18 de maio de 2015

Resenha - Banda: Rebeligion - Álbum: Existence Imperfect (2014)

Resenha por: Sergiomar Menezes
Revisão: Renato Sanson


Complexo. Estranho. Diferente. Ousado. São alguns dos adjetivos com os quais podemos definir o trabalho do grupo REBELIGION (nome genial!). Apostando em uma grande mistura de estilos (há passagens de Heavy Tradicional, Thrash, Prog Metal e Gothic), o trabalho se torna uma faca de dois gumes. Ou agradará totalmente ao ouvinte ou será severamente rejeitado.

Formado por Rodrigo Canoas, responsável pelas guitarras, composição, letras, arranjos e produção (além de multi-instrumentista) e Nuno Miguel responsável pelo vocal e também pela composição, arranjos e letras, o grupo tem qualidade técnica, pois durante a execução do play, pode-se se perceber isso. Afinal, pra fazer essa “mistura” só quem conhece o que está fazendo.

O problema é que o trabalho soa, como dito lá no início, estranho. As composições se mostram pesadas e agressivas, o uso dos teclados é bem encaixado nessa proposta apresentada pela banda. E essa grande variedade acaba por não fazer o CD “engrenar”.

As mudanças constantes de direcionamento dentro da mesma música por vezes deixam a sensação de que a composição acabou se perdendo durante a execução. A produção também é um ponto que deixou a desejar. Por vezes, a mistura de estilos parece desencontrada dentro da mesma música.

Um trabalho que exige várias audições pra ser compreendido. Ouça e faça sua avaliação. Talento e técnica a dupla possui. Falta acertar pequenos detalhes.


Links de acesso:

Tracklist:
01 Captain Paul Watson
02 Existence Imperfect
03 Blessed The Dumb
04 Ocea
05 Meu Foda-Se
06 Shadow Of My Past
07 Race Demise
08 Fire To Laws
09 My Blood
10 I’m Back

Formação:
Rodrigo Canoas (Guitarra)
Nuno Miguel (Vocal)



13 de maio de 2015

Cobertura de Show - Marduk: Trazendo o verdadeiro caos a São Leopoldo/RS


Eis que em terras gaúchas aportou um dos ícones do Black Metal: MARDUK. Em mais uma produção da Makbo, que tem se notabilizado por trazer shows gringos (e apoiado bandas locais, também), desta feita os responsáveis pelo baile vieram mostrar seu mais recente (e bem recebido) trabalho, Fronstschwein.

A abertura dos trabalhos ficou a cargo das bandas REVOGAR (Esteio) e SYMPHONY DRACONIS (Porto Alegre).

Revogar
Pra quem não conhece, a REVOGAR toca o que podemos convencionar de uma mistura dos estilos mais extremos, resultando numa música extrema, caótica e de peso. O vocalista Wagner Santos impõe um espírito ímpio enquanto vocifera temas de combate à religiosidade alienada, ao passo que o resto da banda desceu o coro sem dó nem piedade. Ainda não tinha visto a banda ao vivo, mas me impressionou bastante à vontade com que tocaram seus sons e desta forma fizeram um ótimo show. Ainda completam a banda: André Cruz (guitarra), Cristiano Fava (bateria – não faz mais parte da banda) e Jéferson Eberle (baixo). Destaco Vale dos Suicidas e Hipocrisia Cristã.

Symphony Draconis
Na sequência veio a SYMPHONY DRACONIS, cujo atraso no início dos shows, inviabilizou um set mais longo. Porém não foi motivo para a banda deixar de mostrar o alto nível que se encontra. Trata-se de uma banda irrepreensível ao vivo, com músicos experientes e que têm, também, uma postura de entrega que empolga a audiência. Ainda divulgando seu debut álbum Supreme Art Of Renunciation (2013), que ainda tem obtido uma grande aceitação, os caras não deixaram um pingo de dúvida de que se tratam de um grande expoente do Black Metal nacional. Como fora dito, embora o exíguo set que tocaram, é impossível não citar o grande som Ain Soph Aur. Parabéns Stiemm Nechard (vocais), Thiernox (guitarra), Aym (guitarra), E. Follmer (baixo) e Helles Vogel (bateria).

Então é chegada a hora dos headliners mostrarem seu poderio, em divulgação ao mais recente cd, Frontschwein, cuja faixa título abriu o set. Porém, devido a um problema no microfone, a atuação de Mortuus ficou comprometida nesta música, fazendo com que o músico deixasse o palco (atitude de certa forma arrogante). Mas o infortúnio foi sanado rapidamente e quando voltou desceu a lenha com o resto da banda.


E para esquentar a galera no início do show, depois de tocarem The Blond Beast, vieram com Slay The Nazarene, causando alvoroço nos presentes. A cada intervalo entre as músicas, uma ‘intro’ ficava tocando e preservando o clima funesto do lugar. Seguiam-se as pedradas com The Levelling Dust, 502 (que outro soco na cara do álbum Panzer Division Marduk), Wartheland (do último mais recente, também), Serpent Sermon e Cloven Hoof; vindo Burn My Coffin que é outra que não pode faltar; Into Utter Madness (Wormwood), Womb of Perishableness (Rom 5:12), e pra fechar de forma blasfema Warschau, The Black e o clássico Panzer Division Marduk, cessando uma apresentação coesa, brutal e profissional.


É claro que a interação da banda com o público é praticamente nula, nem mesmo o vocalista Mortuus se abraçando na bandeira do Brasil foi capaz de mudar algo nesse sentido. Mas enfim, a banda estava ali pra mostrar seu trabalho, e isso fizeram bem. Problemas técnicos acontecem em qualquer lugar, mas mesmo assim, o som do local estava bastante satisfatório (para o Marduk), enquanto para as bandas de abertura poderia ser melhorado. O fato é que o saldo do evento foi altamente positivo, apesar de que poderia ter tido um público maior. 


De qualquer forma, quem prestigiou o show saiu satisfeito, não só pelas bandas, mas pela organização, demonstrando que a Makbo tem condições de proporcionar um bom evento aos headbangers do RS.


Cobertura por: Marcello Gavião Camargo
Fotos: Diogo Nunes
Revisão/edição: Renato Sanson

11 de maio de 2015

Resenha - Banda: Feartone - EP:Vícios (2015)

Resenha por: Renato Sanson


Certamente o Feartone é mais um bom representante do Modern Thrash Metal no Brasil. Influencias que passam pelo Groove e Metalcore, mas com uma pegada ríspida e forte.

Nesse seu primeiro EP “Vícios” temos apenas duas composições, mas que esmeram suas qualidades e mostram que já estão prontos para lançarem um álbum completo.

A produção do disco ficou por conta do mago Adair Daufembach, que deixou o som da banda bem na “cara” e atual, deixando suas influencias em sintonia com a personalidade própria do grupo.


As guitarras são no mínimo empolgantes, assim como a cozinha que esbanja força e técnica, já as linhas vocais transbordam raiva, mas num bom equilíbrio, o que deixa a modernidade mais latente.

Ao dar o play na bolachinha você irá se deparar com duas porradas sonoras “Anônimo” e “Sermão”, sim as letras são em português e trazem uma mensagem forte e instigante.

Se em apenas duas músicas já conseguiram causar torcicolo alheia imagina quando sair o Debut. 

Links de acesso:


Formação:

Roberto Soldera (Vocal)
Fernando Roma (Guitarra)
Pedro Corrêa (Guitarra)
Renan Roma (Baixo)
Lucas Salvador (Bateria)

Tracklist:

01 Anônimo
02 Sermão



5 de maio de 2015

Resenha - Banda: Seu Juvenal - LP: Rock Errado (2015)

Resenha por: Renato Sanson


O que esperar de um disco com o nome de “Rock Errado”? No mínimo curioso, não? Pois bem, esse é o nome do terceiro full lenght dos mineiros do Seu Juvenal, isso mesmo, SEU JUVENAL!

Ficou espantado? Mas acredite o nome anterior da banda era bem, mas bem “pior”, antes chamados de Os Donátilas Rosários, nome esse que os impedia de fazer shows, já que os produtores achavam um tanto estranho.

Porém a mudança para Seu Juvenal rendeu bons frutos, além de estarem consolidando seu som no underground com uma boa mistura de Rock, Punk, Classic Rock e etc.

Em “Rock Errado” todas essas influencias são latentes, assim como a parte lírica cantada em português, com temas desconexos um do outro, mas que se encaixaram com a sonoridade peculiar do grupo.

Um ponto que devemos ressaltar é a boa produção, já que o disco foi gravado em apenas quatro dias e produzido por Ronaldo Gino. Se a intenção era fazer realmente um “Rock errado”, pode se dizer que deu muito certo, pois a sonoridade é crua, mas bem equalizada, o que deixa as composições ainda mais atraentes, e com um belo clima setentista.

E o que deixa esse lançamento ainda mais brilhante, é que o mesmo foi lançado em Vinil, contendo dez músicas, cinco para cada lado da bolacha. Sim a sensação ao colocar no toca discos remete totalmente os anos 70/80, e a sonoridade ajuda em muito a esse clima nostálgico.

Um álbum simples, mas cativante que não soa complexo ou exagerado, apenas Rock tocado a todo volume para a desgraça dos que não gostam. Ouçam certamente não irão se arrepender!


Links de acesso:


Tracklist:

Lado A:
01 Homem Analógico
02 Free Ordinária
03 Antropofagia Disfarçada
04 Asfalto
05 Louva-A-Deus

Lado B:
01 Um Dia De Fúria
02 Rock Errado
03 Moleque Dissonante
04 A Chuva Não Cai
05 Burca

Formação:
Bruno Bastos (Vocal)
Edson Zacca (Guitarra/Violão)
Alexandre Tito (Baixo)
Renato Zaca (Bateria)





27 de abril de 2015

Resenha - Coletânea: Imperative Music Volume VIII (2014)

Resenha por: Renato Sanson


E a Imperative Music chega ao seu oitavo volume, apresentando nada mais nada menos que dezessete bandas do underground mundial. Além de trazer dois nomes consagrados na coletânea, os holandeses do Epica e os americanos do Obituary.

Mas não pense que esses são os únicos destaques, pelo contrário, as bandas que compõem este novo lançamento são de altíssimo nível, que mesmo tendo uma grande diversidade musical, que vai da vertente mais extrema a melódica, o bom equilíbrio também se dá a boa masterização feita no Tower Studio, na França.

Bandas como Killrazer, Fragmenta, Spit, Marenna e etc irão trucidar seu pescoço, apenas alguns exemplos da qualidade impar encontrada.

Mais um grande lançamento que deve ser ouvido de cabo a rabo.

Links de acesso:



Tracklist:

01. Epica – The Essence of Silence (Holanda)
02. Elephant – The Best Worst Rain (Brasil)
03. Obituary – Visions in My Head (EUA)
04. Killrazer – Seven Years (Austrália)
05. Fallen From Skies – Change (Uruguai)
06. Agni Kai – Black Lotus (Macedônia)
07. Guilty As Charged – I’ll Never (Bélgica)
08. Fragmenta – Odimorsus (Austrália)
09. Numbness – LSD-25 (Brasil)
10. Winterhearth – Speak No Evil (Canadá)
11. Spit – Castaway (Brasil)
12. Meltdown – Foolish Soul (Suíça)
13. Seconds To End – Castle (EUA)
14. Marenna – Need to Believe (Brasil)
15. Kingdom Stone – When I Close My Eyes (Brasil)
16. Harry Loisios – Burn Out (Holanda)
17. Shepherd – The Great Scientist (Taiwan)

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