que nos influencia também, mas a ideia principal quando compomos um som novo é que ela dê vontade de você abrir uma roda, quebrar tudo, tem que ser violenta e esses três estilos, principalmente quando misturados, dão essa pegada. No início chegamos a usar algumas coisas de Black Metal, mas no final não encaixava muito com o que queremos.


HAH: Para 2015 o que podemos esperar de vocês?

R. Queremos continuar na estrada, ir para cidades no Brasil que ainda não tocamos como as regiões sul e norte, nordeste, reforçar ainda mais a divulgação do POC. Também estamos com contatos para alguns países vizinhos, mas o foco de 2015 é total em shows. Temos ainda a ideia de fazer um vídeo clip, mas estamos avaliando a viabilidade quanto ao custo...

HAH: E para finalizar gostaria que falassem das influencias da banda e o que acham do assunto “bandas que pagam para tocar”.

R. Gostamos e ouvimos varias bandas, estávamos há alguns dias atrás indo tocar em Santos com o grande Vulcano e colocamos o som do carro do batera no Random... Foi de Mayhem a Alice in Chains (risos). Mas se formos citar não o que ouvimos, mas os sons que usamos como influência real pra compor ai não irá fugir muito dos grandes nomes do thrash e death metal como Cannibal, Deicide, Slayer, Kreator, etc...

Quanto a “bandas que pagam para tocar”, esse assunto é bem comentando no underground, né? Eu curtia quando era só um moleque ingênuo começando a ouvir metal e achava que a banda que tava lá abrindo pra gringa fodona estava lá por merecimento, por ter um som legal, se empenhar e etc... Pagar pra tocar é uma grande merda, a banda acaba aceitando por ser uma forma de mostrar o som pra grande massa que só vai ver os gringos, mas essa maioria que vai nos shows dos gringos não vai em underground e dessa forma acredito ser um investimento que não vale a pena. Prefiro investir essa grana numa melhor divulgação, gravação e afins. Existe também aquela modalidade de pagar indiretamente, vendendo ingressos, que acho ainda mais irreal... Se for pra vender ingressos viro organizador de evento e não músico (risos).


Conheça mais a banda:





Resenha - Banda: Higher - Álbum: Higher (2014)

Resenha por: Renato Sanson


Formado por músicos vindos do Jazz o Higher surge como uma boa aposta no Heavy Metal Tradicional, se muitos pensaram que teríamos algo mais voltado pra técnica e individualismo musical se enganou, pois em “Higher” temos um disco cheio de feeling e poderoso.

Com algumas quebras de tempo aqui e ali, o disco de estreia mostra muita competência, seja pelas guitarras gordurosas que esbanjam boas melodias ou pelo baixo-bateria que soa consistente e equilibrado. As linhas vocais também se destacam, com boas variações e um bom timbre, deixando as faixas bem características.

A produção gráfica é belíssima, feita por Carlos Fides, que soube transparecer o que a banda quis passar, além de um ar mais moderno que a bela capa carrega. A produção sonora feita por Gustavo Scaranelo está em um bom nível, mas que poderia soar menos seca e menos aguda, mas nada que não possa ser resolvido em um próximo lançamento.


Uma grata revelação que tem tudo para emplacar no cenário. Não deixe de conferir, pois aqui você encontrará Heavy Metal sem frescuras e empolgante.

Share

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More