31 de agosto de 2015

Resenha - Banda: Vetor - Álbum: Chaos Before The End (2015 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Um caminho longo, cheio de adversidades e contratempos, podem definir a trajetória do grupo paulista Vetor, que superado tais problemas, enfim coloca no mercado seu primeiro trabalho, “Chaos Before the End”.

A mescla entre o Thrash e Metal Tradicional é latente, o que traz muita agressividade aliado a ótimas melodias, e com um vocalista que foge do senso comum, onde varia suas linhas intensamente.

Outro ponto que podemos destacar é a modernidade que a banda aguça, fazendo o som soar ainda mais encorpado, pois mesmo que sejam dotados de boa técnica, o feeling nunca é demais, o que deixa as composições na medida certa.

Em termos de produção o produtor Aníbal Pontes fez um trabalho soberbo, que ainda contou com a masterização de Fredrik Nordström. E a parte gráfica de Jean Michel também ficou ótima, trazendo um ar mais contemporâneo e agressivo em sua arte, o que deixou o trabalho ainda mais atrativo.

As guitarras assim como as linhas vocais são o destaque do álbum, e faixas como: “Strike Command”, “My Torment” e “Vetor” dão à tona do que você irá encontrar, Heavy Metal denso, pesado e cheio de energia. Um verdadeiro convite ao mosh.

Podemos dizer que “Chaos Before the End” vale cada minuto de sua audição. Demorou para sair, mas com certeza valeu a espera! Agora é seguirem nessa pegada para continuar dilacerando pescoços Brasil a fora!


Links de acesso:



Tracklist:
01 Intro Religious Falsehood
02 Strike Command
03 Chaos Before the End
04 My Torment
05 Limits Within Procreation
06 In the Sound of the Wind
07 Vetor
08 Endangered Species


Formação:
Eduardo Jr (Vocal)
Pedro Bueno (Guitarra)
Ricardo Lima (Guitarra)
Luiz Meles (Baixo)
Afonso Palmieri (Bateria)



30 de agosto de 2015

Resenha - Banda: Spartacus - Álbum: Imperium Legis (2015)

Resenha por: Renato Sanson


Pois bem, onze anos se passaram desde o Debut “Libertae”, e enfim uma das melhores bandas de Heavy Metal Tradicional do país lança seu novo trabalho, intitulado de “Imperium Legis”.

E o que podemos comprovar logo de cara é qualidade sonora que não mudou em nada, pelo contrário, soam ainda melhores, e trazem um sopro de vida ao Metal Tradicional nacional, que carece de bandas desse nível, ainda mais cantando em português.

O som que emana das guitarras é barbado, assim como o peso do baixo e bateria, que soam coesos e poderosos. Já os vocais estão ainda melhores, pois Marco Canto tem um timbre bem peculiar, que mostra agressividade, mas com tons mais melódicos, o que deixa as composições acessíveis.

A abertura com “Encontro de Almas” é um arregaço, assim como as guitarras viciantes de “Império da Lei” ou o refrão apoteótico de “Prisioneiro do Alvorecer”. As letras continuam belas poesias, que criticam a vida humana categoricamente, além de serem reflexivas.

A parte sonora também não decepciona (mais um excelente trabalho do produtor Sebastian Carsin), assim como a parte gráfica, com uma capa poderosa e rica em detalhes, que se conecta perfeitamente com o tema lírico.

Musicalmente um disco feroz de Heavy Metal, pois todos os seus clichês estão ali, mas com um toque a mais, o toque da Spartacus.


Links de acesso:



01 Encontro de Almas
02 Na Rota da Colisão
03 Não Morra o Sentimento
04 Império da Lei
05 Nas Trevas da Insanidade
06 Noite Sem Lua
07 Nas Leis do Infinito
08 Velho Rei
09 Sob a Sentença, Um Carrasco
10 Fruto da Criação
11 Prisioneiro do Alvorecer

Formação:
Marco Canto (Vocal)
Victor Petroscki (Guitarra)
Marco Di Martino (Baixo)
Guilherme Oliveira (Bateria)


29 de agosto de 2015

Resenha - Banda: Melyra - EP: Catch Me If You Can (2015)

Resenha por: Renato Sanson


Heavy Metal feito por mulheres! Sempre traz coisas boas e dá um tapa na cara do machismo desnecessário e boçal. Sim, porque o que muito marmanjo não consegue fazer, muitas meninas dão um banho, e mais um exemplo disso é o Melyra do Rio de Janeiro.

Investindo forte no Heavy Metal Tradicional em seu EP de estreia “Catch Me If You Can”, o Melyra não decepciona, e mostra um som enérgico e cheio de melodias bem sacadas, com composições aguerridas e fortemente empolgantes.

A produção feita por Celo Oliveira ficou satisfatória, mas podendo melhorar no futuro, mas para este momento caiu como uma luva os timbres mais robustos e a certa sujeira no peso. A parte gráfica é bem simples, mas interessante, não é algo que chama atenção, porém não compromete.

São apenas seis faixas, mas que dão à tona de uma banda madura e pronta para despontar no cenário nacional, basta ouvir “Nightmare # 1”, “Silence” ou “Trip to Hell”.

Se você gosta de referências, uma boa mescla de Iron Maiden e Judas Priest. Vale a audição, certamente você saíra fã dessas meninas.


Links de acesso:


Tracklist:
01 Beyond Good and Evil
02 Nightmare # 1
03 Silence
04 Catch Me if You Can
05 Fly
06 Trip to Hell

Formação:
Mariana Figueiredo (Vocal)
Fernanda Schenker Pieri (Guitarra)
Maria Fernanda Cals (Guitarra)
Helena Accioly (Baixo)
Ana de Ferreira (Bateria)


28 de agosto de 2015

Resenha - Banda: Alefla - Álbum: End Of The World (2015)

Resenha por: Renato Sanson


O Alefla pode-se dizer que entra naquele seleto “rol” de fazer o bem feito mesmo que não seja novo. Sendo mais especifico, a banda executa um Heavy Metal Tradicional com boas pitadas de Prog e Metal Melódico, mas que souberam dosar cada elemento, fazendo de sua sonoridade bem abrangente e cativante em seu Debut “End of the World”.

A produção de Tito Falaschi contribuiu bastante para essa abrangência, deixando o som vivo porem claro, e com os timbres bem dosados. A arte gráfica de João Duarte é bem convidativa, e faria você comprar o disco sem ao menos escuta-lo.

Os arranjos são bem estruturados, as composições são agradáveis, com refrãos matadores, sem muita complexidade, dosando o exagero técnico (que muitas bandas cometem infelizmente) e o transformando em feeling, trazendo momentos de pura inspiração e beleza, como é o caso de “Watching Over Me”.


As melodias de guitarra são muito bem encaixadas, assim como a bela voz de Fla Moorey, que casa perfeitamente com a banda, com um timbre doce, mas não menos potente, agradando em cheio os ouvidos. Outro destaque fica pela belíssima “Believe Now”, que apresenta ótimos vocais masculinos, que se entrelaçam com os de Fla.

Mas a faixa que leva o nome do disco certamente é o ápice da obra, desde a construção melódica ao seu refrão que gruda na cabeça, sabe aquela música que você ouve e sente o coração palpitar? É mais ou menos isso que “End of the World” proporciona.

Um álbum sem inovações, mas que mostra muita personalidade, agradando logo de cara, trazendo ótimas passagens melódicas sem soar exagerado ou enjoativo.

Ótima estreia!

Links de acesso:



Tracklist:
01 Beginning of the End
02 Watching Over Me
03 Believe Now
04 End of the World
05 Wind Blows... Time Flows (feat. Tito Falaschi)
06 Battlefield
07 Seven Signs
08 Miracle
09 Hope to Live
10 Killing Sparrow
11 Eyes of the Soul
12 Walking Through the Night

Formação:
Fla Moorey (Vocal)
Renan Lucena (Guitarra)
Alexandre Nascimento (Guitarra/Vocal)
Leandro Pimenta (Baixo)

Paulo Ferreira (Bateria)

27 de agosto de 2015

Resenha - Banda: Bloodwork - Álbum: Just Let Me Rot (2015)

Resenha por: Renato Sanson


Podemos definir o disco de estreia do Bloodwork como a verdadeira insanidade musical, letras pútridas e doentias aliado a um Death Metal veloz e sem a intenção de soar modernoso.

A ideia aqui é ser violento, rápido e o mais repulsivo possível. Mas não pense que isso é sinônimo de incompetência, pois o quinteto gaúcho de Dois Irmãos mostra uma sonoridade madura e consistente, que destilam ao decorrer de oito faixas, totalizando menos de trinta minutos de Metal da morte, em uma verdadeira máquina de destruição.

A qualidade acima da média começa já na produção do renomado Sebastian Carsin, que deixou os timbres límpidos em uma sonoridade abusivamente pesada. Em termos gráficos, temos uma arte doentia e cheias de referências do Splatter e Gore. Mais um grandioso trabalho do artista Marcos Miller.

Em um jato de violência, temos uma trinca avassaladora com “Defecating Broken Glass”, “Cunt Suffocation” e “Asphyxiant Cum Load”, sendo ótimo cartão de visitas para os já iniciados. Mas se você ainda ficar com dúvida, ouça “Toothed Vagina”, mas com a letra em mãos, com certeza você nunca se esquecerá.

Death Metal de alto nível feito por músicos experientes, só poderia resultar em uma sonoridade explosiva. Confira sem medos ou nojinhos.

Links de acesso:



Tracklist:
01 Defecating Broken Glass
02 Cunt Suffocation
03 Asphyxiant Cum Load
04 Suck My Cut Finger
05 Human Slaughterhouse
06 Rotten 69
07 Necro Sex Club
08 Toothed Vagina

Formação:
Felipe (Bateria)
Henrique (Baixo)
Fabiano (Vocal)  
Deleon (Guitarra)  

Rafael (Guitarra)

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