12 de dezembro de 2017

Resenha - Banda: Kuadra - Álbum: Non avrai altro Dio all'infuori di Te (2016)

Resenha por: Renato Sanson



A cena alternativa em si sempre trouxe bons nomes, mas de um modo geral ficava mais reclusa ao chamado “Lado B”, onde boas bandas passavam desapercebidas do grande público e acabavam não ganhando o devido reconhecimento.

Vindo nessa leva alternativa (ou Post-Grunge) temos o Kuadra de Vigevano da Itália, que colocou no mercado em 2016 o seu terceiro trabalho de estúdio: “Non avrai altro Dio all'infuori di Te”.

A sonoridade transita entre o peso abusivo das guitarras com um baixo-bateria mais compassado e preciso, tendo aquela influência de bandas como Faith No More, Alice In Chains, Nirvana e Korn.

Mas que acabam transitando por algo mais Rock N’ Roll também, até mesmo uma certa influência de AC/DC é notada em algumas composições, principalmente nas guitarras mais encorpadas ao decorrer do trabalho.

Aquele clima obscuro e denso se faz presente em todas as faixas, principalmente pela tônica vocal mais melancólica e gritada, mas que combina com a proposta e pelo instrumental mais ríspido e menos requintado.

A produção está em um ótimo nível e não compromete a musicalidade simples do quarteto. A arte gráfica remete as influencias noventistas com aquele ar mais abstrato e não tão atrativa.

Se você acompanhava a cena alternativa e algo do Grunge em seu começo, o Kuadra pode ser um bom nome para você que ainda é um saudosista desta época.

Links:

Tracklist:
La grande crocifissione
La larva
Per un mondo minore
Abdul
Il male
Con una pistola
Questo è un morto
Godzilla a Milano
In memoria del nostro futuro
Mettersi in salvo

Formação:
Y - vocal
Zavo - guitarra
SimoneMT - baixo
Van Batteria - bateria




4 de dezembro de 2017

Resenha - Banda: Mess Excess - Álbum: From Another World Pt1 (2017)

Resenha por: Renato Sanson
Rate/note: 9,0/10


Por mais que muitos achem exagerado ou até mesmo estagnado, o Prog Rock/Metal sempre consegue trazer algo diferenciado, muitas bandas se destacam por não soarem em uma única linha, onde alguns exageros são vistos, mas com peculiaridades interessantes, que fazem você amar ou odiar o estilo.

Eu sou do time dos que amam o Prog Metal, e sempre acabo sentindo aquele prazer ao ouvir bandas novas que surgem e que não seguem aquele patamar Dream Theater ou Symphony X.

Esse é o caso da banda italiana Mess Excess, que apresenta um ótimo som progressivo com flertes de bandas como Rush e Yes, junto a uma técnica apurada, mas não exagerada, sem duelos ou coisas do tipo, tendo muito feeling e a veia Metal pulsante.

O seu novo álbum “From Another World Pt1” é composto por seis faixas que apresenta composições longas (mas nada que ultrapasse os oito minutos e tendo como exceção a faixa instrumental “Brainstorm” que não passa dos três minutos), mas bem estruturadas, não soando cansativas e tendo ótimas passagens melodiosas assim como os duetos vocais masculinos e femininos que deixam o som hora mais leve e hora mais agressivo (que também contam com backing vocals femininos a lá Evergrey), que fazem ótimos contrapontos com os climas de teclado e as guitarras intrincadas, que dão o espaço certo para o baixo e bateria brilharem.

É claro que as quebras de tempo e certo virtuosismo mirabolante se fazem presentes, mas nada assoberbado, tendo um equilíbrio saudável entre essas mudanças de ritmo e melodias mais complexas.

Se você aprecia o estilo ouça sem medo e aproveite mais essa viagem progressiva que o underground mundial nos presenteia.

Links:

Tracklist:
01 Amazing Dystopia
02 Brainstorm
03 In Loving Memory
04 Mesmerize You
05 Deranged
06 Glimpse of Hope

Formação:
Martina Lotti - Lead Vocals
Alessandro Santi - Guitars & Backing Vocals
Andrea Giarracco - Bass & Backing Vocals
Fulvio Carraro - Keyboards & Piano
Roberto Prato - Drums
Helene Costa: Backing Vocals

27 de novembro de 2017

Resenha - Banda: From The Dust Returned - EP: Homecoming (2017)

Resenha por: Renato Sanson
Note/rate: 8,0/10


É incrível como podemos notar a diversidade musical de certos undergrounds mundo a fora. Assim como no Brasil que temos uma gama sonora muito característica e diversificada, a Itália não fica para traz e sempre nos brinda com ótimas bandas de seu underground.

Sendo assim, vindos de Roma temos o From The Dust Returned, que apresenta em seu primeiro lançamento (o EP “Homecoming”) um som progressivo e bem fora dos padrões que conhecemos do estilo.

Podendo dizer que a semelhança fica por algumas músicas serem um pouco mais longas (mas não como no Dream Theater rsrsrs), mas a estrutura se desenvolve de uma forma diferente. As inclusões acústicas são presentes, assim como climas de teclados mais densos, não chegando a duelar com as guitarras que apresentam peso e certa simplicidade, sendo possível notar sua complexidade em suas variações e quebras de ritmo. Que em muitos casos são ditadas pelas alternâncias vocais que vão do limpo ao scream quase gutural, em situações não tão atípicas, mas que trazem um ar interessante a sua proposta.

A produção é seca e compacta, com timbres claros, mas que poderiam ser um pouco mais sofisticados pela musicalidade que apresentam. A arte é bela e simples ao mesmo tempo, combinando com sua sonoridade.

Progressivo, moderno e quase indigesto. Mas que conforme você vai ouvindo se dá conta do grande trabalho que tem em mãos.

Links:

Tracklist:
1. Harlequeen (8'09'')
2. Homecoming (1'33'')
3. Echoes of faces (6'09'')
4. Glare (5'13'')
5. Wipe away the rain (8'10'')
6. Sleepless (0'54'')

Formação:
Alex De Angelis (vocals, guitars)
Marco Del Bufalo (vocals)
Miki Leandro Nini (bass)
Danilo Petrelli (keyboards)
Cristiano Ruggiero (drums)




12 de novembro de 2017

Resenha - Projeto: Ezoo - Álbum: Feeding The Beast (2017 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Quando monstros da música se juntam sempre se gera uma grande expectativa, e na maioria dos casos temos 50% para cada lado: os projetos que dão certo e os que não dão.

Mas no caso do Ezoo do excelentíssimo guitarrista Dario Mollo (Voodoo Hill e Tony Martin) e da lenda Graham Bonnet (Rainbow) entram para o time dos que deram certo e apresentam em “Feeding The Beast” um ótimo Hard/Heavy calcado nos anos 80, mas sem soar datado.

Bonnet continua em ótima forma, com sua voz potente e marcante dando a tônica do projeto, e Mollo como sempre despeja riffs cativantes aliado a solos técnicos e melodiosos, mas tudo em extrema harmonia, sem exibicionismos ou exageros.

Por se tratar de dois músicos que vêm do lado mais tradicional do estilo, já era esperado uma sonoridade mais oitentista, porém o projeto vai além e mesmo tendo essa influência soube dosar e trazer momentos atuais, fazendo essa boa mescla, já que a produção do trabalho em si soa diferenciada e moderna, mas não artificial.

Os destaques são vários, mas impossível não sair cantarolando logo de cara “The Flight Of The Sapini”, “C’est La Vie” e “Eyes of the World”.

Trabalhado, dosado e muito bem estruturado. Que o Ezoo continue e nos traga ótimos álbuns como o de estreia.

Tracklist:
1. You are Your Money
2. The Flight of the Sapini
3. C’est La Vie
4. Guys from God
5. Feeding the Beast
6. Eyes of the World
7. Colder than Cool
8. Too High to be Falling
9. Motorbike
10. Since You Been Gone
11. Don’t Look Back
12. Coda

Formação:
Graham Bonnet - Vocais
Dario Mollo - Guitarras
Dario Patty - Baixo, teclados
Roberto Gualdi - Bateria







11 de novembro de 2017

Resenha - Banda: Heaven Shall Burn - Álbum: Wanderer (2016 - Shinigami Records)

Resenha por: Renato Sanson


Os alemães do Heaven Shall Burn certamente estão em seu melhor momento, e isso prova a qualidade ímpar de “Wanderer” (oitavo disco de estúdio) que continua em sua proposta moderna, mas não menos Metal, muito pelo contrário, o que o HSB fez em toda sua carreira foi entregar ao público muito Metal, você goste ou não.

Aqui a mescla do Deathcore com Melodic Death Metal continua, mas de uma forma mais obscura e sorumbática, tendo momentos caóticos e melodias soturnas que trouxeram um novo dinamismo a sua sonoridade.

A produção que ficou a cargo dos guitarristas Alexander Dietz e Maik Weichert soa límpida, mas não plastificada, mantendo um bom equilíbrio entre o natural e o lado mais moderno, o que ressaltou ainda mais o lado obscuro que se enveredaram neste novo trabalho.  

O peso de “Wanderer” é descomunal e mostra que as lacunas de suas composições são mais Metal do que nunca, pois as guitarras polidas nos brindam com ótimos riffs e solos, assim como a agressividade do baixo-bateria que completam esse lado melancólico deixando o espaço necessário para as linhas vocais enérgicas de Marcus.

A abertura com “The Loss of Fury” já mostra a evolução latente dos alemães que mesmo curta, traz os elementos que permeiam o álbum do começo ao fim, com muita brutalidade e boas melodias, como é possível notar em: “Bring the War Home” e “Save Me”.

“Wanderer” também traz várias participações especiais de nomes como: George “Corpsegrinder” Fisher (do CANNIBAL CORPSE), Nick Hipa (do WOVENWAR e ex-AS I LAY DYING), Aðalbjörn Tryggvason (do SÓLSTAFIR) e Katharina Radig (que mostra sua bela voz em diversas faixas do álbum).

No mais é apreciar o novo trabalho dos caras e ver que sim, existe vida na nova safra do Heavy Metal mundial.

Links:

Tracklist:
1. The Loss of Fury
2. Bring the War Home
3. Passage of the Crane
4. They Shall Not Pass
5. Downshifter
6. Prey to God (feat. George “Corpsegrinder” Fisher)
7. My Heart is My Compass
8. Save Me (feat. Nick Hipa)
9. Corium
10. Extermination Order
11. A River of Crimson
12. The Cry of Mankind (My Dying Bride – feat. Aðalbjörn Tryggvason)

Formação:
Marcus Bischoff - Vocals
Maik Weichert - Guitarras
Alexander Dietz - Guitarras
Eric Bischoff - Baixo
Christian Bass - Bateria

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